Inspiração: Inglaterra parte III

PERÍODO ELIZABETANO

Olá pessoal, tudo bem?

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Hoje eu trago então a parte final dos meus posts sobre as séries e filmes que retratam a história da Inglaterra. Então, hoje vamos falar sobre o período da Era de Ouro Inglesa, governado pela rainha Elizabeth I. Se você quiser acompanhar a história, melhor ler primeiro os outros dois post sobre A Guerra das Rosas e a Dinastia Tudor.

ELIZABETH e ELIZABETH: A ERA DE OURO

Esse filme mostra a história de Elizabeth I, filha de Henry VIII e Ana Bolena. Após o falecimento de Henry VIII, o seu único herdeiro homem sobe ao trono, no entanto ele acaba falecendo 6 anos depois, aos 15 anos. Depois de muita confusão sobre linha de sucessão, Mary, filha do rei com sua primeira mulher Catarina de Aragão assume o trono. Mas quando ela adoece após alguns anos, logo os líderes ingleses percebem que não havia mais ninguém a ser posto no trono a não ser Elizabeth filha do rei com Anna Bolena, a qual acabou a vida decapitada.

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Elizabeth então sobe ao trono. Ela liderou soberana negando se casar e produzir herdeiros para focar toda a sua atenção na Inglaterra. Ao contrário de seu pai e irmãos ela foi uma rainha muito tolerante e moderada, em seus 44 anos de reinado a Inglaterra viveu o seu período mais próspero na história batizado de A Era de Ouro.

REIGN

Reign é uma série que retrata um período paralelo com os filmes da Elizabeth. A história fala sobre Mary Stuart, a rainha da Escócia que era a principal rival de Elizabeth I.

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Mary era católica, e desde seu nascimento, rainha da escócia. Logo, foi prometida ao príncipe herdeiro da Inglaterra filho de Henry VIII. Temendo que sua filha fosse criada pelos anglicanos hereges sua mãe foge com a criança para França. Antes de Elizabeth subir ao trono, sua predecessora Mary Tudor (a filha de Catarina e Henry VIII), como católica fervorosa, retornou o catolicismo que seu pai havia expurgado a Inglaterra e temia que Elizabeth, que foi criada como anglicana, voltasse a aceitar o protestantismo. O que Elizabeth fez, despertando a vontade de sua prima Mary Stuart a lhe tomar o trono e restaurar o catolicismo de uma vez por todas, apoiada por grande parte dos ingleses.

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A série começa quando Mary Stuart volta a viver na corte francesa depois de anos em um convento. Nessa época ela está prometida ao príncipe herdeiro da França: Francis.

Eu ainda não assisti muito da série, mas pelo que eu assisti acho que a licença criativa está bem grande. É uma série para adolescentes e me parece menos séria e verídica do que The Tudors. Uma coisa que está me incomodando bastante é o figurino das mulheres (não que os vestidos não sejam lindos, mas eles são descaradamente contemporâneos, e isso destrói a minha suspensão de descrença) e as atitudes das garotas também, elas agem bem livremente e não acho que esses modos retratem muito o período. Mas eu entendo o foco da série não é exatamente a precisão histórica. Mesmo assim é uma série bem legal.

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Sabe o que eu mais amo na Inglaterra? Olha que país mais Girl Power (aliás o termo nasceu lá, né?!)! Mesmo nos reinados masculinos, a gente percebe como no fundo eram as mulheres e rainhas que mais influenciavam. Adoro isso. Além de ser um dos únicos países a ser governados (e continuar a ser governado) unicamente por uma autoridade feminina. E quando eu digo Inglaterra considero a Escócia também tá? Eu sei que não é, mas tá quase lá, afinal depois que Elizabeth morreu sem herdeiros, foi o filho da Mary Stuart que governou a Inglaterra.

Me digam se vocês conhecem alguma outra série ou filme que retratem algum período inglês. Eu vou adorar saber. E se vocês pretendem assistir algum desses que eu comentei nos posts.

Beijos e até o próximo.

 

Resenha: O Oceano no Fim do Caminho #AllAboutGaiman

Olá gente,

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Sabe aquele autor que só de você ouvir falar você já sabe que é a sua cara? Eu sempre achei isso do Neil Gaiman. Toda vez que alguém fala dele ou que eu vejo um história interessante, ele está de alguma forma envolvido. Meu primeiro contato com o autor foi por meio do filme Coraline, embora eu já o conhecesse antes. Eu li Coraline (já teve resenha aqui no blog) o ano passado, mas como eu já conhecia a história e já gostava não considerava como “ter lido Neil Gaiman pela primeira vez”.

