Dicas de Viagem: roupas e sapatos

Olá pessoal,

Hoje eu queria fazer um post diferente para um blog que aborda praticamente só literatura e cultura pop. Outro dia, eu estava pensando sobre como, com o tempo, eu fiquei muito melhor em selecionar as roupas que eu vou levar para uma viagem, e mesmo assim eu vivo sentindo falta e aprendendo coisas. Sinceramente, não imagino como eu sobrevivi nas minhas primeiras viagens, rsrsrsrs. Eu já viajei algumas vezes para destinos internacionais e também vivo viajando para o litoral, e com o tempo eu fui juntando dicas e minhas experiências pessoais para conseguir a fazer a mala quase perfeita!

Então, vamos começar da parte principal que todo mundo (até meu namorado, pasmem!) se preocupa quando vai arrumar uma mala: o que levar de roupas e sapato.

Aqui vão minhas dicas:

1- Tente selecionar peças que combinem entre si.

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Uma das primeiras dicas gerais que as pessoas dão para arrumação de malas de viagem é: monte looks para cada dia e assim você vai saber exatamente o que usar cada dia da viagem. ISSO NÃO DÁ CERTO! E eu vou explicar porquê. Nas primeiras viagens, eu fiz exatamente isso. Separava uma calça ou shorts e uma blusa que combinassem para cada dia. Aí geralmente, você checa a previsão do tempo para onde você está indo e literalmente todos os dias está fazendo 15/20 Cº. Então, você arruma sua malinha linda de meia estação, toda feliz. E ai você chega em Madri e está fazendo 28 fucking graus! #truestory. Nesse caso, eu tive que pegar um shorts (que eu ia usar com uma meia-calça e uma blusa de frio) e a única blusa sem mangas que eu tinha (que eu ia usar com uma calça e um casaco) e usar. Só que o que aconteceu é que as peças que sobraram NÃO COMBINAVAM ENTE SI. Nem tinha como usar junto (do tipo: blusa florida com calça de oncinha). E ai, só nesse imprevisto eu perdi 2 looks. Fora isso, outros imprevistos podem acontecer, tipo você sujar uma peça do look e a outra ser “incombinável”. Pode ser que um dia esteja muito mais frio do que o previsto e você queira vestir suas roupas mais quentinhas que não necessariamente combinem entre si, etc. Eu já passei por tudo isso. Então, minha dica é: tente escolher peças de modo que TODAS (ou quase todas) combinem entre si! Porque ai não tem erro.

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Isso não quer dizer que você só possa levar coisas básicas (embora jeans, preto e branco ajudem muito), mas se você vai levar uma calça florida tente levar várias blusas mais neutras que combinem com ela, e que por sua vez, também combinem com as outras calças que você vai levar. Você pode ser aquelas pessoas que não tem problema em combinar flores e listras, e ai se joga. Mas, lembre-se: isso não serve só para combinação de cores e estilos, mas também de caimento, por exemplo: uma saia-midi às vezes não fica bem com certos tipos de blusa, uma legging geralmente deve ser usada com blusa que cubram o bumbum. Então, você tem que pensar em tudo isso. O que nós leva a próxima dica.

2- Leve o que você está acostumada a usar. Deixe para inovar na sua casa.

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Muitas vezes, a gente fica empolgada que vai viajar e quer levar roupas lindas e novas. Mas, não faça isso. Se por um acaso você for comprar peças novas para a viagem, tente usá-las antes! Montar looks com elas e ver o que fica bom. Ás vezes, a ideia de um look pode ser ótima na sua cabeça, mas na hora que você coloca no seu corpo não fica nada bom! Então, tente inovar e montar looks diferentes quando você está em casa e tem seu guarda-roupa inteiro de back-up caso algo não dê certo. Tente não levar roupas e sapatos que você não sabe se vai usar ou não está acostumada. Acredite, 23 kilos de bagagem parece muito, mas não é! E você vai acabar com essas peças “experimentais” paradas na mala, ocupando espaço que você poderia usar para outra coisa.

3- Leve somente (e SOMENTE MESMO) roupas super-mega-ultra confortáveis.

Viajar é muito diferente de estar na sua casa. Você está muitos quilômetros distante e quer aproveitar ao máximo. Por isso, viagens são EXTREMAMENTE cansativas. Então, puxando o gancho do tópico anterior, tente levar roupas e sapatos que te caiam bem e com os quais você se sinta CONFORTÁVEL. E NUNCA deixe para testar o conforto da roupa na viagem.

