Resenha: A 5ª Onda

Olá pessoas, tudo bom?

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Finalmente Dezembro começou! Eu adoro o Natal e antes da qualquer coisa queria saber se vocês tem algum sugestão de conteúdo de Natal pra eu postar aqui no blog. Se tiverem deixem nos comentários, tá?

Agora vamos para o que interessa.

Porque eu li: Eu sempre ouvi falar muito bem desse livro e estava doida pra ler. No entanto, há algum tempo quando eu estava procurando para comprar, ele estava esgotado em TODOS os lugares possíveis (não está mais, inclusive a Editora Fundamento, que publicou o livro no Brasil, vai lançar capas especiais do filme). Então acabei desencanando, até que vi ele disponível no Audible. E, sem querer, acabei lendo esse livro de ficção científica também no meu mês “Sci-FI”.

Como eu li: Eu ouvi esse livro em AudioBook pelo Audible enquanto fazia academia. rsrsrsrs. Continuo amando as narrações.

O espaço: O livro se passa nos Estados Unidos, em vários locais que agora esqueci o nome e que não posso checar porque não tenho o livro físico.

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A história: Cassie acredita ser a última sobrevivente de um ataque alienígena na Terra. Inesperadamente, e sem motivos aparentes, uma nave alienígena um dia surge na órbita da Terra e permanece ali. Qualquer tipo de contato é inútil. Então, por meio de quatro “ondas” com características diferentes, esses invasores conseguem dizimar os humanos para se apossar de nosso planeta.

Personagens:

0ee158dbc7355d328a654c42db3adb36Cassie Sullivan – Cassie é uma garota de 16 anos totalmente comum, a não ser talvez pelo seu nome Cassiopeia,  que vive com os pais e o irmão mais novo Sam. Sua vida muda drasticamente quando uma nave alienígena “estaciona” na órbita da Terra. Tendo que sobreviver sozinha, ela narra em seu diário como a vinda desses invasores foi mudando tudo e todos ao seu redor, como por pura sorte ela sobreviveu as 4 ondas de destruição e como se separou de sua família. Desde então, Cassie vive escondida em uma floresta com medo e desespero de ser morta, e ao mesmo tempo com a esperança de ver seu irmão novamente e cumprir a promessa que fez a ele.

Sam Sullivan – Sam é o irmão mais novo de Cassie. Durante a quarta onda eles acabam se separando, mas não antes de Cassie prometer que eles iriam se encontrar de novo. Sam é então a fagulha que mantém Cassie viva e lutando. Ela sente que tem um dever com seu irmão, por ser na ausência de seus pais a responsável por ele, e também por causa de sua promessa.

Eu gostaria de falar de mais alguns personagens, mas acho que poderia ser spoiler, então eu não sei.

bc76673ab40f646e641c1f8540b2d131Desenvolvimento: Apesar de ser uma história de sobrevivência contada por “uma pessoa”, o desenvolvimento é bem dinâmico e nada lento. A história intercala o presente e o passado de Cassie, assim como cenas de ação e de introspecção. Pouco a pouco, a história vai apresentando novos personagens e suas vidas paralelas a de Cassie. Gostei muito como o autor quebra a monotonia que poderia ser sua história com eventos e acontecimentos muito inesperados.

O que eu achei: Eu gostei de muitos pontos do livro, como: o tempo praticamente psicológico da história, os acontecimentos fora de ordem (mas que não confundem o leitor), os personagens que apesar de distantes tem um paralelo entre si, da escrita do autor, etc. Gostei muito (embora considere uma coisa básica) que o escritor soube fazer as vozes dos personagens serem diferentes, mesmo que narradas na primeira pessoa (Veronica Roth leia Rick Yancey e aprenda como faz!).

images (1)O desenvolvimento da história foi muito legal e interessante. Mesmo quando o autor chegava àquelas situações impossíveis de se resolver, ele conseguia fazê-lo de uma maneira ao mesmo tempo interessante e surpreendente, nada de clichês. Mas o livro tem uns clichês sim. Só que eu achei muito legal o jeito como o autor “trabalha” esses clichês, porque quando você está lendo não te faz revirar os olhos de maneira nenhuma.

Muita gente está comparando com Jogos Vorazes e Crepúsculo e dizendo que agora é “a vez” dos alienígenas. Acho que às vezes as pessoas esquecem que os livros YA vão sempre ter personagens da mesma idade, portanto que enfrentam os mesmos conflitos e problemas na vida, não é mesmo? Então, parem de comparações chatas. Porque sim têm coisas iguais e sim é muito diferente. Adorei o fato de ser ficção científica, porque é um gênero que tem muita pouca coisa por ai.

