Na estante: Os três

Este mês vou focar aqui no blog em livros e temas de Halloween. Até o layout entrou no clima. Eu amo Halloween (raiva que não tem no Brasil) e se fosse comemorado aqui seria, junto com o natal, o meu feriado preferido. Enfim, para começar esse mês lindo decidi trazer um dos melhores livros que eu já li na vida.

DSC00659

Porque eu li: Eu não compro livros pela capa, mas admito que essa capa e as folhas negras me chamaram muita atenção. Eu vi este livro (de novo) no canal da GFlores, mas ela não chegou a ler, então não foi exatamente uma indicação.

Como eu li: Eu li na versão física, de capa maravilhosa, publicada pela editora Arqueiro.

O espaço: Este livro é muito único, porque na verdade, ele é um livro dentro de outro, como se fosse um dossiê (compilação de informações) daquele acontecimento. A autora vai contando a história de acidentes por meio de testemunhos, entrevistas, entrada em diários, notícias de jornal, transcrições de programas de rádio, mensagens de chat e etc.

A história: A história é maravilhosa, daquelas que você pensa: por que eu não tive esta ideia, sabe? O livro conta a história da Quinta-feira Negra (fictícia), o notório dia em que 4 aviões caíram em 4 lugares diferentes do globo (Japão, EUA, Europa e África) com poucas horas de diferença. Destes 4 acidentes, somente 4 pessoas sobreviveram e três delas são crianças. A 4ª pessoa que sobreviveu foi Pamela Donald, uma americana de uma cidade pequena que morreu logo após a queda deixando a seguinte mensagem em seu celular.

os tres2

Isso causa um grande alvoroço e cria inúmeras teorias e conspirações que envolvem a vida dessas crianças.

Personagens: 

Os personagens são muitos exatamente por ser um livro “dossiê”. Mas alguns são mais constantes como: os guardiões das crianças que sobreviveram, uma amiga de Pamela, o Pastor Len, etc. Eu adorei todos os personagens. É incrível, como cada entrevista, cada artigo, cada testemunho acrescenta informações  na história e faz com que o leitor possa ir montando aos poucos o quebra cabeça que torna essa história tão interessante. Particularmente os “capítulos” que mostravam a experiência do tio de Jess e da avó de Bobby (dois dos sobreviventes) com as crianças me davam muito medo.

ostres

Desenvolvimento: O desenvolvimento da história é fantástico. Talvez o melhor que eu já li. A autora vai acrescentando aos poucos a informação, mas não de uma forma chata e cansativa, e faz você querer devorar o livro. O desenvolvimento é genial porque o livro dentro de “Os Três” (Quinta-feira negra – da queda à conspiração de Elspeth Martins) não foi escrito para nós leitores do mundo real, mas sim para os habitantes do mundo do livro, para os leitores que já conhecem a história, que acompanharam tudo sobre os acidentes pela TV. Então, em nenhum momento a autora explica os acidentes ou faz revisões do que aconteceu. O livro é escrito para as pessoas “fictícias” que já estão saturadas de ouvir sobre o acidente. O que faz a nossa experiência de leitor “forasteiro” muito mais interessante.

O que eu achei: A história é muito assustadora e perturbadora, principalmente porque você realmente fica em dúvida se as crianças são “normais” ou se tem alguma coisa errada. A escritora simplesmente apresenta os fatos e deixa os leitores tirarem suas próprias conclusões. Alguns testemunhos dizem que os sobreviventes são normais e que tudo é para criar “auê”, mas alguns bem aterrorizantes descrevem alguns comportamentos bem inusitados para crianças. Também junta-se aos fatos que não sabemos se os personagens, ou quais deles, são confiáveis mentalmente. Tudo sobre o romance causa estranhamento como: só três crianças terem sobrevivido a acidentes gravíssimos que mataram milhares de pessoas, os lugares onde os aviões caíram, os mistérios sobre as causas das quedas, a mensagem deixada por Pamela. E tudo começa a agregar em crenças populares e de religião. Muito interessante.

