Resenha: Eu, robô

Olá pessoal,

Hoje eu queria abrir o post com uma pergunta. Vocês gostam de pensar sobre a história e sobre o título depois que acabam um livro?

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Acho que é uma prática que todo mundo diz que faz, mas a gente sabe que muitas vezes passa batido. Eu sinceramente amo fazê-lo, mesmo que signifique procurar uma análise online porque eu não entendi nada, rsrsrs. O que é super válido, viu?

Eu amo quando eu fecho um livro depois de ler e ao me deparar de novo com o título acende aquela lampadinha na minha cabeça e eu penso: “Aaaaaaah, agora faz sentido.” E foi o que aconteceu comigo em Eu, rôbo.

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Porque eu li: Além da achar ficção científica muito interessante, eu já tinha assistido o filme homônimo e amado. Esse tema de robótica não é tão utilizado mais ultimamente. Era um tema muito popular nos 20/30 e 50/60, mas acho que agora estamos tão acostumados com a tecnologia que não desperta mais interesse nas pessoas, o que é uma pena. Mas o livro não tem quase nada a ver com o filme, viu? O que, aliás, foi o que me fez querer ler.

Como eu li: Eu li a edição física publicada pela Editora Aleph, que aliás publica uns livros com o design lindo! Sou apaixonada pela capa e o design desse livro, apesar de simples é lindo! Minimalista como a robótica.

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A história: O livro é uma coletânea de nove contos que Asimov escreveu separadamente, mas que tem alguma ligação entre si. O texto começa com uma entrevista com a psicologa roboticista da U.S. Robots, a empresa de maior sucesso no seguimento de robôs. Para controlar sua criação, a empresa desenvolve as três Leis da Robótica, que são implantadas em todo e qualquer cérebro robô:

1.Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano venha a ser ferido.

 

2.Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto nos casos que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

 

3.Um robô deve proteger a sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

A psicologa conta então nove casos interessantes para exemplificar como o comportamento dos robôs, apesar das Leis, pode ser imprevisível e não tão fácil de lidar.

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O espaço: O céus não é o limite para esse livro, rsrsrs.  Tem desde história na Terra, em Mercúrio e em estações espaciais.

Personagens: Existem alguns personagens recorrentes no livro, como a Dra. Calvin e vários cientistas. Mas, o interessante mesmo são os robôs. Os contos abordam desde robôs bem simples, que não podem falar e são usados como babá por serem obsoletos, até cérebros positrônicos gigantescos chamados Máquinas que “ajudam” os humanos a controlar e estabilizar continentes inteiros.

Desenvolvimento: Todos os contos são muito interessantes e apresentam situações peculiares sobre o comportamento dos robôs. O livro vai trazendo exemplos mais complexos e surpreendentes a cada conto, de máquinas cada vez mais inteligentes que influenciam um número cada vez maior de pessoas. Particularmente, eu gostei muito dos contos: Razão (favorito), Um robozinho sumido, Evasão e Evidência.

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O que eu achei: Entendi por que esse livro é chamado de clássico da ficção científica. Eu estava esperando histórias mais polêmicas e trágicas, mas não, é quase um livro sobre psicologia. Achei muito legal como o livro mostra que a nossa condição de seres humanos vai muito além de sermos seres inteligentes, e está também ligada à ética, a sentimentos, valores, linguagem, etc. É muito interessante de ver situações que provam a complexidade do nosso cérebro que muitas vezes falta a um artificial. Enquanto os cérebros artificiais podem resolver questões muito complexas muito mais rápido que o nosso. O livro compara muito a psicologia e comportamento humano, com os dos robôs.

Considerações finais: Esse livro é um livro muito inteligente e simples ao mesmo tempo. As situações propostas por Asimov embora escritas há sessenta anos trazem uma reflexão muito atual sobre tecnologia e a inteligência artificial, que embora indispensáveis para a nossa vida contemporânea devemos lembrar são mais imprevisíveis do que parecem.

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Eu dei 5 estrelas e recomendo muito esse livro para todo mundo, mesmo que não goste de Ficção Científica, pois as discussões nesse livro são bem universais.

Já quero ler todos os outros trabalhos desse autor. Aleph por favor publique todos.

Alguém ai já meu Asimov? Pretendem ler?

Beijos e até o próximo.

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Um pensamento sobre “Resenha: Eu, robô

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