5 coisas que eu aprendi com “Yes, Please”

Olá pessoal,

Hoje, eu quero falar sobre as 5 coisas que eu aprendi lendo o livro: Yes, Please da Amy Poehler. Um livro sensacional e muito engraçado que eu acho que todos deveriam ler.

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1. “Good for her! Not for me.

Acho que a principal coisa que eu aprendi é o que a Amy chama do motto que todas as mulheres devem repetir para si mesmas: “Bom pra ela! Não pra mim.” No mundo competitivo que vivemos hoje, é muito difícil não cair na armadilha de querer ser igual a todo mundo e, principalmente, se provar melhor que os outros. Bom, eu odeio competitividade e competição exagerada, e odeio ainda mais quando alguém vem casualmente querer ser melhor que você: “Eu corri só 10 km hoje, estava cansada.”, “Eu só li 10 livros esse mês, tive muita coisa pra fazer.”, “Eu comi um tomate inteiro hoje, acabei com a dieta.”, “Estou usando 38! Estou muito gorda.”, etc. Essas coisas geralmente me fazem sentir muito mal comigo mesma. Me sinto um fracasso porque eu só consigo correr por 2 minutos, ler 3 livros no mês pra mim já é muito (e exige algum esforço da minha parte), como arroz, feijão e bife e uso 46, mas não deveria ser assim. A gente esquece de que… e daí? Talvez a pessoa nem faça isso mesmo e esteja mentindo para chamar atenção, ou talvez ela faça mesmo e ai você repete: “Bom pra ela! Não pra mim.”. Não é porque os outros fazem ou são algo, que obrigatoriamente isso faz sentido pra sua vida. Ai ai, quando você aprende isso, é como um peso que sai das suas costas.

2. “Learn how to live with your demon.”

Segundo a Amy (e eu concordo 100%), todos temos um demônio na cabeça que fica repetindo coisas como: “Você é feia.”, “Você não merece.”, “Você não vai conseguir.”, “Fulano é muito melhor que você.”. Então, o que acontece é que nós ficamos ouvindo esse demônio e acabamos acreditando no que ele fala. Quanto mais você o alimenta, mais ele cresce e fica forte e começa a ocupar um maior espaço na sua cabeça. Ou então, você pode simplesmente deixar ele pra lá. Ele nunca vai sumir, mas mesmo assim quando ele disser: “Você está gorda.”, você pode concordar e ficar triste ou responder: “Estou mesmo, mas eu vou por essa minissaia e vou me divertir mesmo assim”. Ou “Tá bem, tá bem, eu sei que eu sou feia, mas agora estou ocupada aqui com esse gato, então mais tarde a gente se fala”.

3. “What your currency is going to be?”

“If you are lucky, there is a moment in your life when you have some say as to what your currency is going to be. I decided early on it was not going to be my looks. Decide what your currency is early. Let go of what you will never have. People who do this are happier and sexier.” (Amy Poehler)

“Se você tiver sorte, haverá um momento em sua vida que você vai entender qual é o seu ponto forte. Eu decidi bem cedo que o meu não seria a minha aparência. Decida qual o seu ponto forte cedo. Deixe pra lá o que você nunca vai ter. Pessoas que fazem isso são mais felizes e mais sexy. (Tradução livre)

A Amy me fez ver que realmente é importante você decidir qual é seu ponto forte e o que você nunca vai ser. Ninguém é bonito, inteligente, engraçado, corajoso, persistente e tudo de bom ao mesmo tempo. Mas, todos temos algo que nos define, o nosso ponto forte, algo em que nós somos muito bons. Então, ao invés de tentar depender seu sucesso em algo que você não é, ou não tem, aceite que isso é normal e invista nas qualidades que você já fazem parte de você.

4. “An apology is a glorious release.”

Pedir desculpas nem sempre é tão fácil. Existem vários cenários. Ás vezes, você sabe que está errado, mas seu orgulho não deixa você se redimir. Ás vezes, você pode simplesmente não perceber que está errado. Às vezes, você quer que a pessoa admita que está errada antes. Ou ás vezes, você simplesmente tem vergonha de admitir que está errado. Mas, nada pior do que viver com aquela nuvem preta de angústia sobre sua cabeça, sabendo que algo não está certo. Isso é um exercício para a vida, mas a Amy me ensinou que nunca é tarde para admitir que você errou e pedir desculpas.

5. “God punished us with the gift of being able to fake it.”

O capítulo “My World-Famous Sex Advice” (Meu mundialmente famoso conselho sobre sexo – trad. livre) foi provavelmente o que eu mais ri no livro inteiro. A autora realmente soube sintetizar e tratar de uma maneira bem relax e normal os seus concelhos tanto pros homens quanto pras mulheres. Mas, uma coisa que eu aprendi é que a gente não deve ficar se cobrando e pensando muito sobre o que deve ou não acontecer nesses momentos íntimos. Muitas vezes, nós mulheres botamos essas cobranças gigantes na nossa cabeça, baseadas em romances e revistas totalmente idiotas que nos fazem acreditar que vamos ter um orgasmo fantástico na primeira vez e orgasmos múltiplos a partir da segunda vez. Mas, não é bem assim. E quando admitimos isso para nós mesmas, que nem sempre vai acontecer, podemos aproveitar muito mais a viagem sem ficar nos focando em “chegar lá”.

9780062350886_p0_v4_s260x420Esse livro é recomendadíssimo! Eu ouvi ele em audiobook, o qual é narrado pela própria Amy! Várias vezes me peguei rindo alto com ela, mas ao mesmo tempo ela não tem um humor forçado ou sarcástico. Gostei muito do formato porque eu tenho certeza que é mais proveitoso que o livro físico. Esse livro é meio que uma biografia, uma auto-ajuda, uma comédia e uma lição de vida em um livro só. Eu dei 4 estrelas e já estou órfã de ter a Amy (virou íntima) como companhia de academia ;(.

Beijos e até o próximo

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2 pensamentos sobre “5 coisas que eu aprendi com “Yes, Please”

  1. Oi Thais! Adorei a apresentação do livro, não conhecia! ❤ Tenho algum receio com livros 'girl power' porque alguns chegam a ter bandeiras demais, e encontrar na literatura esse tanto de 'política demais' pode ser bem chato… Mas curti mesmo esse pensamento da Amy de "ela é ela, você é você e tudo bem por isso". Também acho que deve ser assim. Chega de julgamentos né…
    Bjs,
    Rebeca

    Liked by 1 person

    • Obrigada Rebeca. Leia. Você vai gostar. Não tem nada de feminismo político nesse livro, pelo menos não na minha opinião. É mais aquilo que você falou mesmo de cada ser o que é, e pronto! É mais um livro sob o ponto de vista da Amy sobre diversos assuntos que envolvem o mundo feminino. Mas é muito engraçado e legal, ela ajuda a gente a parar de racionalizar tudo na vida.

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