4b5445387827158d5b9c109a747c8e2dConsiderações finais: O livro tem uma pegada muito humanista da invasão alienígena. Semelhante para mim a The Walking Dead e Lost, o foco são as lutas e batalhas internas dos personagens, não externas, embora isso não seja feito de uma forma chata e monótona. Eu nunca gostei tanto de estar dentro da cabeça de personagens e saber exatamente o que eles estão pensando em determinadas situações, geralmente isso é chato e repetitivo, mas Rick Yancey soube fazer muito bem.

Também vale a pena citar a simbologia da história que geralmente é um aspecto que não vejo muito em YA. O urso que a personagem carrega pela história inteira, o soldado do crucifixo, etc tem significados muito legais que torna o livro interessante para um leitor mais maduro. Gosto muito quando os autores utilizam-se  de elementos simbólicos para construir a história. Me dá a impressão de algo bem trabalhado e pensado. Leva o romance a outro nível. E principalmente abre o romance para outros tipos de público.

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Olha que escrita maravilhosa desse autor.

Eu dei 5 estrelas para essa história e estou ansiosíssima para o filme que estréia em janeiro de 2016.

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Gostei tanto que já li a continuação: O mar infinito. Pretendo postar logo a resenha dele.

Vocês já leram Rick Yancey? Se sim, o que acharam? Se não, querem ler?

Beijos e até o próximo.

Disclaimer: Como não tinha o livro físico para tirar fotos, acabei pegando essas imagens no Google Imagens. A maioria é do próprio site e divulgação do filme. Mas, caso alguém tenha feito alguma dessas imagens e se sinta prejudicado, por favor entre em contado para eu atribuir os direitos autorais ou tirar a imagem do post. Obrigada.  
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Inspiração: Inglaterra parte III

PERÍODO ELIZABETANO

Olá pessoal, tudo bem?

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Hoje eu trago então a parte final dos meus posts sobre as séries e filmes que retratam a história da Inglaterra. Então, hoje vamos falar sobre o período da Era de Ouro Inglesa, governado pela rainha Elizabeth I. Se você quiser acompanhar a história, melhor ler primeiro os outros dois post sobre A Guerra das Rosas e a Dinastia Tudor.

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Esse filme mostra a história de Elizabeth I, filha de Henry VIII e Ana Bolena. Após o falecimento de Henry VIII, o seu único herdeiro homem sobe ao trono, no entanto ele acaba falecendo 6 anos depois, aos 15 anos. Depois de muita confusão sobre linha de sucessão, Mary, filha do rei com sua primeira mulher Catarina de Aragão assume o trono. Mas quando ela adoece após alguns anos, logo os líderes ingleses percebem que não havia mais ninguém a ser posto no trono a não ser Elizabeth filha do rei com Anna Bolena, a qual acabou a vida decapitada.

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Elizabeth então sobe ao trono. Ela liderou soberana negando se casar e produzir herdeiros para focar toda a sua atenção na Inglaterra. Ao contrário de seu pai e irmãos ela foi uma rainha muito tolerante e moderada, em seus 44 anos de reinado a Inglaterra viveu o seu período mais próspero na história batizado de A Era de Ouro.

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Reign é uma série que retrata um período paralelo com os filmes da Elizabeth. A história fala sobre Mary Stuart, a rainha da Escócia que era a principal rival de Elizabeth I.

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Mary era católica, e desde seu nascimento, rainha da escócia. Logo, foi prometida ao príncipe herdeiro da Inglaterra filho de Henry VIII. Temendo que sua filha fosse criada pelos anglicanos hereges sua mãe foge com a criança para França. Antes de Elizabeth subir ao trono, sua predecessora Mary Tudor (a filha de Catarina e Henry VIII), como católica fervorosa, retornou o catolicismo que seu pai havia expurgado a Inglaterra e temia que Elizabeth, que foi criada como anglicana, voltasse a aceitar o protestantismo. O que Elizabeth fez, despertando a vontade de sua prima Mary Stuart a lhe tomar o trono e restaurar o catolicismo de uma vez por todas, apoiada por grande parte dos ingleses.

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A série começa quando Mary Stuart volta a viver na corte francesa depois de anos em um convento. Nessa época ela está prometida ao príncipe herdeiro da França: Francis.

Eu ainda não assisti muito da série, mas pelo que eu assisti acho que a licença criativa está bem grande. É uma série para adolescentes e me parece menos séria e verídica do que The Tudors. Uma coisa que está me incomodando bastante é o figurino das mulheres (não que os vestidos não sejam lindos, mas eles são descaradamente contemporâneos, e isso destrói a minha suspensão de descrença) e as atitudes das garotas também, elas agem bem livremente e não acho que esses modos retratem muito o período. Mas eu entendo o foco da série não é exatamente a precisão histórica. Mesmo assim é uma série bem legal.