DSC00657Considerações finais: Eu adorei todos os elementos do mistério muito bem construídos e como o leitor fica em dúvida se a explicação do mistério é sobrenatural ou se é somente as crenças populares que aumentam o misticismo por trás de um acidente. Gostei principalmente, como já disse, que a autora escreve para pessoas que já sabem o que aconteceu, e às vezes, alguma informação bombástica sobre o caso vem em um título ou em uma narração casualmente. Exatamente porque as pessoas que estão lendo aquele livro já sabiam, mas nós, “leitores de fora do livro” ainda não. Em geral, achei o livro de uma escrita surpreendentemente complexa em relação a organização e desenvolvimento.

Dei 5 estrelas no Goodreads e não posso falar bem o suficiente desse livro. Super indico.

Se você já leu me conta nos comentários o que achou. E se não leu, deixem indicações pra mim. =)

Beijos e Feliz Halloween. jack-icon

Anúncios

Resenha: O trono de vidro

Oi pessoas, tudo bom?

DSC00626

Há algum tempo que eu venho procurando um livro tão legal de ler quanto Harry Potter, mas que fosse mais leve do que os livros de literatura que estou acostumada a ler, sem deixar de ser inteligente. Tentei vários (vide Divergente), mas ainda não tinha encontrado alguma outra série que valesse a pena. Até que o grupo de leitura que eu participo (com as meninas mais fodas fofas desse universo), me indicou a série: O trono de vidro.

Porque eu li: Foi indicação do grupo de leitura, originalmente da Alê.

DSC00628Como eu li: Como ele foi o livro escolhidos para ser o livro do mês de agosto (que a gente lê e faz uma discussão no grupo) e foi o primeiro livro que eu votei e que foi escolhido, eu fiquei empolgada e acabei comprando a cópia física (Galera Record), o que eu geralmente não faço. Não me arrependi, mas preferia ter lido em inglês, principalmente por uns erros grotescos de tradução.

O espaço: A história é uma fantasia e tem aqueles nomes de locais bem legais que todo fã de Senhor dos Anéis e Game of Thrones adora, como Terrasen, Endovier. Com direito até a mapa na primeira página. No caso, a história se passa no reino fictício de Adarlan.

A história: Celaena (etá nominho chato da p%$$*) Sardothien é conhecida como a melhor e mais notória assassina do reino. Ela vive como escrava nas minas de sal de Endovier depois de ser traída e capturada pelo rei. Alguns anos depois, o próprio príncipe do reino a resgata tira das minas com uma proposta irrecusável para a jovem que ninguém imagina ter só 18 anos: participar, em nome do príncipe herdeiro, de uma competição para se tornar a campeã (vulgo assassina particular) do rei, e assim, após seu serviço ganhar sua liberdade.

Personagens:

Celaena Sardothien – Celaena é uma personagem muito interessante e fácil de simpatizar. Ela é uma assassina famosa e demonstra isso com a sua personalidade forte, mas ao mesmo tempo, não deixa de ter pensamentos e comportamentos uma jovem de 18 anos. Gosto como ela é forte e frágil ao mesmo tempo, e como ela não é nada clichê. Além de seu lado arrogante ser muito engraçado.

Chaol Westfall – O capitão Westfall é também um personagem nada clichê que eu pessoalmente gosto muito. Ele é o capitão durão da guarda do rei e fica encarregado de treinar a Celaena para a competição. No entanto, com o decorrer da trama ele fica um pouco dividido entre o seu dever com o reino e sua amizade com a Celaena, que ele julga ser inadequada por causa de sua posição e da “profissão” dela.

Dorian Havilliard – Dorian é o príncipe de Adarlan que escolhe Celaena como sua candidata a campeã apenas para irritar seu pai. No entanto, ele não é aquele princepezinho rebelde que a gente conhece. Ao mesmo tempo que ele quer agir por si próprio e ir contra alguns comandos de seu pai, ele também morre de medo de desafiá-lo abertamente. Isso porque o Rei de Adarlan é conhecido por ser tirano e implacável.  Além de muito temido por ter conquistado a grande maioria dos reinos ao seu redor.

