Na estante: Suicidas

Olá pessoal, tudo bom?

Outro livro para o nosso especial de Halloween. Dessa vez um romance policial.

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Porque eu li: 
Eu não estava com a menor vontade de pegar esse livro apesar de achar a premissa bem interessante. Foi outro livro escolhido para livro do mês no nosso grupo de leitura e, como eu sempre tento lê-los, eu me obriguei a pegar antes da discussão apenas para me apaixonar. Além disso, é um livro nacional que era o tema do mês.

Como eu li: Eu li a versão em ebook porque não dava tempo de comprar a versão física  e andei acumulando muitos livros. (em outras palavras, viciei e tive que comprar todos os livros da série Trono de Vidro, que foi o livro do mês retrasado =/)

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O espaço: A história acontece no Rio de Janeiro e tem uma organização parecida com a do livro Os Três, que eu percebi é um tipo de organização de narrativa que eu gosto muito, e que eu apelidei de “dossiê”. O livro tem três “caminhos narrativos” que se intercalam e que fazem construção da história muito interessante.

A história: A história é um pouco difícil de explicar por causa desses três caminhos que eu citei. Algumas mães que perderam seus filhos em um suicídio coletivo há um ano são chamadas na delegacia para uma nova investigação. Devido a alguns mistérios ainda não resolvidos envolvendo aquele acontecimento, a delegada chama as mães dos suicidas para ouvir uma narração dos fatos daquele dia que foi escrita por um dos jovens antes de morrer, esperando que alguma delas tenha algo a acrescentar para a investigação. Então, acompanhamos alternadamente a reação das mães na delegacia, a narrativa dos acontecimentos do dia do suicídio pelo Alê e outras anotações feitas pelo mesmo antes do acidente (óbvio) com informações relacionadas a história e os personagens.

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Personagens:

Alessandro – É o personagem que mais se destaca na história por ser o narrador-personagem em 2/3 do livro. Ele é um dos suicidas e descreve os acontecimentos que os levam até os suicídios com o objetivo de ser publicado depois de sua morte. Alê é um jovem um pouco complexo, ele é muito inteligente e crítico. Narra seus fatos como se soubesse estar a cima de todos a sua volta intelectualmente, demonstrando uma certa arrogância e superioridade. Ele também é bem revoltado e irônico. Tudo e todos parecem ser tediosos perante o seu intelecto. Ele descreve seus “personagens” como se soubesse tudo sobre eles e os julga por seu caráter radicalmente.

Zak –  É o melhor amigo de Alê, e exatamnete o seu oposto. Ele é um garoto bonito, forte, popular e rico, que está intelectualmente bem abaixo de Alê. Zak é um clichê, mas isso não o torna um peso na história. Apesar de saber que o amigo é um jovem totalmente comum e leviano, Alê demonstra ter muito ciúmes da vida fácil do amigo, em relação a mulheres, dinheiro, faculdade.

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Desenvolvimento: O desenvolvimento da história vai nos levando a entender os motivos que levaram 9 jovens, aparentemente “normais” e sem motivos, a entraram em um jogo de roleta-russa do qual ninguém sobreviveria. Todos os jovens são bem-humorados, e agem com normalidade o que causa estranhamento ao leitor que tem conhecimento que eles já se mataram. Isso cria no livro uma curiosidade constante. Ao mesmo tempo, acompanhamos o desenvolvimento do depoimento das mães, e de alguns mistérios e fatos que não se encaixam e continuam a ser investigados pela polícia.

O que eu achei: O romance policial é muito bem escrito. A história relativamente simples contada em três ramificações diferentes traz uma complexidade e uma originalidade, que como vocês sabem, eu adoro. Muitas pessoas consideram isso uma “máscara” para encobrir falhas, mas eu acho sensacional. Se você já tentou escrever uma narrativa linear e cronológica, deve saber o quanto é difícil, imagino que essa forma seja mais ainda.

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Considerações finais: O livro é bem interessante, com personagens muito bem construídos e um enredo de tirar o fôlego(olha a minha frase clichê que um dia eles vão escrever na contra-capa do livro junto com a resenha do New York Times). Gostei que a cada capítulo você descobre uma informação nova mais chocante que faz você não conseguir largar o livro. Algumas partes são bem fortes e descritivas; tive que parar para respirar e processar o que estava lendo. Não recomendo se você não gosta de emoções fortes, porque sim, é muito forte. Mesmo sabendo o título, eu não imaginava que ele narraria as mortes de uma forma tão exposta e foi apenas uma das formas com a qual o livro me surpreendeu.

suicidasorigEu gostei muito e dei 5 estrelas, mas não recomendo para todos os leitores por ser um livro bem forte.

Vocês já ouviram falar desse livro? Já leram? Querem ler? Me contem nos comentários os seus pensamentos.

Beijos e Feliz Halloween jack-icon

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4 pensamentos sobre “Na estante: Suicidas

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