Desabafo: Like 4 Like

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Eu não curto muito desabafos no blog. Acho que as pessoas não tem nada a ver com as coisas que eu passo na vida, mas acima de tudo esse é meu blog pessoal e às vezes eu preciso expor um conteúdo mais pessoal aqui, desabafar mesmo.

Muitas vezes, quando as pessoas olham para mim, elas me vêem como uma pessoa totalmente material. Eu tenho um iphone, 3 cartões de crédito e posso comprar livros e roupas quantas vezes eu quiser no mês, o que não significa que eu o faça, muito pelo contrário. Eu tenho sim um grande apego pelas minhas coisas, mas o valor de mercado delas pouco importam para mim. Outro dia, andando pela rua com o meu namorado, ele me parou e pegou uma flor que estava em uma árvore e me deu. Ele nunca me deu um buquê de rosas da floricultura mais cara, mas aquela flor é hoje o meu item mais precioso. Porque aquele gesto pra mim teve um valor que nenhum Iphone, nenhuma jóia da Tiffany e e nenhum carro zero vai algum dia ter.

Ás vezes,  eu fico pensando em como as pessoas podem ser tão mesquinhas, vãs e materialistas. Como um celular, um batom, um carro e até uma caixa de lápis de cor podem importar tanto? Vivemos na era da ostentação. Ostentamos amigos, namorados, livros, máscaras de cílios, absolutamente tudo. Você é julgada se veste Prada e se veste Marisa tem que se justificar que não faz questão nenhuma de ter uma Prada, pelo menos até comprar uma (aí você posta no Instagram com uma hashtag bem grande). Eu assisto tantas e tantas demonstrações de amor e amizade que não passam de uma grande máscara de aproveitamento e mentira, expostas ridiculamente nas redes sociais. Por que isso? Me irrita e me deixa incomformada.

Tem gente que não pode ganhar uma bala sem expor no Instagram e qualquer um que vai contra essa prática tão individualista é imediatamente rotulado de invejoso (beijinho no ombro – recalque). Sem dúvida, existe inveja por aí, mas parem com essa síndrome de Valeska Popuzuda de que todos são suas “inimiga” e sentem inveja da sua vidinha perfeita, que aliás só existe no seu perfil online e você sabe!

Afinal, se você expõe cada pedaço da sua vidinha que é tão medíocre que depende dessa exposição para ser feliz, isso nada mais é, na minha opinião, do que pura fabricação de inveja, não é mesmo? Por que mais uma pessoa coloca tudo que compra e ganha na página principal do blog se não para ser invejada? E depois reclama da inveja na maior hipocrisia.  O banho de sal grosso e as pimentas não funcionam não, quando o inimigo está dentro do seu próprio corpo. Você precisa de um exorcismo material.

Desde quando virou normal “competir” qual o marido que dá o presente mais caro, quem lê mais livros no mês, quem tem a maior quantidade de likes no Facebook? Como as pessoas conseguem viver assim? Com toda essa falsidade e competitividade? Sendo tão materialistas? Como você acha o amor na sua vida depois de tudo isso? Ou a verdade? Ou a falsidade?

Como eu já disse em um comentário de blog uma vez: queria que a minha felicidade fosse tão fácil de alcançar quanto um número de likes no Instagram. Mas me deixa muito feliz que a minha felicidade, na verdade, depende de algo mais simples. De uma pequena flor murcha que permanece florescendo dia e noite no meio das páginas do meu coração.

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