DSC00635

Desenvolvimento: Gostei muito do desenvolvimento da história. Achei que passa rápido e as coisas acontecem de uma maneira dinâmica. A autora parece saber balancear bem entre as cenas importantes e as que são só de alívio cômico ou “romântico” para o leitor.

O que eu achei: Eu gostei muito de ler trono de vidro, no geral. Gostei dos personagens que embora jovens não são os clichês que estou acostumada. Gostei da construção do mistério e de alguns elementos incomuns que a autora introduz aos poucos naquele mundo, como a existência de magia e do povo feérico.

Considerações finais: Eu dei 4 estrelas no Goodreads, mas, nem tudo foi um mar de rosas. Pra mim seria um livro 5 estrelas se… a resolução do mistério não fosse tão óbvia. Em uns 3/4 do livro nós descobrimos quem matou Odete Roitman estava por trás do mistério. E pra mim era a pessoa mais clichê e mais óbvia do mundo! Então, eu passei o resto do livro esperando uma reviravolta mara e ela simplesmente não veio. Mesmo tendo “outra pessoa por trás” ainda sim foi clichê e eu não curti isso. (Também teve outra coisa que eu não gostei/entendi, mas é um spoiler (meio óbvio mas é), então vou contar pra quem quer saber aqui em baixo na discussão. Se a resolução fosse mais legal, com certeza seria um 5 estrelas.

DSC00634

Eu já li o segundo da série, que em breve também terá resenha, e estou lendo o terceiro. Quem já leu Trono de Vidro o que achou? Me contem nós comentários. =)

Beijos e até o próximo.

DISCUSSÃO

[{< SPOILER ALERT>}]
NÃO LEIA SE NÃO QUER SABER SPOILERS

Vamos raciocinar com a Tia. O rei quer um assassino particular. Ai ele tem a ideia de fazer essa competição sobre a qual ninguém pode ficar sabendo para escolher o melhor campeão. Mas, desde o começo fica claro que o rei tem uma preferência e ele até está ciente de uma armação para que essa preferência se dê bem! Então porque K$%#@*& fazer uma competição? Isso não ficou muito claro pra mim. Essa competição, que é a premissa principal do livro não faz sentido nenhum em existir! Muita gente falou que essa explicação tem a ver com os próximos livros, mas eu não vejo isso como desculpa. Acho que um livro tem que existir sozinho independente de ser uma trilogia, série, etc. E acho que como é uma grande parte do livro, a escritora poderia ter “inventado” uma desculpa provisória para a coisa.

O que vocês acham?

TAG: Taylor Swift (RED)

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje é o aniversário da querida Luma linda do blog Antes das cinco (entrem lá AGORA!) e para comemorar essa data linda, eu vim aqui para responder uma tag que eu vi lá e fiquei louca \o/.. Aparentemente é uma tag muito famosa da Booksfera que é a Tag Taylor Swift Livros. Heeeeeeeee.  Depois de pesquisar muito eu cheguei a fonte original que é esse vídeo aqui. No entanto, eu como uma boa fã, adaptei um pouquinho, inseri algumas músicas e tirei outras para que a tag ficasse exclusivamente do álbum RED, que é o meu favorite! E aqui vai.

1. State of grace. – um livro que te deixou nas nuvens depois de terminado.1

A menina que roubava livros – Markus Zusak

Daqueles que você termina, abraça e chora.

2. Red. – um livro com a capa vermelha.
2

Drácula – Bram Stoker

Eu sei que não é uma capa inteira vermelha, mas eu acho maravilhosa.

3. Treacherous. – um livro que você não achou que ia gostar, mas adorou. Mortesubita-jk

Morte Súbita – J.K. Rowling

Eu estava com a expectativa lá no alto e não me decepcionou, embora muito diferente do que eu imaginava.