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Por mais que você queira estar fabulosa naquela foto na frente da Torre Eiffel, acredite em mim quando eu digo que estar confortável vale mais do que qualquer coisa. Imagine se você nem conseguir chegar a ver a Torre porque aquele salto está te matando e você teve que voltar para o hotel? Eu, por exemplo, amo vestidos. Acho chique, práticos, lindos e estilosos, só que pra mim não funcionam muito bem em viagens. Em viagens, a gente anda muuuuuuuuuito (quando eu digo muito, acredite, é muuuuuuito mesmo) e quando eu ando muito de vestido ou saia, por ter as pernas grosas, o atrito me dá assaduras #TMI. Eu acho lindo gente que consegue andar 10 kilômetros de vestido/saia, mas eu sei que em alguma parte da andança minhas coxas vão estar tão assadas que eu não vou mais conseguir andar. Da mesma forma, um vestido pode ser confortável e a melhor opção para você. Então, pense no que te faz confortável e no seu estilo.

A mesma coisa vale para sapatos. Não adianta você escolher levar aquela bota over-the-knee baphônica, se você não vai conseguir andar com ela. Acredite em mim quando eu digo: no terceiro dia da viagem você vai estar mandando o glamour para o inferno e querendo usar só as peças mais confortáveis que você trouxe. Então, escute meu conselho de mãe quando eu digo: não leve roupas apertadas e desconfortáveis ou sapatos de salto (a não ser que você seja o 0,01% da população que se sinta extremamente confortável com essas peças). VOCÊ NÃO VAI USAR! Nem para sair a noite, nem para um evento chique, NUNCA! Se for extremamente necessário algo mais formal, mesmo assim nunca esqueça do conforto. E se não for, deixe aquele vestido bandage e o salto 15 em casa, porque você vai sair a noite para ir naquele bar badalado de rasteirinha e jeans, pode acreditar.

4. Não se esqueça de pensar nas lingeries. 

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Duas coisas são importantes nesse tópico:

a) Lembre-se de levar lingeries adequadas para as roupas que você está levando (parece óbvio, mas pode passar batido). Se você vai para um lugar frio, até que não faz diferença. Mas, se você vai usar vários tipos de decotes lembre-se de levar o sutiã adequado. Uma solução legal é levar aqueles sutiãs multi-uso que você pode mudar as alças e as costas e calcinhas de algodão que não marcam. Caso o contrário, você pode ficar sem usar aquela blusa linda porque nenhum dos sutiãs que você levou cruza nas costas, ou não poder usar tal saia porque todas as calcinhas marcam demais. Além disso, essas peças vão sobrar na sua mala, e acredite, nós mulheres não podemos nos dar o luxo de deixar isso acontecer.  Lembre-se também de saber se você precisa levar tops para usar com blusas transparentes ou muito cavadas, ou shorts para usar com vestidos e saias (que é o meu caso), ou um sutiã especial para alguma blusa (tomara-que-caia, por exemplo).

b) Leia de novo o tópico 3 e SÓ LEVE LINGERIES CONFORTÁVEIS! De novo, eu sei, eu sei. Você quer se sentir que nem a Andrea, do Diabo Veste Prada, com seus conjuntinhos de renda em Paris. Mas, imagine: se um shorts que fica subindo já incomoda, imagine uma calcinha de renda que fica entrando? Então, a não ser que seja sua lua-de-mel, deixe suas lingeries rendadas, suas tangas cavadas e seus fio-dental para usar em casa. Acreditem em mim! Uma lingerie errada e desconfortável pode acabar com uma viagem. Você provavelmente não vai mostrar suas roupas de baixo para ninguém, e se você acha que isso pode acontecer, você sempre pode levar uma lingerie sexy na bolsa para trocar se necessário ;). Mas NÃO saia por ai com ela, tem mais chance de dar errado do que certo. Também não leve lingeries (vale para biquínis e roupas de banho) nunca usadas, lembre que testar antes é muito melhor do que ter surpresas indesejadas.

5- Foque nos acessórios (eles ocupam menos espaço e podem mudar completamente um look)

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Depois de todas essas dicas você pode ficar um pouco decepcionada de saber que provavelmente você vai estar de tênis, jeans e blusa branca na sua foto na Torre Eiffel, e não com aquele vestido listrado bandage, balões e saltos de 15 centímetros. Lembre-se então que acessórios podem salvar um look e ainda te ajudar a estar confortável sem parecer largada. Imagine esse tênis, jeans e blusa branca com um maxi-colar divino, ou com um lenço de estampa de bicho. Os acessórios são a grande sacada para uma viagem e ai está tudo liberado. Mesmo que eles forem desconfortáveis você sempre pode tirar no decorrer do dia e pôr na hora das fotos. Mesmo que você não use alguns, eles ocupam tão pouco espaço que nem importa. Você pode repetir os seus looks ou usar um look básico todos os dias e mesmo assim parecer estilosa e diferente nas fotos.

Pense em colares, brincos, óculos de sol e lenços, cachecóis e echarpes. Até mesmo chapéus, gorrinhos e adereços de cabelo. Em tese, tudo que fica em volta do seu rosto. Ou seja, o que vai aparecer mais nas fotos. Cintos, pulseiras e anéis, geralmente não fazem tanta diferença.

