Metzengerstein #12mesesdePoe

Olá pessoal,

Como vocês sabem eu estou participando do Desafio de Leitura #12mesesdePoe do blog Anna Costa. Se quiserem saber mais tem post explicando aqui no blog e no blog dela, é só clicar nos links acima.

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Eu tinha citado no meu post que talvez fizesse uma mini resenha de cada conto para acompanhar as leituras e eu decidir fazê-las. Tentarei postar sempre no final do mês. Como foi sugerido por ela, o conto de Janeiro foi: Metzengerstein, e eu atrasada só fiquei sabendo do desafio semana passada e por isso a resenha atrasada.

Metzengerstein é sobre duas famílias húngaras rivais, os Metzengerstein e os Berlifitzing que desde sempre viveram em discórdia. O herdeiro dos Metzengerstein é um jovem orfão de 15 anos totalmente sem escrúpulos e caráter. O seu rival conde Berlifitzing já é um homem idoso que gosta muito de cavalos e caça. Um dia, um incêndio se alastra pelas estribarias deste, o que todos acreditam ter sido mais uma atitude pavorosa do jovem Metzengerstein. Neste incêndio, um cavalo misterioso e arredio é encontrado na propriedade de Metzengerstein.  E este instantaneamente fica obcecado por pelo animal.

Não vou contar muito porque é um conto muito curtinho, mas espero ter despertado o interesse de vocês.

Achei o conto bem conciso e, ao mesmo tempo, quanto mais você pensa nele, mais interpretações e conclusões você tira e mais dá aquele arrepio na espinha (que só o Poe sabe dar). Eu adoro como o Poe é o rei do Mood. Ou seja, no começo do conto o narrador constrói a atmosfera da história: descrevendo o ambiente fantasmagórico e as crenças que o levaram a escrever essa história, do modo que se você não prestar atenção, não vai fazer muito sentido no final. Por ter essa característica, ás vezes vale a pena até voltar ao começo do conto ou ler de novo para entender. Porque, geralmente, o que você precisa para entender a história, o autor nos apresenta antes mesmo da história começar e não depois como nosso cérebro preguiçoso está acostumado.

Nesta história, por exemplo, o autor abre com uma epígrafe muito interessante:

 “Vivo era sua praga. Morto, serei sua morte.” 

Martinho Lutero

Ele ainda cita a questão da metempsicose, que é a crença que depois de morta uma alma pode reviver em qualquer outro corpo, um humano, um animal, uma planta, etc; o que segundo o narrador é uma superstição daquela parte da Hungria. Assim, como a frase: “Um nome elevado sofrerá queda mortal quando, como o cavaleiro sobre seu cavalo, a mortalidade de Metzengerstein triunfar da imortalidade de Berlifitzing.” Todas essas coisas não fazem muito sentido no começo da história, mas ao chegar ao final percebemos a genialidade da construção da narrativa de Poe.

Vocês gostaram da história? Eu adorei. Deixem suas opiniões nos comentários e não esqueçam de participar do desafio. Lembrando que o próximo conto é O Demônio da Perversidade.

Beijos e até o próximo.

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