Grupo de leitura: me descobrindo uma nova leitora.

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Há mais ou menos sete meses, eu estava de bobeira olhando meu feed do Instagram quando me deparei com um post da Bia e da Ana do Na sua estante convidando quem tivesse interesse para participar de um Grupo de Leitura. Por sempre ter tido o sonho frustrado de todo amante de literatura de participar de um clube de livro, eu aceitei, botei meu número lá e mais tarde fui adicionada em um grupo de WhatsApp. Admito que no começo fiquei um pouco desconfiada, o grupo era uma bagunça com um monte de gente falando sobre vários assuntos aleatórios ao mesmo tempo. O primeiro livro escolhido foi Amy e Matthew (não Jane Austen como minha imaginação sonhava) que eu não tinha a mínima pretensão de gastar meu tempo lendo e confesso que por não ser a pessoa mais sociável do mundo, eu ficava lá quieta no meu canto.

Eu sempre fui uma pessoa que lia sozinha, então os livros mais leves que eu lia eram sempre os que eu achava sozinha e de um tema que eu gostava (vampiros). Fora isso, eu só lia o que meus professores da faculdade e as pessoas da academia (literária, não de musculação rsrs) me indicavam, ou seja, literatura clássica. Me deparei, então, em um ambiente onde as pessoas liam John Green e Nicholas Sparks (que eu odeio) e várias outros que eu nunca tinha ouvido falar: Colleen Hoover, Paula Pimenta e Kiera Cass. Além disso, o meu gênero mais temido, o “romance adolescente contemporâneo”, parecia imperar ali.

Eu pensei várias vezes em sair, mas a minha experiência na academia literária tinha me deixado muito fechada para outros tipos de livros e eu precisava de um descanso de todas as “leituras-cabeça” pesadas. Aos poucos, eu fui entrando nos assuntos, perguntando sobre o que eu não sabia (team Maxon x team Aspen?) e desenvolvendo uma ótima amizade com essas meninas que assim como eu tem um grande amor por livros. Eu sempre estava acostumada a ser sozinha a “melhor leitora”, a que lia mais, a que gostava de ler e descobrir essas meninas que compartilham isso comigo foi uma grande experiência.

Com o tempo eu comecei a dar uma chance para livros que eu nunca havia lido antes e que sem as indicações do grupo eu nunca leria. Alguns foram ok, outros me surpreenderam muito. Sem as meninas eu nunca saberia o que é A Seleção (sou team Maxon, ok?) ou Trono de Vidro ou Suicidas; nunca teria lido Stolen (que é o terror “romance adolescente contemporâneo”) e me apaixonado. Nunca teria lido o que virou um dos meus livros da VIDA: Feita de fumaça e Osso. E eu só tenho a agradecer a essas meninas lindas que se tornaram minhas melhores amigas de todo o dia.

Passei também a perder o preconceito com autores que não são do cânone, preconceito que foi uma herança feia da faculdade. E a entender que não é porque um autor não é reconhecido academicamente que ele não pode escrever coisas legais e divertir as pessoas. Eu sempre adorei Dan Brown e as pessoas tem um grande preconceito contra ele, enquanto eu acho ele brilhante. E daí? Não tem problema.

Gosto do grupo por isso, sabe? Embora muita gente continue só lendo o tipo determinado de livros que já lia, eu sempre busco ler o livro escolhido do mês, mesmo não querendo tanto (olá, os 13 porquês). Admito que ainda tenho certo preconceito com certos autores que pra mim escrevem sempre a mesma história com títulos diferentes. Mas, tem gente que acha que romances policiais, que eu tanto amo, também são assim: uma história repetida com envolucro diferente, e quem sou eu pra discordar?

Eu aprendi, como uma boa e eterna estudante do literário, a julgar o livro pelo o que ele é. E mais, que ler livros não tão “celebres” não me fazem uma leitora pior, mas sim uma leitora com muito mais experiencia literária e editorial. É chato ver que muitas pessoas continuam a ter preconceito e a ler somente o que elas já leriam por si só, depois de experienciar a quantidade de possibilidades que alguém escolher um livro pra você ou alguma indicação inusitada pode trazer. E enquanto algumas não aceitam deixar sua zona de conforto por um segundo, eu, pela primeira vez, tive vontade de ler Cidades de Papel. E isso é libertador.

TAG: Taylor Swift (RED)

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje é o aniversário da querida Luma linda do blog Antes das cinco (entrem lá AGORA!) e para comemorar essa data linda, eu vim aqui para responder uma tag que eu vi lá e fiquei louca \o/.. Aparentemente é uma tag muito famosa da Booksfera que é a Tag Taylor Swift Livros. Heeeeeeeee.  Depois de pesquisar muito eu cheguei a fonte original que é esse vídeo aqui. No entanto, eu como uma boa fã, adaptei um pouquinho, inseri algumas músicas e tirei outras para que a tag ficasse exclusivamente do álbum RED, que é o meu favorite! E aqui vai.

