Na estante: Não conte a ninguém

Olá pessoas. Como vocês estão aproveitando o mês do horror até agora? Eu estou super empolgada e trago aqui outra resenha pra vocês.

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Porque eu li: Bom, todo mundo que gosta de mistério já deve ter ouvido falar do Harlan Coben. Ele ganhou nada menos que os três prêmios mais famosos de livros policiais dos Estados Unidos. Ele explodiu a pouco tempo com seus livros de capas azuis e títulos intrigantes. O título foi o principal motivo de eu ter pego esse em particular pra ler, além de querer ler algo desse autor pra ver se gostava, já que ele é famosa por escrever um dos meus gêneros favoritos.

Como eu li: Eu li a cópia física de “Não conte a ninguém”, publicada pela editora arqueiro.

O espaço: A história se passa em Nova York, assim como metade dos livros do mundo. Mas acho que o espaço não muda muito nessa história.

A história: Oito anos após ter perdido sua esposa David Beck ainda não superou a tragédia. Todos os anos ele e sua esposa iam até o lugar onde aconteceu seu primeiro beijo aos 12 anos e faziam uma marca em uma árvore onde suas iniciais estavam gravadas dentro de um coração. Recém-casados eles voltam pela 13ª vez para completar seu ritual. No entanto, eles são atacados misteriosamente. Beck é abandonado inconsciente e Elizabeth é sequestrada, apenas para ser encontrada morta depois de uma semana. O caso foi muito misterioso e fechado como se eles tivessem sido vítimas de um serial killer. Então, no vigésimo primeiro aniversário do primeiro beijo, oito anos depois, David recebe um e-mail misterioso. No assunto, suas iniciais e de sua esposa e 21 barras. No corpo tem um endereço de site, uma mensagem “hora do beijo” e uma frase “Não conte a ninguém”. Então, ele acessa o site na hora certa que somente ele e Elizabeth conheciam e tem uma grande surpresa ao vê-la na tela de seu computador.

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Personagens:

David Beck – Beck é um médico bonito e bem sucedido que nunca conseguiu superara o assassinato de sua esposa Elizabeth. Apesar das circustâncias estranhas do seu assassinato, ele sempre aceitou a resolução que a policia deu, embora sua culpa de não poder defender Elizabeth não o deixasse em paz.  Quando ele recebe esse e-mail misterioso, ele começa a duvidar de tudo que ele tinha acreditado sobre a tragédia e começa a rever os fatos para descobrir se sua esposa está morta ou não e o que realmente aconteceu aquela noite que ela foi sequestrada. No entanto, a sua motivação o torna um pouco desleixado e até suspeito.

Elizabeth Beck – Elizabeth sempre foi uma filha exemplar, uma mulher exemplar e aparentemente alguém que era querida por todos. Ela trabalhava em uma obra de caridade e por seu perfil acreditava-se que somente um serial killer poderia ter algum motivo para matá-la.

Desenvolvimento: A  premissa do livro é muito envolvente e interessante, até genial, mas acaba por aí. O desenvolvimento é bem decepcionante. A história é contada por David Back em primeira pessoa e pelo ponto de vista em terceira pessoa de dois “detetives/assassinos” que trabalham para um milionário famoso. No começo pode parecer estranho mas não demora muito para o leitor entender a ligação entre as duas histórias.

O que eu achei: O livro foi uma decepção para mim. Achei o desenvolvimento da história extremamente clichê e sem surpresas. Logo no começo o leitor já cria suposições do que pode ter acontecido com Elizabeth e no final a suposição mais óbvia é a verdadeira. Eu não empatizei com os personagens e odiei o fato do livro ter dois focos narrativos em pessoas diferentes. Uma hora você estava lendo as partes de David em primeira pessoa (que eram ok) e de repente pulava para a terceira pessoa, isso quebrava um pouco o ritmo de leitura. Parecia que quando você estava entrando na história e suspendendo a descrença o autor te arrancava pra fora de novo. Por que isso? Não entendi o objetivo do autor em fazer isso.

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Considerações finais: Achei o livro muito óbvio e sem surpresas. O mistério só parece mesmo mistério para o personagem principal que era meio bobão mesmo. O final ficou muito evidente desde muito cedo no livro, e eu fiquei esperando o clímax ou uma reviravolta e nunca veio. Além disso, os dois focos narrativos me deram a impressão de amadorismo e um livro muito mal escrito. Não é a toa que a professora na escola dizia para sempre escrevermos em 1ª ou em 3ª pessoa e NUNCA misturar as duas. Acho que Harlan Coben não assistiu essa aula.

Eu dei duas estrelas para o livro porque para mim nada salvou, não gostei da escrita, não gostei dos personagens e não gostei da história, apesar da premissa ser bem interessante.

Eu fiquei curiosa no entanto, sobre livros que misturam focos narrativos em primeira e terceira pessoa. Será que feito de uma forma melhor esse artifício pode dar certo, ou é sempre ruim? Eu não me lembro de ter lido outros livros que fazem isso. Então queria o feedback de vocês. Vocês já leram um livro assim? O que acham sobre isso? Misturar focos narrativos dá certo ou não?

Beijos e Feliz Halloween jack-icon

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Um pensamento sobre “Na estante: Não conte a ninguém

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