Outra coisa que também ajuda bastante a tornar o seu look mais estiloso é a maquiagem, mas isso fica para o próximo post.

E, então? Gostaram das dicas? Se você tiver mais alguma dica preciosa que você aprendeu em alguma viagem, por favor deixe nos cometários, que eu quero muito saber! Vamos compartilhar dicas e nos ajudar!

Beijinhos e até o próximo!

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5 coisas que eu aprendi com “Yes, Please”

Olá pessoal,

Hoje, eu quero falar sobre as 5 coisas que eu aprendi lendo o livro: Yes, Please da Amy Poehler. Um livro sensacional e muito engraçado que eu acho que todos deveriam ler.

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1. “Good for her! Not for me.

Acho que a principal coisa que eu aprendi é o que a Amy chama do motto que todas as mulheres devem repetir para si mesmas: “Bom pra ela! Não pra mim.” No mundo competitivo que vivemos hoje, é muito difícil não cair na armadilha de querer ser igual a todo mundo e, principalmente, se provar melhor que os outros. Bom, eu odeio competitividade e competição exagerada, e odeio ainda mais quando alguém vem casualmente querer ser melhor que você: “Eu corri só 10 km hoje, estava cansada.”, “Eu só li 10 livros esse mês, tive muita coisa pra fazer.”, “Eu comi um tomate inteiro hoje, acabei com a dieta.”, “Estou usando 38! Estou muito gorda.”, etc. Essas coisas geralmente me fazem sentir muito mal comigo mesma. Me sinto um fracasso porque eu só consigo correr por 2 minutos, ler 3 livros no mês pra mim já é muito (e exige algum esforço da minha parte), como arroz, feijão e bife e uso 46, mas não deveria ser assim. A gente esquece de que… e daí? Talvez a pessoa nem faça isso mesmo e esteja mentindo para chamar atenção, ou talvez ela faça mesmo e ai você repete: “Bom pra ela! Não pra mim.”. Não é porque os outros fazem ou são algo, que obrigatoriamente isso faz sentido pra sua vida. Ai ai, quando você aprende isso, é como um peso que sai das suas costas.

2. “Learn how to live with your demon.”

Segundo a Amy (e eu concordo 100%), todos temos um demônio na cabeça que fica repetindo coisas como: “Você é feia.”, “Você não merece.”, “Você não vai conseguir.”, “Fulano é muito melhor que você.”. Então, o que acontece é que nós ficamos ouvindo esse demônio e acabamos acreditando no que ele fala. Quanto mais você o alimenta, mais ele cresce e fica forte e começa a ocupar um maior espaço na sua cabeça. Ou então, você pode simplesmente deixar ele pra lá. Ele nunca vai sumir, mas mesmo assim quando ele disser: “Você está gorda.”, você pode concordar e ficar triste ou responder: “Estou mesmo, mas eu vou por essa minissaia e vou me divertir mesmo assim”. Ou “Tá bem, tá bem, eu sei que eu sou feia, mas agora estou ocupada aqui com esse gato, então mais tarde a gente se fala”.

3. “What your currency is going to be?”

“If you are lucky, there is a moment in your life when you have some say as to what your currency is going to be. I decided early on it was not going to be my looks. Decide what your currency is early. Let go of what you will never have. People who do this are happier and sexier.” (Amy Poehler)

“Se você tiver sorte, haverá um momento em sua vida que você vai entender qual é o seu ponto forte. Eu decidi bem cedo que o meu não seria a minha aparência. Decida qual o seu ponto forte cedo. Deixe pra lá o que você nunca vai ter. Pessoas que fazem isso são mais felizes e mais sexy. (Tradução livre)

A Amy me fez ver que realmente é importante você decidir qual é seu ponto forte e o que você nunca vai ser. Ninguém é bonito, inteligente, engraçado, corajoso, persistente e tudo de bom ao mesmo tempo. Mas, todos temos algo que nos define, o nosso ponto forte, algo em que nós somos muito bons. Então, ao invés de tentar depender seu sucesso em algo que você não é, ou não tem, aceite que isso é normal e invista nas qualidades que você já fazem parte de você.

4. “An apology is a glorious release.”

Pedir desculpas nem sempre é tão fácil. Existem vários cenários. Ás vezes, você sabe que está errado, mas seu orgulho não deixa você se redimir. Ás vezes, você pode simplesmente não perceber que está errado. Às vezes, você quer que a pessoa admita que está errada antes. Ou ás vezes, você simplesmente tem vergonha de admitir que está errado. Mas, nada pior do que viver com aquela nuvem preta de angústia sobre sua cabeça, sabendo que algo não está certo. Isso é um exercício para a vida, mas a Amy me ensinou que nunca é tarde para admitir que você errou e pedir desculpas.

