Na estante: Livro da Semana – #partiuNárnia

Olá Pessoas, tudo bom?

*(se você não está a fim de ler meus blá blá blás pule direto para o título em laranja. Então você só lerá um parágrafo de blá blá blá prometo.)

Eu pensei, pensei, pensei e pensei em qual seria o melhor livro pra iniciar essa seção blog sobre livros e literatura. Eu queria um livro que fosse bom e canônico, mas que não despertasse vontade de se matar nas pessoas logo de imediato (calma aê, Anna Karenina sua vez vai chegar). E finalmente decidi em começar com Nárnia!

Mas tá bom, eu sei que todo mundo já ouviu falar, sei que todo mundo já assistiu aos filmes, sei que todo mundo já suspirou com o Principe Caspian, mas e daí? Primeira lição pra você que lê Meg Cabot e acha que achou o tesouro do alquimista (vide Paulo Coelho), clássicos são clássicos porque nunca caem de moda! Démodé não existe no cânone! E se você acha que Harry Potter é clássico não se engane! Me doí dizer (sim, eu amo HP) que daqui a exatamente 20 anos Harry Potter não terá o mesmo apelo e não chamará mais atenção das crianças (mas meu filho vai ler querendo ou não). 

Sendo algo que nunca cai de moda, você pode ter certeza que daqui a 100 anos As Crônicas de Nárnia, ainda farão sucesso. O que leva um livro a ser clássico ou não, não cabe ao post, mas trataremos mais tarde.

Adentrando o guarda-roupas…


Vocês sabem como são as férias, né? Nada pra fazer… Big Brother tornando a TV inassistível… internet o dia inteiro… impossível de não parar na parte de liquidação de algum site e foi assim que eu acabei arrematando o volume completo das Crônicas com 80% de desconto (R$ 15,00 – mais barato que ir no cinema). Eu tive que comprar e a paixão começou. 

É lógico que eu tinha assistido os filmes antes e na época prometi acabar antes do terceiro filme estrear (promessa cumprida três pontos pra grifinória). 

É impossível de sair do cinema depois de ter assistido uma menininha entrar dentro daquele guarda-roupa maneiro (que certeza parece muito com um que a sua avó tinha) e encontrar um novo mundo tão legal que deixa J.K. Rowling com invejinha (foi mals, J.K) sem ter vontade de ler todas as crônicas pra saber os mínimos detalhes (#queromaisfeelings). Mas, vamos falar sério, se a gente lesse mesmo todos os livros baseados em filmes que nós adoramos… O negócio é que a gente fica na versão cinematográfica mesmo e esquece que existe muito mais do que os olhos podem ver (literalmente) no mundo de Nárnia.  

As Crônicas foram escritas por C. S. (CLIVE STAPLES) Lewis, um escritor irlandês, amiguíssimo de J. R. R. Tolkien que adorava narrar histórias em que os personagens principais eram crianças. Embora considerado um autor de literatura infantil, Lewis não gostava de ter seu trabalho definido assim. Ele dizia que sua fascinação por contos de fadas o levou a escrever livros nos quais crianças viviam aventuras, os quais não eram pensados em serem infantis, mas que por um acaso despertou o interesse de crianças. Dessa forma, percebemos também uma das características que a literatura clássica tem: a de não possuir público alvo definido, ou seja, de ser democrática (para todos). 

Lewis era muito influenciado por Tolkien e vice-versa tanto que os dois se reuniam para escrever, e Lewis passou de ateu para católico por influência dele. Em seus trabalhos a semelhança é vista, além da visível natureza fantástica de sua obra, na narração da criação de seus mundos imaginários, por exemplo. Alguns temas e símbolos que estão presentes na criação de Nárnia quanto na criação da Terra-média em suas ficções. 

Voltando a Nárnia…

As Crônicas de Nárnia são constituídas de 7 crônicas (lembrando que o que conhecemos como crônica no Brasil refere-se a um gênero de texto diferente do de Lewis) sendo a primeira a ser publicada: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (1950). Em ordem cronológica de publicação ( e na ordem que o cinema está seguindo) seguem: Príncipe Caspian (1951), A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952), A Cadeira de Prata (1953), O Cavalo e seu Menino (1954), O Sobrinho do Mago (1955) e por fim A Última Batalha (1956). No entanto, a ordem cronológica da história difere da ordem de publicação. O Sobrinho do Mago, por exemplo, conta a história da criação do mundo de Nárnia por Aslam, de como o guarda-roupa surgiu no mundo humano e como o lampião foi parar em Nárnia;  é a primeira história da ordem cronológica (e a minha preferida <3). 

De qualquer jeito que você prefira ler é uma leitura muito interessante e instigante, com muitos mistérios que faz o leitor, assim como as crianças da história, querer mergulhar cada vez mais em Nárnia e explorar todos os seus mistérios. Repleta de símbolos (como o leão Aslam que remete a um ser divino, a feiticeira branca que remete ao “Mal” do mundo, o guarda-roupas e o lampião) e de muitos significados é uma leitura leve e ao mesmo tempo eletrizante que faz o leitor virar páginas sem parar e até dar uma espiadinha no fundo do guarda-roupa pra ver se encontra alguma coisa. 

E aí, gostaram? Já leram ou leriam? Qual o livro preferido de vocês? Me contem nos comentários.
Bisus e até o próximo.

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