Até que o projeto da May do All About That Book e uma promoção ótima na Amazon me deram o empurrãozinho que faltava.

Porque eu li: Eu li porque Neil Gaiman e Stephen King são escritores que tem tudo a ver comigo e que eu sempre enrolei pra pegar (SHAME ON ME). Mas, o projeto All About Gaiman e este livro foram o empurrãozinho final pro meu carrinho da Amazon estar atualmente com 150,00 reais de Neil Gaiman.

Como eu li: Eu li a versão física e em português publicada pela Intrínseca em 2013. E já estou “relendo” por meio do audiobook que é narrado pelo próprio Neil Gaiman (apaixonada <3).

O espaço: A história se passa em Sussex na Inglaterra.

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A história: O nosso personagem principal, o qual não sabemos o nome, já um homem de meia idade,  retorna a sua cidade natal para um funeral, de alguém que também não sabemos quem. Ao cumprir suas obrigações na cerimônia, ele decide sair um pouco daquele ambiente e ir dirigir pelas ruas da cidade. Seu caminho sem rumo acaba o levando a um estradinha que acaba em uma fazenda com um lago. Ao se deparar com o lago, ele começa a se lembrar de aventuras que ele viveu com sua amiga Lettie que morava ali quando ele tinha 7 anos. Lettie a quem desde aquela época ele não volta a ver e que chamava aquele lago de oceano.

Personagens:

Narrador – o personagem principal é um garoto muito solitário e tímido, que prefere a companhia de livros à de pessoas. Ele mora junto com a mãe, o pai e a irmã, com os quais ele não se dá muito bem. Ele é uma criança bem observadora e perspicaz.

As mulheres Hempstock – Lettie Hempstock, sua mãe e sua avó moram na fazenda do fim da estrada. Elas são bem excêntricas, e logo quando as conhece, o narrador já percebe que algo de estranho e espetacular ronda essas mulheres, que parecem saber e entender tudo que acontece a sua volta. Elas tem um jeito completamente singular de ver o mundo e os acontecimentos, e apesar de tudo isso, o narrador se afeiçoa profundamente a essas mulheres, sempre recorrendo a sua ajuda.

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Desenvolvimento: O personagem narra alguns acontecimentos que marcaram a sua infância, como a morte de seu gato, a sua festa de aniversário de 7 anos que ninguém compareceu, o fato de, por problemas financeiros de sua família, ele ter de abrir mão de seu quarto para que este possa ser alugado, etc. Mas principalmente como todas essas situações o levam a uma aventura impressionante com Lettie Hempstock e uma criatura cruel.

O que eu achei: A história é de um realismo mágico muito bem construído. Com uma simbologia maravilhosa, que deixa o leitor livre para interpretação e subjetividade; e acho que esse é o motivo porquê várias pessoas amam e várias pessoas odeiam este livro. Não que ele seja difícil de ler, muito pelo contrário, é um livro fácil e leve que pode ser lido em um dia. No entanto, quando chegamos ao final, temos a impressão que não entendemos o que o autor quis dizer, e ao contrário da maioria dos autores contemporâneos, o Neil Gaiman não mastiga e dá a interpretação para o leitor. Pelo contrário, ele deixa a simbologia bem aberta e cabe a cada leitor dar um significado a sua obra. Isso acaba exigindo do leitor uma reflexão mais profunda e uma habilidade de interpretação um pouco mais madura.

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Isso pra mim é o que fez o livro magnifico e acredito ser o mesmo motivo pelo qual muitas pessoas odiaram. Mas não me entendam mal, não quero dizer que se você não gostou é porque você não entendeu e é burro ou preguiçoso. Nada disso! Apenas que é um livro singular e que, um pouco semelhante a literatura clássica, exige uma participação maior do leitor do que os livros de ficção mais populares que estamos acostumados.

Considerações finais: Eu amei esse livro porque é aquele livro que em cada detalhe se esconde uma interpretação e uma analogia. Ao mesmo tempo é um livro de camadas, o que quer dizer que você pode lê-lo superficialmente ou ir explorando cada camada de significados que ele pode trazer. Essa história traz uma nostalgia gostosa da nossa infância e mostra como cada experiência pela qual passamos tem um peso na nossa vida. O autor trabalha a visão fantástica que uma criança tem dos acontecimentos ao seu redor que ela não entende, ou que são muito fortes para serem entendidos. O caráter fantástico e perturbador da história pode não agradar a todos, e por isso mais de um vez a May disse que não recomenda este livro para quem está entrando em contato pela primeira vez com o autor, ou que não gosta muito de realismo fantástico e excentricidade. No entanto, eu “conheci” Neil Gaiman por essa história e não podia ter dado mais certo. Eu dei 5 estrelas e favoritei, mal posso esperar para ler mais de Neil Gaiman.