5. “God punished us with the gift of being able to fake it.”

O capítulo “My World-Famous Sex Advice” (Meu mundialmente famoso conselho sobre sexo – trad. livre) foi provavelmente o que eu mais ri no livro inteiro. A autora realmente soube sintetizar e tratar de uma maneira bem relax e normal os seus concelhos tanto pros homens quanto pras mulheres. Mas, uma coisa que eu aprendi é que a gente não deve ficar se cobrando e pensando muito sobre o que deve ou não acontecer nesses momentos íntimos. Muitas vezes, nós mulheres botamos essas cobranças gigantes na nossa cabeça, baseadas em romances e revistas totalmente idiotas que nos fazem acreditar que vamos ter um orgasmo fantástico na primeira vez e orgasmos múltiplos a partir da segunda vez. Mas, não é bem assim. E quando admitimos isso para nós mesmas, que nem sempre vai acontecer, podemos aproveitar muito mais a viagem sem ficar nos focando em “chegar lá”.

9780062350886_p0_v4_s260x420Esse livro é recomendadíssimo! Eu ouvi ele em audiobook, o qual é narrado pela própria Amy! Várias vezes me peguei rindo alto com ela, mas ao mesmo tempo ela não tem um humor forçado ou sarcástico. Gostei muito do formato porque eu tenho certeza que é mais proveitoso que o livro físico. Esse livro é meio que uma biografia, uma auto-ajuda, uma comédia e uma lição de vida em um livro só. Eu dei 4 estrelas e já estou órfã de ter a Amy (virou íntima) como companhia de academia ;(.

Beijos e até o próximo

Especial: Oscar 2016 – Previsões e Ganhadores

Olá pessoas,

Eu adoro o Oscar! Sempre fico esperando ansiosa pela premiação, tento assistir os filmes mais comentados e torço para os meus preferidos. Adoro os vestidos lindos, os estranhos e os discursos inspiradores. A premiação de número 88 acontece *hoje* dia 28/02 e eu vou escrever aqui o que eu achei dos filmes mais comentados que eu assisti e as minhas previsões. Mas, só vou liberar esse post amanhã 29/01, já atualizado com os ganhadores (em negrito).

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O Regresso é um dos filmes mais comentados e favoritos da premiação deste ano. O longa lidera com o maior número de indicações, sendo elas:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Diretor (Iñárritu);
  • Melhor Ator (Leonardo DiCaprio);
  • Melhor Ator Coadjuvante (Tom Hardy);
  • Melhor Figurino (O Regresso);
  • Melhor Maquiagem e Penteado;
  • Melhor Fotografia;
  • Melhor Edição;
  • Melhores Efeitos Visuais;
  • Melhor Edição de Som;
  • Mixagem de Som e
  • Produção de Arte.

Eu assisti o filme e gostei bastante. Apesar de muita gente ter achado chato e cansativo, eu achei que por ter 2 horas e meia até que teve muitos acontecimentos. Uma coisa temos que encarar, esse filme é impressionantemente bem feito! A fotografia é a coisa mais linda que eu já vi na vida! Nem gostei tanto do filme, não assistiria de novo. Mas, a edição, as tomadas longas sem corte e aquela fotografia impressionante de paisagens lindas são realmente de cair o queixo. Não sei muito julgar Edição, Produção e Som para dar a minha opinião, mas eu acho que esse favorito leva muitas estatuetas pra casa, principalmente as mais técnicas,  inclusive Melhor Diretor e Melhor Filme. (Errei feio. Leo ganhou, mas levou só 3 prêmios o filme e não incluindo melhor filme)

Com relação ao Leonardo DiCaprio; eu acho que ele fez um ótimo trabalho:sim; acho que a atuação dele foi incrível o suficiente para ganhar o Oscar: Não sei. Não, que ele não mereça, mas acho que se ele ganhar será só pela atuação em si, mas pelo o que ele se submeteu para gravar o filme: eles realmente gravaram em temperaturas congelantes, a pele de urso que ele usou pesava 45 kilos quando molhada e ele realmente comeu uma parte crua de um bisão no filme. Mesmo assim está todo mundo torcendo pra ele ganhar! rsrsrsrs Agora o Tom Hardy com certeza merece o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante, a atuação dele sim me impressionou! (Não levou)

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O segundo filem com mais indicações foi Mad Max. Com 10 indicações:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Diretor (George Miller);
  • Melhor Figurino;
  • Melhor Maquiagem e Penteado;
  • Melhor Fotografia;
  • Melhor Edição;
  • Melhores Efeitos Visuais;
  • Melhor Edição de Som;
  • Melhor Mixagem de Som;
  • Melhor Design de Produção;

Sinceramente, eu nunca senti vontade de assistir esse filme mesmo com muitas pessoas falando que ele é incrível. Me surpreendi ao saber que ele teve tantas indicações assim, já que pra mim era um filme “blockbuster”, que raramente são sequer indicados. Confesso que eu não tive tempo de assistí-lo e dei prioridade para outros que eu achei mais interessantes. Mas, esse número alto de indicações com certeza despertou minha curiosidade um pouco. (Mad Max foi o destaque da noite, levando 6 estatuetas de suas 10 indicações)

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Outro filme bem cotado para o Oscar é o Perdido em Marte. Com sete indicações, a adaptação do livro com o mesmo nome já vinha fazendo sucesso antes mesmo de ser indicado.

