Filmes de Halloween que não dão medo

Olá pessoas.

Assim como a minha Playlist Músicas de Halloween, eu quis fazer umas dicas de filmes de Halloween que fujam dos clássicos filmes de terror. Eu adoro filmes de terror, mas também existem filmes de Halloween bem legais e nada assustadores pra quem gosta de dormir a noite rs. Então, eu separei alguns dos meus preferidos pra mostrar pra vocês que todo mundo pode aproveitar o Halloween.

Da Magia à Sedução (Practical Magic)


Não se enganem pelo nome, esse filme não tem nada demais nudez e sexo. Simplesmente é uma história sobre bruxas irmãs e sua ligação com a magia. É um filme bem leve e bobinho mas que eu adoro. Ele é baseado em um livro de mesmo nome que eu não sei se tem edição em português, mas que eu li uma parte e gostei muito.

Abracadabra (Hocus Pocus)


Esse filme é um clássico do halloween americano. Não existe um americano que deixa de citá-lo em seus filmes preferidos com a temática. É aqueles filmes bem sessão da tarde com altas trapalhadas, mas é bem divertido. Eu indico se você procura um Halloween sem terror algum.

Jovens Bruxas (The Craft)


Vocês já devem ter reparado que eu amo a temática de bruxaria (e não tem nada a ver com Harry Potter, ou sim). Esse filme foi um dos poucos que eu aluguei uma vez na locadora (pessoa que nasceu nos anos 90 falando) e me surpreendi. Ele é meio que a mistura de meninas malvadas com abracadabra rsrsrs, vale a pena assistir.

Família Addams (Addam´s Family)


Precisa falar? Clássico, clássico, clássico. E muito divertido. Tanto os filmes, quanto as séries e as animações são maravilhosas para assistir e não fica mais “Halloweenistico” que isso.

A Feiticeira (Bewitched)


Esse é um filme recente baseado naquela série famosa dos anos 60. Não gosto muito do Will Ferrell, mas gostei bastante desse filme. Ele tá mais pra uma comédia romântica, mas não deixa de ter o gato preto e muitas vassouras.

Coraline


Parece Tim Burton, mas não é. Coraline é um filme de animação baseado na obra de mesmo nome de Neil Gaiman (tem resenha aqui). Esse é uma dessas animações macabras que eu adoro. Adoro tudo nessa história, absolutamente.

Harry Potter


E porque não fazer uma maratona de Harry Potter no mês do horror? Eu não sei porque, mas Harry Potter é tão icônico na minha vida que muitas vezes eu até esqueço que ele pertence a esse mundo do “horror”.

E aí gostaram? Mais alguma sugestão? Me deixem nos comentários.

Feliz Halloweenjack-icon

Resenha: Coraline

Olá Pessoas, tudo bom? 

O livro de hoje é outro livro com temática “infantil”, mas não necessariamente escrito para crianças. Não sei o porquê eu sempre acho os livros com protagonistas crianças muito interessantes (ao contrário de protagonistas adolescentes que eu acho um bléeee). Talvez porque ( e muitos autores concordariam comigo) o mundo visto pelos olhos de uma criança é muito inspirador, parece que tudo é mágico, tudo é novidade e uma simples porta pode ser um portal para um mundo mágico. (Hello, Lewis!) Essa perspectiva é realmente muito interessante. 

O meu primeiro contato com Coraline foi pelo filme de Henry Selick (2009), mesmo diretor do Estranho Mundo de Jack que é meu filme preferido. A temática desses filmes “Tim Burton” (esse filme não tem nada a ver com o Burton) infantis macabros sempre me atraíram muito e, portanto, eu logo fui assistir. Assim que terminou o filme me apaixonei e decidi que eu PRECISAVA ler o livro, quando eu descobri que ele era escrito por Neil Gaiman então! (pra quem não sabe Neil Gaiman é um autor americano que escreve muitas histórias meio sombrias e fantásticas assim do jeito que eu gosto, com um quê de contos de fadas.)