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Sabe o que eu mais amo na Inglaterra? Olha que país mais Girl Power (aliás o termo nasceu lá, né?!)! Mesmo nos reinados masculinos, a gente percebe como no fundo eram as mulheres e rainhas que mais influenciavam. Adoro isso. Além de ser um dos únicos países a ser governados (e continuar a ser governado) unicamente por uma autoridade feminina. E quando eu digo Inglaterra considero a Escócia também tá? Eu sei que não é, mas tá quase lá, afinal depois que Elizabeth morreu sem herdeiros, foi o filho da Mary Stuart que governou a Inglaterra.

Me digam se vocês conhecem alguma outra série ou filme que retratem algum período inglês. Eu vou adorar saber. E se vocês pretendem assistir algum desses que eu comentei nos posts.

Beijos e até o próximo.

 

Filmes de Halloween que não dão medo

Olá pessoas.

Assim como a minha Playlist Músicas de Halloween, eu quis fazer umas dicas de filmes de Halloween que fujam dos clássicos filmes de terror. Eu adoro filmes de terror, mas também existem filmes de Halloween bem legais e nada assustadores pra quem gosta de dormir a noite rs. Então, eu separei alguns dos meus preferidos pra mostrar pra vocês que todo mundo pode aproveitar o Halloween.

Da Magia à Sedução (Practical Magic)


Não se enganem pelo nome, esse filme não tem nada demais nudez e sexo. Simplesmente é uma história sobre bruxas irmãs e sua ligação com a magia. É um filme bem leve e bobinho mas que eu adoro. Ele é baseado em um livro de mesmo nome que eu não sei se tem edição em português, mas que eu li uma parte e gostei muito.

Abracadabra (Hocus Pocus)


Esse filme é um clássico do halloween americano. Não existe um americano que deixa de citá-lo em seus filmes preferidos com a temática. É aqueles filmes bem sessão da tarde com altas trapalhadas, mas é bem divertido. Eu indico se você procura um Halloween sem terror algum.

Jovens Bruxas (The Craft)


Vocês já devem ter reparado que eu amo a temática de bruxaria (e não tem nada a ver com Harry Potter, ou sim). Esse filme foi um dos poucos que eu aluguei uma vez na locadora (pessoa que nasceu nos anos 90 falando) e me surpreendi. Ele é meio que a mistura de meninas malvadas com abracadabra rsrsrs, vale a pena assistir.

Família Addams (Addam´s Family)


Precisa falar? Clássico, clássico, clássico. E muito divertido. Tanto os filmes, quanto as séries e as animações são maravilhosas para assistir e não fica mais “Halloweenistico” que isso.

A Feiticeira (Bewitched)


Esse é um filme recente baseado naquela série famosa dos anos 60. Não gosto muito do Will Ferrell, mas gostei bastante desse filme. Ele tá mais pra uma comédia romântica, mas não deixa de ter o gato preto e muitas vassouras.

Coraline


Parece Tim Burton, mas não é. Coraline é um filme de animação baseado na obra de mesmo nome de Neil Gaiman (tem resenha aqui). Esse é uma dessas animações macabras que eu adoro. Adoro tudo nessa história, absolutamente.

Harry Potter


E porque não fazer uma maratona de Harry Potter no mês do horror? Eu não sei porque, mas Harry Potter é tão icônico na minha vida que muitas vezes eu até esqueço que ele pertence a esse mundo do “horror”.

E aí gostaram? Mais alguma sugestão? Me deixem nos comentários.

Feliz Halloweenjack-icon

Inspiração: Versailles

Olá pessoal, tudo bom?

Hoje eu vim aqui falar sobre um dos países que mais me inspiram: a França. Eu já fui a Paris duas vezes, e todas as vezes que lembro bate uma vontade louca de voltar. A França é um local maravilhoso. Estar lá é respirar arte, cultura, moda, tradição e inovação, tudo ao mesmo tempo.

Marie Antoinette

Um dos meus lugares favoritos que eu já visitei na vida foi o Palácio de Versailles. Ele fica a uns 20 minutos de Paris, na cidade de Versailles. O Palácio foi construído a pedido de Luis XIV, o próprio Rei Sol, como uma forma de afastar a corte da capital e, lógico, ostentar seu poder e riqueza. E ostenta mesmo, a começar pelo magnifico portão de ouro maciço logo na entrada. Os jardins são maravilhosos, cada quarto, cada decoração, cada mobília, faz você se sentir dentro do século XVII.