  • Melhor Filme;
  • Melhor Ator (Matt Damon);
  • Melhor Roteiro Adaptado (Drew Goddard);
  • Melhores Efeitos Visuais;
  • Melhor Edição de Som;
  • Mixagem de Som e
  • Produção de Arte.

Eu gostei bastante do filme. Os efeitos especiais são muito legais, a paisagem de Marte é maravilhosa e a parte científica muito realista. O personagem de Matt Damon é realmente muito legal e engraçado. Admito que minha alta expectativa estragou um pouco o filme pra mim. Ainda sim é um filme muito bom, mas eu esperava mais pelo o que falavam e pelo diretor Ridley Scott (mesmo diretor de Alien, um dos melhores filmes de ficção cientifica já feitos, na minha opinião). Ninguém faz Sci-fy melhor que o diretor Ridley Scott e ele volta a provar isso em Perdido em Marte. Eu só esperava um filme com algum diferencial, mas é apenas outro filme espacial muito bom. Não sei se leva alguma coisa, mas acho que merece roteiro adaptado. (Não levou nada. Fiquei com dó porque o filme é muito bom. Merecia melhor roteiro adaptado, na minha opinião.)

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O filme é baseado em uma investigação jornalística ganhadora do prêmio Pulitzer que desmascarou vários casos de pedofilia na igreja que eram encobertos pela própria lei. Achei o filme maravilhoso! O começo é um pouco lento e depois que começam as investigações ele fica até rápido demais. Adorei tudo no filme. (Fiquei um pouco surpresa por ele ter ganhado como melhor filme! Não esperava mesmo, mas foi merecido). Entre suas indicações estão:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Diretor (Thomas Mccarthy);
  • Melhor Ator Coadjuvante (Mark Ruffalo);
  • Melhor Atriz Coadjuvante (Rachel Mcadams);
  • Melhor Roteiro Original (Josh Singer e Tom McCarthy) e
  • Melhor Edição.

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Como vocês já devem saber, eu sou fanzoca de Star Wars. Estava ansiosíssima pelo novo filme, mas nunca cheguei a comentar aqui o que eu achei. Bom, não foi nem 50% o que eu esperava. Não achei o melhor filme do mundo muito menos o melhor da saga. Gostei muito das partes novas e dos personagens novos, mas apesar de achar muito legal rever personagens da trilogia original, achei o foco dado a eles no filme um pouco desnecessário. Não gostei de como a história foi 99% baseada nos personagens antigos (apesar de ainda serem meus preferidos), sendo os novos tão fortes e interessantes. Enfim, os efeitos e todo o resto são perfeitos, foi a história que me incomodou um pouco, então acho que todas as indicações foram perfeitas. Torço para levarem alguma coisa, embora saibamos que raramente filmes de bilheteria ganham algo. (E não ganhou mesmo.)

  • Melhor Edição;
  • Melhores Efeitos Visuais;
  • Melhor Trilha Sonora;
  • Melhor Edição de Som e
  • Mixagem de Som;

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O filme Garota Dinamarquesa é outro que está dando o que falar. Baseado em fatos reais, conta a história de uma das primeiras mulheres transexuais, interpretada no filme por Eddie Redmayne que ganhou a estatueta ano passado pela sua atuação como Stephen Hawking em A Teoria de Tudo, e concorre de novo esse ano. Achei o filme legal e muito emocionante. Você realmente sente toda aquele tensão e dificuldade em relação a situação delicada que o casal do filme vive. A história é muito bonita, assim como a fotografia e os atores trabalharam muito bem. Indicações:

  • Melhor Ator (Eddie Redmayne);
  • Melhor Atriz Coadjuvante (Alicia Vikander);
  • Melhor Figurino e
  • Produção de Arte.

(Alicia realmente mereceu ganhar, sua atuação foi incrível!)