Cuidado com o que deseja…

Peguei Coraline pra ler achando que seria tão fantasmagórico quanto o filme e não me decepcionei. A historia prende sua atenção do começo ao fim, recomendo se você tem preguicinha de ler porque ela é curtinha e flui muito gostoso. Você só vai parar de ler se bater um medinho, prometo.

Coraline é uma menina exploradora e bem criativa que muda com seus pais pra uma mansão. A mansão é dividida em vários flats onde moram várias pessoas. Apesar de ser uma criança bem extrovertida e enérgica, essas características são meio que encobertas por ela não ter companhia da sua idade sendo recém-chegada na cidade. O livro dá a impressão que esse flat onde os personagens moram é meio isolado da cidade, pois não há contato direto entre outras pessoas que não sejam os moradores da grande casa. Em meio a vizinhos estranhos, grande tédio e pais ocupados que não prestam muita atenção nela, Coraline acaba encontrando uma porta em um comodo esquecido onde são guardadas velhas mobílias da sua avó. Ao abrir a porta pela primeira vez, ela descobre uma parede de tijolos. Intrigada ela continua a visitar a porta, até que um dia ela se abre para revelar um corredor comprido e estranho, e no seu final…

Chega senão perde a graça. hahaha. (proibido me xingar) 

Não entre pela porta Coraline

Eu achei a história muito interessante, com muitos simbolismos interessantes como mãos de aranhas, gatos pretos e adultos indiferentes. O legal é que ficamos em dúvida se a história realmente aconteceu ou se foi a imaginação de Coraline. O autor consegue desenvolver a história de uma maneira muito interessante unindo mundos diferentes (real x imaginação) e ao mesmo tempo escrevendo uma história com um moral legal, mas sem cara de auto-ajuda, sabe? Cuidado com o que deseja, as coisas não são o que parecem e nem tudo é um mar de rosas são alguns deles.

Em geral, achei o livro mais assustador que o filme.  Obviamente, eles teriam que fazer algo pra chamar atenção das crianças. A Coraline do filme é muito mais excêntrica e ela até tem um amigo que a ajuda no decorrer da história, enquanto a do livro é uma menina mais normal e sozinha o que ajuda o leitor a se identificar com o personagem. Você realmente sofre, sente medo e até fica triste com o personagem.

 E aí, gostaram? Já leram esse livro ou querem ler? Me contem nos comentários. 

Beijos e até o próximo.

Na estante: Livro da Semana – #partiuNárnia

Olá Pessoas, tudo bom?

*(se você não está a fim de ler meus blá blá blás pule direto para o título em laranja. Então você só lerá um parágrafo de blá blá blá prometo.)

Eu pensei, pensei, pensei e pensei em qual seria o melhor livro pra iniciar essa seção blog sobre livros e literatura. Eu queria um livro que fosse bom e canônico, mas que não despertasse vontade de se matar nas pessoas logo de imediato (calma aê, Anna Karenina sua vez vai chegar). E finalmente decidi em começar com Nárnia!

Mas tá bom, eu sei que todo mundo já ouviu falar, sei que todo mundo já assistiu aos filmes, sei que todo mundo já suspirou com o Principe Caspian, mas e daí? Primeira lição pra você que lê Meg Cabot e acha que achou o tesouro do alquimista (vide Paulo Coelho), clássicos são clássicos porque nunca caem de moda! Démodé não existe no cânone! E se você acha que Harry Potter é clássico não se engane! Me doí dizer (sim, eu amo HP) que daqui a exatamente 20 anos Harry Potter não terá o mesmo apelo e não chamará mais atenção das crianças (mas meu filho vai ler querendo ou não). 

Sendo algo que nunca cai de moda, você pode ter certeza que daqui a 100 anos As Crônicas de Nárnia, ainda farão sucesso. O que leva um livro a ser clássico ou não, não cabe ao post, mas trataremos mais tarde.