1. State of grace. – um livro que te deixou nas nuvens depois de terminado.1

A menina que roubava livros – Markus Zusak

Daqueles que você termina, abraça e chora.

2. Red. – um livro com a capa vermelha.
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Drácula – Bram Stoker

Eu sei que não é uma capa inteira vermelha, mas eu acho maravilhosa.

3. Treacherous. – um livro que você não achou que ia gostar, mas adorou. Mortesubita-jk

Morte Súbita – J.K. Rowling

Eu estava com a expectativa lá no alto e não me decepcionou, embora muito diferente do que eu imaginava.

4. I knew you were trouble. – um livro com um personagem mau, mas que apesar disso você não conseguiu resistir e se apaixonou por ele.4

Cruel Beauty – Rosamund Hodge

É um livro completamente diferente de tudo que eu já li.

5. All too well. –  um livro que faça você se sentir nostálgico.

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Harry Potter – J.K. Rowling

Eu não consigo fazer uma tag sem citar Harry Potter, né? Mas esses livros principalmente a ordem e o cálice, me trazem muito nostalgia da infância.

6. 22. – um livro que te fez sentir viva e jovem.

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Marina – Carlos Ruiz Zafón.

Leitura recente, eu gostei muito. Me fez sentir livre.  Para quem se interessar tem resenha aqui no blog.

7. I almost do. – um livro que você quase gostou.

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Divergente – Veronica Roth

Quase minha distopia preferida. Saiba porque aqui.

8. We are never ever getting back together. – um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria “terminar” com ele/ela.

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The Sookie Stackhouse Series – Charlaine Harris

Eu gostei tanto do começo da série, mas depois começou a desandar. O mesmo aconteceu com a série de tv.

9. Stay, stay, stay. – um livro que você não queria que tivesse acabado.

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Stolen – Lucy Christopher

Ai gente, fiquei tão orfã deste livro. Eu gostei muito e ache que o final foi bem de acordo com o livro, mas aquela minha parte egoísta queria outro final, outro livro, outros 15 livros. Ai, lindo!

10. The last time. – um livro que você tentou ler várias vezes e não conseguiu._CIDADE_DOS_OSSOS_1359500416P

Cidade dos Ossos – Cassandra Claire

Ai gente, como pode? É um livro que é a minha cara, mas eu simplesmente não consigo ler. Não sei se é a escrita, mas não dá.

11. Holy ground. – um livro que te traz boas lembranças.

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O pequeno príncipe – Antoine de Saint-exupéry

Precisa explicar? Acho que todo mundo lembra a infância quando lê essa preciosidade.

12. Sad, beautiful, tragic. – um livro triste, lindo e trágico.

Lucíola – José de Alencar

Porque não tem nada mais triste, lindo e trágico que a segunda fase do romantismo.

13. Everything has changed. – um livro em que o personagem se desenvolve bastante.halfway-to-the-grave-lg

Halfway to the grave – Jeaniene Frost

Uma das minhas séries favoritas (até a autora cagar os últimos 3 livros) e uma personagem que passou de mocinha pra super Badass. Amo!

Bônus. Come back, be here. – um livro que você não gosta de emprestar por medo de nunca mais voltar.518UaanaWIL
Lógico que seria a minha coleção maravilhosa, linda, gostosa e britânica de Harry Potter que eu trouxe diretamente da fonte: UK.

Gostaram da tag? Eu quero saber a resposta de vocês também. Então respondam ou deixem os links aqui nos comentários.

Beijos.

Na estante: Livro da Semana – #partiuNárnia

Olá Pessoas, tudo bom?

*(se você não está a fim de ler meus blá blá blás pule direto para o título em laranja. Então você só lerá um parágrafo de blá blá blá prometo.)

Eu pensei, pensei, pensei e pensei em qual seria o melhor livro pra iniciar essa seção blog sobre livros e literatura. Eu queria um livro que fosse bom e canônico, mas que não despertasse vontade de se matar nas pessoas logo de imediato (calma aê, Anna Karenina sua vez vai chegar). E finalmente decidi em começar com Nárnia!

Mas tá bom, eu sei que todo mundo já ouviu falar, sei que todo mundo já assistiu aos filmes, sei que todo mundo já suspirou com o Principe Caspian, mas e daí? Primeira lição pra você que lê Meg Cabot e acha que achou o tesouro do alquimista (vide Paulo Coelho), clássicos são clássicos porque nunca caem de moda! Démodé não existe no cânone! E se você acha que Harry Potter é clássico não se engane! Me doí dizer (sim, eu amo HP) que daqui a exatamente 20 anos Harry Potter não terá o mesmo apelo e não chamará mais atenção das crianças (mas meu filho vai ler querendo ou não). 

Sendo algo que nunca cai de moda, você pode ter certeza que daqui a 100 anos As Crônicas de Nárnia, ainda farão sucesso. O que leva um livro a ser clássico ou não, não cabe ao post, mas trataremos mais tarde.