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E vocês leitores? Já leram esse livro? Têm vontade de ler? Ou alguma outra história do Neil Gaiman. Me deixem seus comentários e sugestões.

Beijos e até o próximo.

Inspiração: Inglaterra parte II

Dinastia Tudor

Olá pessoal, tudo bom?

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Continuando as indicações de séries e filmes sobre a história inglesa. Hoje eu vou falar da dinastia Tudor. Se você não leu o meu primeiro post sobre a Guerra das Rosas, clique aqui.

THE TUDORS

Esta é outra série sobre o assunto, mas que é bem mais conhecida e famosa. Lembro quando eu era menor eu assistia na TV (não sei como, porque tem cenas bem inapropriadas para menores de 18 anos rs). Esta tem 4 temporadas.

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Lembram o Henry Tudor do outro post? Pois é. A mãe dele fez, que fez, que fez, que conseguiu botar o filho no trono da Inglaterra como tinha prometido e assim começou a dinastia Tudor. The Tudors é sobre o reinado do filho dele, Henry VIII, que é um rei muito famoso da Inglaterra. Por que? Por causa da Ana Bolena. Tenho certeza que já ouviu falar dela.

THE TUDORS

O rei muito jovem se casou com Catarina de Aragão, que era bem mais velha, religiosa e que foi casada com seu irmão que morreu. Ele era conhecido por ser um rei muito viril e vaidoso que queria provar seus dotes com todas as mulheres da corte. Ele e Catarina tiveram vários filhos, mas todos morreram e somente uma menina Mary que sobreviveu. Isso o incomodava profundamente, e o levou a atitudes drásticas. Ele se apaixonou por Ana Bolena, uma jovem da corte recém-chegada da França. No entanto, Ana Bolena não cedeu as “investidas” do rei, como as outras e disse que só iria para a cama com ele se ela a fizesse sua rainha. Utilizando-se o fato de não conseguir ter filhos homens com Catarina e de que talvez o casamento dela com seu irmão havia sido consumado e portando o dele com ela seria inválido e contra as leis divinas, ele pede à Igreja a anulação do seu casamento para se casar com a Ana Bolena, que lhe prometia muitos e muitos filhos varões. O papa nega e então ele decide romper com a Igreja e funda então a Igreja Anglicana, a qual o rei é a maior autoridade e que é até hoje a religião principal na Inglaterra.

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Lógico que Catarina fica muito chateada, já que fica claro que as desculpas que Henry usa para anular seu casamento são apenas isso mesmo, desculpas para “ficar” com Bolena. Dizem que ela “jogou uma praga” no rei e disse que ele poderia casar com quantas quiser que ele jamais teria um herdeiro homem. E não é que essas rainhas inglesas tem boca santa! Henry VIII acabou casando mais 5 vezes não teve nenhum herdeiro que chegou a fase adulta. O que nos leva a próxima parte da nossa história (no próximo post sobre o período Elizabetano).

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Mulheres de Henry VIII

Gostei dessa série por ser maravilhosamente produzida. Ela foi mais afundo na vida de Henrique VIII que geralmente se condensa até ele casar com Ana Bolena. Mas o rei teve muitas outras mulheres e a série mostra isso bem. Como ele se envolvia com as mulheres, como ele era vaidoso ao extremo e isso influenciava no seu reinado assim como o deixava influenciável. Mostra o relacionamento que eles teve com suas filhas e com seu único filho e sua tirania. Eu amei tudo, mas já aviso que a série é muito sangrenta e tem muito sexo também. Mas nada gratuito.

A OUTRA

A outra é um filme baseado no livro da Philippa Gregory The Other Bollen Girl (A irmã de Ana Bolena, no Brasil). Conta a mesma história que o começo da série The Tudors que eu contei aqui em cima. No entanto, o filme e o romance focam no envolvimento dele com Ana Bolena e sua irmã Mary (a outra Bolena), com quem ele também se relacionou e talvez teve um filho. Enquanto a série passa bem superficialmente pelo relacionamento dele com Mary e a retrata de uma maneira bem diferente, ela continua mais adiante mostrando Henry com suas outras mulheres depois de Ana e o filme não. É um filme muito bom com a Natalie Portman e Scarlet Johanson e meio que resume essa história se você não quiser assistir as quatro temporadas de  The Tudors.

