Na estante: A Estrada da Noite

Oi Gente, tudo bom? Hoje eu trago pra vocês mais uma resenha do nosso especial de Halloween. Já há algum tempo que estou lendo livros com essa temática, porque eu adoro e para preparar esse especial para vocês.

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Porque eu li: Eu li A Estrada da Noite simplesmente por me interessar pelo livro. Eu o via sempre nas livrarias e lojas online e ele sempre me chamou atenção. Pelo título e pela capa parece com o tipo de livro que eu gostaria de ler.

Como eu li: Eu li a versão física publicada pela Editora Arqueiro que tem 254 páginas.

O espaço: A história se passa nos Estados Unidos, começa em uma cidade no interior do Estado de Nova York e depois passa a ser em uma viagem de carro pelo Sul do país.

A históDSC00656ria: Jude Coyne é uma lenda do rock pesado dos anos 80/90. Hoje já com 50 anos, ele é divorciado e vive em uma casa perfeita com sua namorada/groupie Geórgia. Por uma simples questão de propaganda e marketing, ele coleciona artigos macabros e estranhos para manter sua pose de roqueiro. No entanto, ele não liga para essas coisas e só faz como “máscara” para a fama. Um dia, o seu assistente o avisa de um fantasma que está sendo leiloado em um site e pergunta se o interessa. Imediatamente, Jude compra o “artigo” e algum tempo depois ele recebe uma caixa em formato de coração com um paletó que pertencia a um morto e seu suposto fantasma. Logo coisas estranhas começam a acontecer.

Personagens:

Jude Coyne – Seu nome na verdade é Justin Cowzynski, o qual ele abandonou junto com sua família e sua casa no interior de Louisiana há uns 30 anos. Jude nasceu em um lar abusivo, com um pai cruel que o batia e uma mãe negligente que tinha medo do marido. Então, Jude fugiu e mudou de identidade, mais tarde se tornando o líder de uma banda de rock mundialmente conhecida. Ele é um cara negligente como a mãe, é alienado sobre as coisas e pessoas ao seu redor, ignorante e insensível. Mesmo assim, ele realiza um esforço consciente para ser diferente do pai. Parece que o seu jeitão durão e grosso de tratar as pessoas nada mais é do que uma proteção que ele desenvolveu ao ser criado nesse lar violento.

Geórgia (Marybeth) – É a namorada da vez de Jude. O comportamento alheio do roqueiro fez com que a mulher se divorciasse dele, e então, ele começou a “colecionar” fãs de seus shows que ele namorava por algum tempo até cansar e depois as trocar. Ele chama cada menina pelo nome do estado de onde elas vêm, assim Marybeth é Georgia e Anna McDermott é Florida. Ela começa o livro como Geórgia, apenas outra “groupie” interesseira do interior que quer uma aventura com o astro do rock que é fã. Ela tem um comportamento alheio e violento como o de Jude, mas a partir do momento em que os desafios começam a aparecer ela começa a demonstrar ser mais cuidadosa e leal. Passa (ou volta) a ser Marybeth.

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Desenvolvimento: O desenvolvimento da história não é nada convencional e clichê. O leitor começa o livro tendo uma expectativa e essa é completamente desconfigurada pelo autor. Embora sombria, a história não dá muito medo. No começo pensamos ser uma história comum de fantasma, mas ela se desenvolve para ser mais uma crítica a lares e relacionamentos abusivos.

O que eu achei: O começo do livro é um pouco arrastado e eu achei que demorou para chegar a parte em que eles caem na estrada e que é quando realmente “começa” o livro, já que essa viagem é citada na sinopse atrás do livro. A partir daí o livro começa a ficar interessante e fluir melhor, mas já é quase que a metade do livro.

Eu gostei muito do desenvolvimento da história e dos personagens, mas entendo porque muitas pessoas não gostaram desse livro. Realmente há uma quebra na expectativa do leitor quando ele percebe que a história não é uma história de fantasma convencional. No entanto, acho que a quebra de expectativa foi proposital e não foi decepcionante para mim, só diferente do que eu imaginava. O fantasma que é grande parte da história, descobrimos, não causa medo por ser um fantasma, mas por ser irrefreável. Achei uma história bem comum com um desenvolvimento bem incomum. Se você quer uma história de terror pra ter medo, esse não é o livro pra você.

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Considerações finais: Eu gostei muito do desenvolvimento da história, por ser bem incomum. Realmente não é o que esperamos ao começar a ler o livro. Algo que eu achei muito interessante é o título em inglês ser “Heart-shaped box” (caixa em formato de coração), achei o título em português mais cabível, mas entendi o sentido do em inglês também.

Eu dei 4 estrelas para o livro e em geral gostei. Apesar do começo muito arrastado, tudo que eu esperava da história e várias explicações vem nos primeiros capítulos, então você fica meio que sem saber o que esperar do livro. Gostei desse “sobrenatural” de natureza mais crítica. Achei bem diferente.

O que acharam? Já leram ou querem ler algum livro dessa temática? Estou esperando a opinião de vocês, me deixem aqui nos comentários.

Beijos e Feliz Halloween. jack-icon

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2 pensamentos sobre “Na estante: A Estrada da Noite

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