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Assisti a este filme alguns minutos antes de começar a premiação, kkkk. Não esperava gostar tanto. O filme é sobre um advogado de seguros que é inesperadamente indicado para defender um espião russo capturado nos Estados Unidos. O governo indica um advogado bom para que o prisioneiro tenha uma defesa justa, mas logo o advogado percebe que essa defesa é só fachada e que ninguém espera que ele defenda realmente o espião ou sequer faça um bom trabalho. Adorei como a questão da igualdade jurídica foi abordada no filme, realmente muito interessante de ver como a “justiça” americana trabalha. Gostei muito dos aspectos técnicos do filme e da retratação do período da Guerra Fria. (Mark Rylance que faz o papel do espião no filme, levou o prêmio de melhor coadjuvante). O filme foi indicado como:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Ator Coadjuvante (Mark Rylance);
  • Melhor Roteiro Original (Matt Charman and Ethan Coen e Joel Coen);
  • Melhor Trilha Sonora (Thomas Newman);
  • Mixagem de Som e
  • Produção de Arte.

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O Quarto de Jack foi com certeza o melhor de todos os filmes que eu assisti neste ano. A produção, a história, toda a emoção por trás. Maravilhoso! O roteiro foi adaptado pela própria autora que escreveu o livro em que o filme é baseado e a adaptação já é conhecida por ser uma das melhores adaptações literárias já feitas. Recomendo muito! Se o menininho protagonista do filme, Jacob Tremblay, fosse indicado para melhor ator garanto que não ia ter pra ninguém. Apenas com 5 anos ele faz um trabalho sensacional e impecável como Jack. O melhor jack desde o DiCaprio no Titanic kkkkk. Eu, com certeza, vou torcer muito para levar algum dos prêmios, pois virou um dos meus filmes da vida!  (E a Brie levou o prêmio de melhor atriz! Super merecido!) Indicações:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Diretor;
  • Melhor Atriz (Brie Larson) e
  • Melhor Roteiro Adaptado (Emma Donoghue).

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Brooklyn foi outro filme que me impressionou bastante. Eu não estava esperando gostar tanto. Apesar de ser um filme simples e sem uma história muito inovadora ou complexa, o filme nos pega exatamente por tratar de temas simples, mas que todos nós podemos facilmente nos relacionar, como: saudade de casa, família, amigos, amor, dever vs. querer, e etc. Infelizmente, muito filmes maravilhosos e atuações incríveis estão concorrendo em um só Oscar, e nem todos os que merecem vão poder levar. Mesmo assim, vou torcer muito para o filme., que foi indicado para (e infelizmente não levou nenhum, mas como eu disse não ouve muito espaço para o filme. Não deixo de recomendar):

  • Melhor Filme;
  • Melhor Atriz (Saoirse Ronan) e
  • Melhor Roteiro Adaptado (Nick Hornby).

E aí? O que acharam? Vocês assistiram ou querem assistir algum dos filmes citados, ou até mesmo outros que eu não citei? Me digam nos comentários. Quero muito saber a opinião de vocês.

(No geral, eu gostei muito dos ganhadores dos prêmios mais importantes. Todos os atores e atrizes que ganharam foram realmente incríveis em seus papéis, e até mesmo alguns que não ganharam. Acho que a questão de terem muitos filmes incríveis concorrendo deixou a disputa bem acirrada. A única coisa que eu não gostei foi Mad Max ter faturado a maioria dos prêmios técnicos. Embora não tenha assistido o filme, vendo os trailers e as partes mostradas na premiação não achei tudo isso a ponto de desbancar vários filmes maravilhosos que estavam concorrendo. Mas, e vocês o que acharam? Acharam que todos os prêmios foram merecidos ou estava torcendo para outros ganharem?)

Beijos e até o próximo.

Resenha/Discussão: O Sol é Para Todos

Olá pessoal, tudo bem?

Pensar que essa resenha já estava programada para essa semana e na sexta-feira a autora Harper Lee faleceu. Então, fica aqui minha singela homenagem e resenha para essa autora fantástica.

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Contexto: Harper Lee nasceu em 1926, em uma cidadezinha do Alabama, nos  Estados Unidos. Segundo ela, foi essa própria cidadezinha Monroeville, seus habitantes e um caso ocorrido em uma cidade próxima que serviram de inspiração para o seu romance. O livro O Sol é Para Todos foi lançado em 1960 se tornando um sucesso imediato, ganhando o Prêmio Pulitzer de Literatura apenas um ano após sua publicação. É considerado um dos melhores romances do século XX, o que lhe rendeu a posição de clássico muito mais rápido do que qualquer outro romance na história. Hoje, O Sol é para Todos é um pilar da literatura americana e leitura obrigatória para todos.

O Espaço: A história acontece em um pequeno município no sul dos Estados Unidos, Maycomb, no Alabama. E se passa em 1930.

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A história: A família Finch é uma família tradicional de Maycomb, onde ser tradicional importa mais que qualquer coisa. A história é narrada por Scout, a filha de 9 anos de Atticus Finch, um “famoso”advogado da cidade. Scout narra os acontecimentos que precederam e sucederem um importante caso que aconteceu na cidade: um homem negro foi acusado de estuprar uma mulher branca e Atticus ficou responsável por defendê-lo, o que foi visto de maneira muito negativa pela sociedade conservadora e preconceituosa da região.