4. I knew you were trouble. – um livro com um personagem mau, mas que apesar disso você não conseguiu resistir e se apaixonou por ele.4

Cruel Beauty – Rosamund Hodge

É um livro completamente diferente de tudo que eu já li.

5. All too well. –  um livro que faça você se sentir nostálgico.

Capa_Harry_Potter_e_o_Cálice_de_Fogo_(livro)

Harry Potter – J.K. Rowling

Eu não consigo fazer uma tag sem citar Harry Potter, né? Mas esses livros principalmente a ordem e o cálice, me trazem muito nostalgia da infância.

6. 22. – um livro que te fez sentir viva e jovem.

Capa Marina.indd

Marina – Carlos Ruiz Zafón.

Leitura recente, eu gostei muito. Me fez sentir livre.  Para quem se interessar tem resenha aqui no blog.

7. I almost do. – um livro que você quase gostou.

IMG_0008

Divergente – Veronica Roth

Quase minha distopia preferida. Saiba porque aqui.

8. We are never ever getting back together. – um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria “terminar” com ele/ela.

8

The Sookie Stackhouse Series – Charlaine Harris

Eu gostei tanto do começo da série, mas depois começou a desandar. O mesmo aconteceu com a série de tv.

9. Stay, stay, stay. – um livro que você não queria que tivesse acabado.

32

Stolen – Lucy Christopher

Ai gente, fiquei tão orfã deste livro. Eu gostei muito e ache que o final foi bem de acordo com o livro, mas aquela minha parte egoísta queria outro final, outro livro, outros 15 livros. Ai, lindo!

10. The last time. – um livro que você tentou ler várias vezes e não conseguiu._CIDADE_DOS_OSSOS_1359500416P

Cidade dos Ossos – Cassandra Claire

Ai gente, como pode? É um livro que é a minha cara, mas eu simplesmente não consigo ler. Não sei se é a escrita, mas não dá.

11. Holy ground. – um livro que te traz boas lembranças.

5

O pequeno príncipe – Antoine de Saint-exupéry

Precisa explicar? Acho que todo mundo lembra a infância quando lê essa preciosidade.

12. Sad, beautiful, tragic. – um livro triste, lindo e trágico.

Lucíola – José de Alencar

Porque não tem nada mais triste, lindo e trágico que a segunda fase do romantismo.

13. Everything has changed. – um livro em que o personagem se desenvolve bastante.halfway-to-the-grave-lg

Halfway to the grave – Jeaniene Frost

Uma das minhas séries favoritas (até a autora cagar os últimos 3 livros) e uma personagem que passou de mocinha pra super Badass. Amo!

Bônus. Come back, be here. – um livro que você não gosta de emprestar por medo de nunca mais voltar.518UaanaWIL
Lógico que seria a minha coleção maravilhosa, linda, gostosa e britânica de Harry Potter que eu trouxe diretamente da fonte: UK.

Gostaram da tag? Eu quero saber a resposta de vocês também. Então respondam ou deixem os links aqui nos comentários.

Beijos.

Resenha: Coraline

Olá Pessoas, tudo bom? 

O livro de hoje é outro livro com temática “infantil”, mas não necessariamente escrito para crianças. Não sei o porquê eu sempre acho os livros com protagonistas crianças muito interessantes (ao contrário de protagonistas adolescentes que eu acho um bléeee). Talvez porque ( e muitos autores concordariam comigo) o mundo visto pelos olhos de uma criança é muito inspirador, parece que tudo é mágico, tudo é novidade e uma simples porta pode ser um portal para um mundo mágico. (Hello, Lewis!) Essa perspectiva é realmente muito interessante. 

O meu primeiro contato com Coraline foi pelo filme de Henry Selick (2009), mesmo diretor do Estranho Mundo de Jack que é meu filme preferido. A temática desses filmes “Tim Burton” (esse filme não tem nada a ver com o Burton) infantis macabros sempre me atraíram muito e, portanto, eu logo fui assistir. Assim que terminou o filme me apaixonei e decidi que eu PRECISAVA ler o livro, quando eu descobri que ele era escrito por Neil Gaiman então! (pra quem não sabe Neil Gaiman é um autor americano que escreve muitas histórias meio sombrias e fantásticas assim do jeito que eu gosto, com um quê de contos de fadas.)