Adentrando o guarda-roupas…


Vocês sabem como são as férias, né? Nada pra fazer… Big Brother tornando a TV inassistível… internet o dia inteiro… impossível de não parar na parte de liquidação de algum site e foi assim que eu acabei arrematando o volume completo das Crônicas com 80% de desconto (R$ 15,00 – mais barato que ir no cinema). Eu tive que comprar e a paixão começou. 

É lógico que eu tinha assistido os filmes antes e na época prometi acabar antes do terceiro filme estrear (promessa cumprida três pontos pra grifinória). 

É impossível de sair do cinema depois de ter assistido uma menininha entrar dentro daquele guarda-roupa maneiro (que certeza parece muito com um que a sua avó tinha) e encontrar um novo mundo tão legal que deixa J.K. Rowling com invejinha (foi mals, J.K) sem ter vontade de ler todas as crônicas pra saber os mínimos detalhes (#queromaisfeelings). Mas, vamos falar sério, se a gente lesse mesmo todos os livros baseados em filmes que nós adoramos… O negócio é que a gente fica na versão cinematográfica mesmo e esquece que existe muito mais do que os olhos podem ver (literalmente) no mundo de Nárnia.  

As Crônicas foram escritas por C. S. (CLIVE STAPLES) Lewis, um escritor irlandês, amiguíssimo de J. R. R. Tolkien que adorava narrar histórias em que os personagens principais eram crianças. Embora considerado um autor de literatura infantil, Lewis não gostava de ter seu trabalho definido assim. Ele dizia que sua fascinação por contos de fadas o levou a escrever livros nos quais crianças viviam aventuras, os quais não eram pensados em serem infantis, mas que por um acaso despertou o interesse de crianças. Dessa forma, percebemos também uma das características que a literatura clássica tem: a de não possuir público alvo definido, ou seja, de ser democrática (para todos). 

Lewis era muito influenciado por Tolkien e vice-versa tanto que os dois se reuniam para escrever, e Lewis passou de ateu para católico por influência dele. Em seus trabalhos a semelhança é vista, além da visível natureza fantástica de sua obra, na narração da criação de seus mundos imaginários, por exemplo. Alguns temas e símbolos que estão presentes na criação de Nárnia quanto na criação da Terra-média em suas ficções. 

Voltando a Nárnia…

As Crônicas de Nárnia são constituídas de 7 crônicas (lembrando que o que conhecemos como crônica no Brasil refere-se a um gênero de texto diferente do de Lewis) sendo a primeira a ser publicada: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa (1950). Em ordem cronológica de publicação ( e na ordem que o cinema está seguindo) seguem: Príncipe Caspian (1951), A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952), A Cadeira de Prata (1953), O Cavalo e seu Menino (1954), O Sobrinho do Mago (1955) e por fim A Última Batalha (1956). No entanto, a ordem cronológica da história difere da ordem de publicação. O Sobrinho do Mago, por exemplo, conta a história da criação do mundo de Nárnia por Aslam, de como o guarda-roupa surgiu no mundo humano e como o lampião foi parar em Nárnia;  é a primeira história da ordem cronológica (e a minha preferida <3). 

De qualquer jeito que você prefira ler é uma leitura muito interessante e instigante, com muitos mistérios que faz o leitor, assim como as crianças da história, querer mergulhar cada vez mais em Nárnia e explorar todos os seus mistérios. Repleta de símbolos (como o leão Aslam que remete a um ser divino, a feiticeira branca que remete ao “Mal” do mundo, o guarda-roupas e o lampião) e de muitos significados é uma leitura leve e ao mesmo tempo eletrizante que faz o leitor virar páginas sem parar e até dar uma espiadinha no fundo do guarda-roupa pra ver se encontra alguma coisa. 

E aí, gostaram? Já leram ou leriam? Qual o livro preferido de vocês? Me contem nos comentários.
Bisus e até o próximo.

160º Aniversário de Oscar Wilde

“Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.”

Oscar Wilde

Hoje é o 160º aniversário do imortal Oscar Wilde, escritos irlandês conhecido por sua ironia ardente e personalidade fortíssima. Dentre suas obras mais aclamadas estão: O Retrato de Dorian Gray (genial!), A Importância de Ser Prudente, O Fantasma de Canteville, O Príncipe Feliz, etc.

Oscar Wilde Sarony

Mesmo se você nunca ouviu falar de Wilde antes, é provável que já tenha se deparado com alguma citação ferrenha dele em alguma rede social por aí. Aqui estão algumas:

“A little sincerity is a dangerous thing, and a great deal of it is absolutely fatal.”
“Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.”

“When I was young I thought that money was the most important thing in life; now that I am old I know that it is.”
“Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza.”

“The only thing to do with good advice is to pass it on. It is never of any use to oneself.”
“A única coisa a fazer com os bons conselhos é passá-los a outros; pois nunca têm utilidade para nós próprios.”

“I can resist everything except temptation.”                                                                   Posso resistir a tudo, menos à tentação.”

“An idea that is not dangerous is unworthy of being called an idea at all.”
“Uma ideia que não seja perigosa não merece ser chamada de ideia.”

Fonte: Brainy Quote e Pensador