Personagens:

Scout é uma menina muito arteira e nada feminina. Por isso, ela ás vezes é vista com maus olhos pela sociedade. Ela tem um irmão mais velho, o Jem, quem ela admira e passa a maior parte do tempo junto. Por ser filha de um advogado, ela é bem madura e astuta para a sua idade. Ela começa a contar a história com 9/10 anos, narrando os acontecimentos a partir dos seus 5 anos de idade e no decorrer da história entendemos a importância que esses acontecimentos têm.

Atticus é talvez o personagem mais significativo do livro. Como pai viúvo e advogado, ele cria seus filhos de uma maneira bem direta, explicando e ensinando tudo que os meninos têm curiosidade em saber. Atticus é um personagem muito a frente de seu tempo e da mentalidade da maioria dos cidadãos de Maycomb. Ao contrário de todos os outros personagens, ele não julga as pessoas pela reputação delas, mas sim pelo o que elas são, o que tenta passar para os filhos constantemente.

Boo Radley é um homem que vive recluso em uma casa perto dos Finch. Ele é um grande mistério no livro. Scout e Jem desenvolvem certa obsessão em saber sobre e ver Boo, e suas tentativas frustradas só aumentam sua curiosidade. Com o tempo, mesmo sem vê-lo, as crianças desenvolvem um relacionamento amistoso com o homem, que vai fazer toda a diferença no decorrer da história.

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O julgamento: O ponto principal e maior divisor de águas da história é o julgamento de Tom Robinson. Tom é um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca Mayella Ewell, filha de Bob Ewell, e pertencente a uma das famílias mais problemáticas e carentes da região. No início, Scout e Jem se incomodam profundamente por o pai estar defendendo um homem negro, o que não é nada bem visto nos anos 30. Eles passam por vários problemas e ridicularizações por causa da atitude de seu pai, tanto na escola como de conhecidos. No entanto, após conversar com as crianças elas acabam aceitando de alguma forma e até indo clandestinamente assistir o julgamento e torcer pelo pai. Logo, eles percebem que apesar de os fatos mostrarem claramente que Tom é inocente, o fato de ele ser negro não permite que as pessoas enxerguem ou aceitem isto.

Desfecho: No decorrer da história, principalmente após o julgamento e seus desdobramentos, as crianças vão amadurecendo e compreendendo mais sobre tolerância, preconceito e justiça. Scout, particularmente, começa a enxergar como o racismo, o preconceito e o julgamento naquela sociedade fazem com que as pessoas fiquem cegas ou simplesmente não queiram ver, pois é muito mais fácil concordar com algo errado do que lutar pelo certo. No final do livro, percebemos um crescimento e uma maturidade na personagem que não estava ali no começo do livro, apesar de ela já ser um personagem mais maduro com pouca idade. Acompanhar esse crescimento e essa perda de inocência da personagem é uma das coisas mais fantásticas desse livro.

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Discussão: É muito interessante como a autora trabalhou a voz da personagem narradora que é uma criança. Apesar de enxergarmos o caráter infantil de sua fala, este não é exagerado e infantiloide. A sagacidade de Scout (saber ler antes de ir pra escola, por exemplo) e seu convívio com Atticus, ambos se fazem presentes em seu discurso. Esse discurso também vai se modificando de acordo com os acontecimentos do romance e foi uma das questões mais interessantes para mim; o discurso muito verossímil dessa personagem: inteligente, astuto, curioso, mas sem deixar de ser infantil.

O livro trata claramente da questão do preconceito, não só do preconceito racial, mas claramente todos na cidade tem certa reputação e são conhecidos por algo, seja pela família, por algo que faz, pelo jeito que vive, e são julgados constante e injustamente por isso.

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Outra questão interessante é o personagem de Atticus, que parece ser o único que não se encaixa nesse modo “preconceituoso” daquela sociedade e tenta influenciar os filhos a serem do mesmo modo. Ele sempre procura saber coisas das pessoas que ninguém sabe e assim quebra esse estigma. Com o tempo, seus próprios filhos vão aprendendo isso, e perdendo o preconceito que têm com os vizinhos, com os colegas de escola e até com o próprio pai.

O título original desse livro é um dos títulos mais interessantes e bonitos que eu já vi. “To kill a mockinbird”, ou matar um rouxinol, é a uma metáfora linda para remeter a perda da inocência e o senso de julgamento das pessoas do livro. Acho lindo.

Quem já leu esse livro ou quer ler deixa a sua opinião aqui nos comentários.

Beijos.