Cuidado com o que deseja…

Peguei Coraline pra ler achando que seria tão fantasmagórico quanto o filme e não me decepcionei. A historia prende sua atenção do começo ao fim, recomendo se você tem preguicinha de ler porque ela é curtinha e flui muito gostoso. Você só vai parar de ler se bater um medinho, prometo.

Coraline é uma menina exploradora e bem criativa que muda com seus pais pra uma mansão. A mansão é dividida em vários flats onde moram várias pessoas. Apesar de ser uma criança bem extrovertida e enérgica, essas características são meio que encobertas por ela não ter companhia da sua idade sendo recém-chegada na cidade. O livro dá a impressão que esse flat onde os personagens moram é meio isolado da cidade, pois não há contato direto entre outras pessoas que não sejam os moradores da grande casa. Em meio a vizinhos estranhos, grande tédio e pais ocupados que não prestam muita atenção nela, Coraline acaba encontrando uma porta em um comodo esquecido onde são guardadas velhas mobílias da sua avó. Ao abrir a porta pela primeira vez, ela descobre uma parede de tijolos. Intrigada ela continua a visitar a porta, até que um dia ela se abre para revelar um corredor comprido e estranho, e no seu final…

Chega senão perde a graça. hahaha. (proibido me xingar) 

Não entre pela porta Coraline

Eu achei a história muito interessante, com muitos simbolismos interessantes como mãos de aranhas, gatos pretos e adultos indiferentes. O legal é que ficamos em dúvida se a história realmente aconteceu ou se foi a imaginação de Coraline. O autor consegue desenvolver a história de uma maneira muito interessante unindo mundos diferentes (real x imaginação) e ao mesmo tempo escrevendo uma história com um moral legal, mas sem cara de auto-ajuda, sabe? Cuidado com o que deseja, as coisas não são o que parecem e nem tudo é um mar de rosas são alguns deles.

Em geral, achei o livro mais assustador que o filme.  Obviamente, eles teriam que fazer algo pra chamar atenção das crianças. A Coraline do filme é muito mais excêntrica e ela até tem um amigo que a ajuda no decorrer da história, enquanto a do livro é uma menina mais normal e sozinha o que ajuda o leitor a se identificar com o personagem. Você realmente sofre, sente medo e até fica triste com o personagem.

 E aí, gostaram? Já leram esse livro ou querem ler? Me contem nos comentários. 

Beijos e até o próximo.

Na estante: Livro da Semana – #partiuNárnia

Olá Pessoas, tudo bom?

*(se você não está a fim de ler meus blá blá blás pule direto para o título em laranja. Então você só lerá um parágrafo de blá blá blá prometo.)

Eu pensei, pensei, pensei e pensei em qual seria o melhor livro pra iniciar essa seção blog sobre livros e literatura. Eu queria um livro que fosse bom e canônico, mas que não despertasse vontade de se matar nas pessoas logo de imediato (calma aê, Anna Karenina sua vez vai chegar). E finalmente decidi em começar com Nárnia!

Mas tá bom, eu sei que todo mundo já ouviu falar, sei que todo mundo já assistiu aos filmes, sei que todo mundo já suspirou com o Principe Caspian, mas e daí? Primeira lição pra você que lê Meg Cabot e acha que achou o tesouro do alquimista (vide Paulo Coelho), clássicos são clássicos porque nunca caem de moda! Démodé não existe no cânone! E se você acha que Harry Potter é clássico não se engane! Me doí dizer (sim, eu amo HP) que daqui a exatamente 20 anos Harry Potter não terá o mesmo apelo e não chamará mais atenção das crianças (mas meu filho vai ler querendo ou não). 

Sendo algo que nunca cai de moda, você pode ter certeza que daqui a 100 anos As Crônicas de Nárnia, ainda farão sucesso. O que leva um livro a ser clássico ou não, não cabe ao post, mas trataremos mais tarde.