Maria Antonieta é um dos meus filmes preferidos para matar a saudade de Versailles. A diretora Sofia Copolla recebeu a autorização sem precedente de gravar no próprio castelo. O filme aborda a vida de uma das rainhas mais famosas e controversas da história e a última rainha da França. Embora as atitudes dela como governante sejam um pouco duvidosas, eu sou fascinada por sua figura.  Afinal, não era fácil ser uma mulher no século XVII, muito menos casar com um príncipe herdeiro que você nem conhece aos 14 anos, ter que lidar com o fato de que ele não parece ligar muito para você e ainda virar rainha aos 18 anos.  Ela até chegou a tratar de assutos de estado em um período que o rei Luis XVI entrou em depressão.  Amo a vida dessa rainha e como seus gostos e costumes se refletem até hoje na vida francesa.  Além do mais, esse filme é incrível.

Vocês já assistiram? Me contem o que acharam nos comentários.

Bisus e até o próximo.

Aqui estão algumas fotos que eu tirei em Versailles.

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Resenha: Coraline

Olá Pessoas, tudo bom? 

O livro de hoje é outro livro com temática “infantil”, mas não necessariamente escrito para crianças. Não sei o porquê eu sempre acho os livros com protagonistas crianças muito interessantes (ao contrário de protagonistas adolescentes que eu acho um bléeee). Talvez porque ( e muitos autores concordariam comigo) o mundo visto pelos olhos de uma criança é muito inspirador, parece que tudo é mágico, tudo é novidade e uma simples porta pode ser um portal para um mundo mágico. (Hello, Lewis!) Essa perspectiva é realmente muito interessante. 

O meu primeiro contato com Coraline foi pelo filme de Henry Selick (2009), mesmo diretor do Estranho Mundo de Jack que é meu filme preferido. A temática desses filmes “Tim Burton” (esse filme não tem nada a ver com o Burton) infantis macabros sempre me atraíram muito e, portanto, eu logo fui assistir. Assim que terminou o filme me apaixonei e decidi que eu PRECISAVA ler o livro, quando eu descobri que ele era escrito por Neil Gaiman então! (pra quem não sabe Neil Gaiman é um autor americano que escreve muitas histórias meio sombrias e fantásticas assim do jeito que eu gosto, com um quê de contos de fadas.)

Cuidado com o que deseja…

Peguei Coraline pra ler achando que seria tão fantasmagórico quanto o filme e não me decepcionei. A historia prende sua atenção do começo ao fim, recomendo se você tem preguicinha de ler porque ela é curtinha e flui muito gostoso. Você só vai parar de ler se bater um medinho, prometo.

Coraline é uma menina exploradora e bem criativa que muda com seus pais pra uma mansão. A mansão é dividida em vários flats onde moram várias pessoas. Apesar de ser uma criança bem extrovertida e enérgica, essas características são meio que encobertas por ela não ter companhia da sua idade sendo recém-chegada na cidade. O livro dá a impressão que esse flat onde os personagens moram é meio isolado da cidade, pois não há contato direto entre outras pessoas que não sejam os moradores da grande casa. Em meio a vizinhos estranhos, grande tédio e pais ocupados que não prestam muita atenção nela, Coraline acaba encontrando uma porta em um comodo esquecido onde são guardadas velhas mobílias da sua avó. Ao abrir a porta pela primeira vez, ela descobre uma parede de tijolos. Intrigada ela continua a visitar a porta, até que um dia ela se abre para revelar um corredor comprido e estranho, e no seu final…

Chega senão perde a graça. hahaha. (proibido me xingar) 

Não entre pela porta Coraline

Eu achei a história muito interessante, com muitos simbolismos interessantes como mãos de aranhas, gatos pretos e adultos indiferentes. O legal é que ficamos em dúvida se a história realmente aconteceu ou se foi a imaginação de Coraline. O autor consegue desenvolver a história de uma maneira muito interessante unindo mundos diferentes (real x imaginação) e ao mesmo tempo escrevendo uma história com um moral legal, mas sem cara de auto-ajuda, sabe? Cuidado com o que deseja, as coisas não são o que parecem e nem tudo é um mar de rosas são alguns deles.

Em geral, achei o livro mais assustador que o filme.  Obviamente, eles teriam que fazer algo pra chamar atenção das crianças. A Coraline do filme é muito mais excêntrica e ela até tem um amigo que a ajuda no decorrer da história, enquanto a do livro é uma menina mais normal e sozinha o que ajuda o leitor a se identificar com o personagem. Você realmente sofre, sente medo e até fica triste com o personagem.

 E aí, gostaram? Já leram esse livro ou querem ler? Me contem nos comentários. 

Beijos e até o próximo.