Vocês gostam de séries medievais? Já assistiram alguma? Me deixem sugestões nos comentários.

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Torre de Londres 

Beijos

Inspiração: Inglaterra parte I

A Guerra das Rosas

Olá pessoas, tudo bom?

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Não é de se estranhar que alguém como eu que ama inglês, é formada em inglês e respira inglês seja fascinada pela Inglaterra, né? Tudo bem, os EUA também são legais, mas nada se compara a história da Inglaterra. Do mesmo jeito que eu amo o período pré-revolução francesa de Marie Antoinette, também amo o período da guerra das rosas e da dinastia Tudor inglesa.

O que acontece é: sendo a fanática que sou, eu assisto/assisti diversas séries e filmes com o tema e aos poucos percebi que eles se unem! E que se você quiser você pode entender a história da monarquia inglesa simplesmente assistindo em ordem essas séries e filmes. Acho isso super legal (e torna uma assunto que a gente tem pavor – história – em algo leve e divertido) e quero compartilhar com vocês. Não quero que esse post fique gigante então vou separar em duas partes. Vamos lá?

THE WHITE QUEEN

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Bom devem existir milhares de séries da BBC que falam sobre o assunto, mas a que eu assisti foi a The White Queen. E eu assisti porque houveram rumores que George Martin tinha se inspirado nesta fase da história inglesa para criar Game of Thrones. A série é baseada em três romances históricos da Philippa Gregory: The White Queen (A Rainha Branca), The Red Queen (A Rainha Vermelha) e The Kingmaker’s Daughter (A Filha do Fazedor de Reis), todos publicados no Brasil pela Editorial Record. É uma adaptação fantástica, e o mais legal é que parece ficção, sabe? Mas não! Tudo aquilo realmente aconteceu! Bom não tudo, mas os eventos mais importantes sim rsrs.  A série tem 1 temporada.

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Um resuminho (não tão inho) da história (que é bem complexa): Existia uma família a muito tempo no trono da Inglaterra, os Lancaster, mas outra família, os York, resolveram travar uma guerra para tomar o trono, e conseguem. Essa guerra é chamada de Guerra das rosas porque o símbolo da casa Lancaster era uma rosa vermelha e o da casa York era uma rosa branca. A história começa em 1464, quando Edward IV da casa York se torna rei e se apaixona por uma viúva da casa Lancaster, Elizabeth (lembrando que casa não exatamente significa família) que diziam ser meio bruxa. Ela ficou conhecida com a Rainha Branca (título da série e do livro) e fez muitos inimigos porque não era bem aceita no reino, por ser originalmente “Lancaster“, por ser plebéia e por ter fama de praticar bruxaria. Um desses inimigos foi Margaret Beaufort, conhecida por Rainha Vermelha (o livro The Red Queen conta essa parte da história), apesar de não ser rainha. Uma mulher poderosa, rica e religiosa que utiliza do poder adquirido por meio de seus maridos para tentar colocar o seu filho bastardo Henry Tudor (lembrem desse nome) no trono, pois por ser um Lancaster, depois de toda família real ter morrido na guerra, ele é que teria direito ao trono. Vou parar por aqui porque posso continuar pra sempre falando disso rsrsrs.

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Fora isso, ainda acontecem muitas intrigas e reviravoltas. Tem o Lord Warwick, conhecido como The Kingmaker (ou seja, “fazedor de reis”) que ajudou a colocar Edward IV no trono, casa as filhas com os irmãos dele e depois quer colocar estes no trono. O livro The Kingmaker’s Daughter conta a história da filha de Warwick Anne que é casada com o irmão mais novo de Edward IV. Ela então acaba se tornando rainha quando o marido usurpa o trono do irmão se tornando o rei Richard III.  Vixe, uma confusão. Afinal, foram três livros que acontecem quase paralelamente que foram agrupados para a construção da história.

Eu amei essa série. Ela é bem curtinha, mas muito bem feita. Sem enrolação, com muita ação acontecendo e romance. E aquele clima medieval que eu amo. Os figurinos são perfeitos. BBC arrasa.

To com muita vontade agora de pegar os livros da Philippa Gregory pra ler. Ela tem muitos romances históricos sobre as rainhas da Inglaterra.

Vocês gostam de séries medievais? Já assistiram alguma? Me deixem sugestões nos comentários.

Beijos