Adentrando o guarda-roupas…


Vocês sabem como são as férias, né? Nada pra fazer… Big Brother tornando a TV inassistível… internet o dia inteiro… impossível de não parar na parte de liquidação de algum site e foi assim que eu acabei arrematando o volume completo das Crônicas com 80% de desconto (R$ 15,00 – mais barato que ir no cinema). Eu tive que comprar e a paixão começou. 

É lógico que eu tinha assistido os filmes antes e na época prometi acabar antes do terceiro filme estrear (promessa cumprida três pontos pra grifinória). 

É impossível de sair do cinema depois de ter assistido uma menininha entrar dentro daquele guarda-roupa maneiro (que certeza parece muito com um que a sua avó tinha) e encontrar um novo mundo tão legal que deixa J.K. Rowling com invejinha (foi mals, J.K) sem ter vontade de ler todas as crônicas pra saber os mínimos detalhes (#queromaisfeelings). Mas, vamos falar sério, se a gente lesse mesmo todos os livros baseados em filmes que nós adoramos… O negócio é que a gente fica na versão cinematográfica mesmo e esquece que existe muito mais do que os olhos podem ver (literalmente) no mundo de Nárnia.  

As Crônicas foram escritas por C. S. (CLIVE STAPLES) Lewis, um escritor irlandês, amiguíssimo de J. R. R. Tolkien que adorava narrar histórias em que os personagens principais eram crianças. Embora considerado um autor de literatura infantil, Lewis não gostava de ter seu trabalho definido assim. Ele dizia que sua fascinação por contos de fadas o levou a escrever livros nos quais crianças viviam aventuras, os quais não eram pensados em serem infantis, mas que por um acaso despertou o interesse de crianças. Dessa forma, percebemos também uma das características que a literatura clássica tem: a de não possuir público alvo definido, ou seja, de ser democrática (para todos). 

Lewis era muito influenciado por Tolkien e vice-versa tanto que os dois se reuniam para escrever, e Lewis passou de ateu para católico por influência dele. Em seus trabalhos a semelhança é vista, além da visível natureza fantástica de sua obra, na narração da criação de seus mundos imaginários, por exemplo. Alguns temas e símbolos que estão presentes na criação de Nárnia quanto na criação da Terra-média em suas ficções. 

Voltando a Nárnia…

As Crônicas de Nárnia são constituídas de 7 crônicas (lembrando que o que conhecemos como crônica no Brasil refere-se a um gênero de texto diferente do de Lewis) sendo a primeira a ser publicada: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (1950). Em ordem cronológica de publicação ( e na ordem que o cinema está seguindo) seguem: Príncipe Caspian (1951), A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952), A Cadeira de Prata (1953), O Cavalo e seu Menino (1954), O Sobrinho do Mago (1955) e por fim A Última Batalha (1956). No entanto, a ordem cronológica da história difere da ordem de publicação. O Sobrinho do Mago, por exemplo, conta a história da criação do mundo de Nárnia por Aslam, de como o guarda-roupa surgiu no mundo humano e como o lampião foi parar em Nárnia;  é a primeira história da ordem cronológica (e a minha preferida <3). 

De qualquer jeito que você prefira ler é uma leitura muito interessante e instigante, com muitos mistérios que faz o leitor, assim como as crianças da história, querer mergulhar cada vez mais em Nárnia e explorar todos os seus mistérios. Repleta de símbolos (como o leão Aslam que remete a um ser divino, a feiticeira branca que remete ao “Mal” do mundo, o guarda-roupas e o lampião) e de muitos significados é uma leitura leve e ao mesmo tempo eletrizante que faz o leitor virar páginas sem parar e até dar uma espiadinha no fundo do guarda-roupa pra ver se encontra alguma coisa. 

E aí, gostaram? Já leram ou leriam? Qual o livro preferido de vocês? Me contem nos comentários.
Bisus e até o próximo.