Adentrando o guarda-roupas…


Vocês sabem como são as férias, né? Nada pra fazer… Big Brother tornando a TV inassistível… internet o dia inteiro… impossível de não parar na parte de liquidação de algum site e foi assim que eu acabei arrematando o volume completo das Crônicas com 80% de desconto (R$ 15,00 – mais barato que ir no cinema). Eu tive que comprar e a paixão começou. 

É lógico que eu tinha assistido os filmes antes e na época prometi acabar antes do terceiro filme estrear (promessa cumprida três pontos pra grifinória). 

É impossível de sair do cinema depois de ter assistido uma menininha entrar dentro daquele guarda-roupa maneiro (que certeza parece muito com um que a sua avó tinha) e encontrar um novo mundo tão legal que deixa J.K. Rowling com invejinha (foi mals, J.K) sem ter vontade de ler todas as crônicas pra saber os mínimos detalhes (#queromaisfeelings). Mas, vamos falar sério, se a gente lesse mesmo todos os livros baseados em filmes que nós adoramos… O negócio é que a gente fica na versão cinematográfica mesmo e esquece que existe muito mais do que os olhos podem ver (literalmente) no mundo de Nárnia.  

As Crônicas foram escritas por C. S. (CLIVE STAPLES) Lewis, um escritor irlandês, amiguíssimo de J. R. R. Tolkien que adorava narrar histórias em que os personagens principais eram crianças. Embora considerado um autor de literatura infantil, Lewis não gostava de ter seu trabalho definido assim. Ele dizia que sua fascinação por contos de fadas o levou a escrever livros nos quais crianças viviam aventuras, os quais não eram pensados em serem infantis, mas que por um acaso despertou o interesse de crianças. Dessa forma, percebemos também uma das características que a literatura clássica tem: a de não possuir público alvo definido, ou seja, de ser democrática (para todos). 

Lewis era muito influenciado por Tolkien e vice-versa tanto que os dois se reuniam para escrever, e Lewis passou de ateu para católico por influência dele. Em seus trabalhos a semelhança é vista, além da visível natureza fantástica de sua obra, na narração da criação de seus mundos imaginários, por exemplo. Alguns temas e símbolos que estão presentes na criação de Nárnia quanto na criação da Terra-média em suas ficções. 

Voltando a Nárnia…

As Crônicas de Nárnia são constituídas de 7 crônicas (lembrando que o que conhecemos como crônica no Brasil refere-se a um gênero de texto diferente do de Lewis) sendo a primeira a ser publicada: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (1950). Em ordem cronológica de publicação ( e na ordem que o cinema está seguindo) seguem: Príncipe Caspian (1951), A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952), A Cadeira de Prata (1953), O Cavalo e seu Menino (1954), O Sobrinho do Mago (1955) e por fim A Última Batalha (1956). No entanto, a ordem cronológica da história difere da ordem de publicação. O Sobrinho do Mago, por exemplo, conta a história da criação do mundo de Nárnia por Aslam, de como o guarda-roupa surgiu no mundo humano e como o lampião foi parar em Nárnia;  é a primeira história da ordem cronológica (e a minha preferida <3). 

De qualquer jeito que você prefira ler é uma leitura muito interessante e instigante, com muitos mistérios que faz o leitor, assim como as crianças da história, querer mergulhar cada vez mais em Nárnia e explorar todos os seus mistérios. Repleta de símbolos (como o leão Aslam que remete a um ser divino, a feiticeira branca que remete ao “Mal” do mundo, o guarda-roupas e o lampião) e de muitos significados é uma leitura leve e ao mesmo tempo eletrizante que faz o leitor virar páginas sem parar e até dar uma espiadinha no fundo do guarda-roupa pra ver se encontra alguma coisa. 

E aí, gostaram? Já leram ou leriam? Qual o livro preferido de vocês? Me contem nos comentários.
Bisus e até o próximo.