Resenha: Mentirosos

Bom dia pessoal,

Eu sei que eu ando muito atrasada com minhas resenhas e posts. Mas, várias coisas andaram acontecendo e mudando; e eu tenho escrito muito muito muito para outros projetos. Mas chega de desculpa. E vamos pra mais uma resenha que afinal são os posts que eu mais gosto de fazer.

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Porque eu li: Esse eu li puramente por indicação de… bom, toda a internet! Em todo lugar cibernético que eu frequento, eu vejo as pessoas elogiando muito esse livro, dizendo que foi o livro mais surpreendente que eles já leram, etc.

Como eu li: Eu li a versão física publicada pela Editora Seguinte. (obs: alguém mais se incomoda com as lombadas “ao contrário” deles? Porque me incomoda MUITO! Guardo os livros de ponta cabeça, hehe.)

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O espaço: A história se passa praticamente na ilha ficcional de Beechwood, em Massachusetts, EUA.

A história: A história gira em torno da família Sinclair. Uma família muito rica, mas também muito complicada. Os Sinclair tem 3 filhas que por sua vez têm alguns filhos cada uma e a nossa personagem principal é a filha única de uma delas: Cadence. Todos os verões de sua vida, Candence passou na ilha de Beechwood, propriedade de seus avós, com seus primos e tias. Mas, há dois anos durante as férias, ela sofreu um acidente muito grave do qual não se lembra e ninguém parece querer comentar com ela. Desde então, batalha com problemas psicológicos recorrentes do acidente e tenta desvendar o que afinal aconteceu naquelas férias.

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Personagens: Desde a primeira página do livro que o narrador deixa claro que a Família Sinclair é aquela família perfeita e adorável, na qual todos são (e TEM que ser) bem-sucedidos, educados e centrados. Aquela família de capa de revista, que como todos sabemos não existe. Os avós vivem e respiram esse moto e não parecem ter problema algum com isso. As tias e mãe de Cadence, já parecem tentar transgredir um pouco as “regras”, embora elas saibam que para serem aceitas (aka ajudadas pelos pais e merecedoras da herança) elas têm que viver daquela forma.  Já os primos e a própria Candence se incomodam demais tanto com a falsa aparência que os avós pregam, quanto com a conformidade de suas mães.

Desenvolvimento: Conforme o livro se desenvolve percebemos que a família Sinclair está, obviamente, a quilômetros de distância da perfeição que os próprios pregam. Ainda mais depois do acidente de Candence. Depois do acidente, além de estar psicologicamente instável, o que incomoda a família, Candance começa a questionar todos os costumes e exageros dos Sinclair. Coisas que eram comuns como: estátuas de mármore e closets lotados, passam a não significar nada para ela. E isso desperta um certo incomodo famíliar. Além de ninguém querer falar para ela sobre o acidente, as pessoas tentam agir como se nada tivesse acontecido, e todos estivessem perfeitamente bem.

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O que eu achei: Eu comecei o livro dando pulinhos de alegria. Eu adoro ler sobre famílias como os Sinclair, perfeitas no exterior e podres no interior, os problemas de quem tem muito dinheiro, etc. Acho muito interessante mesmo, mas não foi isso que ocorreu durante o livro. Achei que o livro foca muito no que a Candence está sentindo em relação a si própria, e principalmente, ao romance que ela tem com um garoto que sua família não aprova. Achei o romance e o descontentamento da personagem até interessante, mas eu não gostei que essa parte interessante da família fica meio que jogada de lado. Quando você para pra pensar, a Candence poderia esta em qualquer família, de qualquer posição social e tudo aquilo poderia ter acontecido quase da mesma forma. Assim, eu não vi como a família Sinclair em particular influenciou a vida dessa menina. Alias, eu até vi, mas achei que foi algo extremamente superficial e raso, que a autora poderia ter trabalhado muito mais.

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Considerações finais: Na minha opinião, o livro é até que bem escritinho, mas ele não tem a profundidade que eu esperava dado o que a autora propõe logo na primeira página. Eu gostaria de ver mais o lado podre e mesquinho dos Sinclair, mas eu até que não achei eles tão ruins assim. O “final surpreendente”, então, foi o que mais me decepcionou sobre o livro. Primeiro que eu não achei nada de surpreendente. Sei que isso depende muito da experiência da pessoa como leitor e expectador, mas eu já assisti pelo menos uns 5 filmes com o mesmo tipo de final, dessa forma, não teve nada de novo (ou de surpresa) pra mim. Mas, o principal, é que no final parece que os Sinclair ficam como que “vítimas” da história e a Candence a “vilã”. Não gostei nada disso, e acho que no final as mudanças que a família sofreu não refletiu como o fruto de seus próprios erros, mas como os de Candence.

Eu dei 2 estrelas para Os Mentirosos, simplesmente porque a história promete algo profundo e nos entrega personagens e conflitos rasos.

Me deixem nos comentários que vocês gostaram do livro.

Beijos e até o próximo.