Resenha: Livro dos Sith

Olá pessoal,

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Acho que já tá todo mundo roendo as unhas esperando o episódio VII de Star Wars, né? Então, como eu já tinha postado na TBR de Novembro, eu estou focando nesse mês em ler livros do universo do Star Wars e ficção científica. O primeiro que eu li, foi Livro dos Sith.

Sobre a edição:

A edição desses livros foi uma das primeiras coisas que me fizeram querer comprá-los. Eles são maravilhosos, capa dura, coloridos, ilustrados, com paginação diferenciada, muito legal mesmo. Aqui no Brasil eles estão sendo publicados pela Editora Bertrand e são escritos pelo Daniel Wallace.

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Além do Livro dos Sith, já foram publicados: O Caminho Jedi (em breve resenha aqui no blog), O Código do Caçador de Recompensa e O Manual do Império. Esses últimos que eu estou louca para comprar para a minha coleção.

Sobre o Livro:

O Livro dos Sith não é um livro de histórias, mas sim um livro que existe dentro do universo Star Wars, bem parecido com Animais fantásticos e onde habitam e o universo de Harry Potter.

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O Livro é um compêndio de 6 livros escritos pelos mais famosos Sith da história. Eles contam desde sua criação e formação, até seus costumes, seus segredos, magias, etc. Em geral, é um manual que todo aprendiz do lado negro da força deve ler. Uma coisa legal é que como o livro já passou pelas mãos não só de Siths como de Jedis, exitem muitos comentários de rodapé feitos pelos personagens da saga como Luke Skywalker, Yoda, Darth Vader, Palpatine (aka Darth Sidious), etc.

O livro trás informações sobre como os Sith surgiram, porque eles são sempre 2 (mestre e aprendiz), sobre as guerras contra Jedis, sobre o lado negro e sobre como a força é utilizada por eles.

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Minha opinião:

Antes de iniciar a leitura, eu vi no Goodreads uma resenha falando que o livro era muito legal, mas que não era para qualquer admirador da série, e sim fãs que tem um contato mais afundo com o universo de Star Wars, que é mais complexo do que se imagina.

Eu concordo e discordo ao mesmo tempo e vou explicar. Realmente esse livro não é um passeio no parque como parece. Se você só assistiu os filmes uma vez e não é muito ligado na saga, talvez possa ser um pouco pesado pra você. Não deixe a edição linda e as páginas ilustradas te enganar, esse livro é cheio de conteúdo. Ele não é didático (a não ser se você é um aprendiz ou lord do lado negro), não espere que cada coisa seja bem explicadinha como um guia sobre Star Wars, não é. E se você não está muito imerso nesse universo talvez esse livro seja demais, mas nada impossível de ler.

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Muitas vezes eu não sabia do que se estava  falando e fiquei boiando, e ás vezes percebi que meu conhecimento um pouco aprofundado sobre a série me ajudou a entender algumas partes, mas não se assuste. Se você gosta da série tenho certeza que você vai adorar as informações deste livro.

É muito legal que cada livro é escrito de uma forma diferente, tem um design diferente, uma configuração de página, o que torna a leitura extremamente prazerosa. As informações que este livro traz são muito interessantes e trazem para o leitor um detalhamento de elementos que são apenas citados na série.

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Em geral, eu amei o livro, ele é super bem planejado e bem escrito, mas como eu já disse não é um livro ilustrado leve de se ler. Recomendo um pouco de atenção e esforço que você vai se divertir bastante.

Alguém já leu o livro dos Sith? Ou algum livro sobre Star Wars? Quem tá ansioso pro filme? Me deixem nos comentários.

Beijos.

Resenha: O Oceano no Fim do Caminho #AllAboutGaiman

Olá gente,

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Sabe aquele autor que só de você ouvir falar você já sabe que é a sua cara? Eu sempre achei isso do Neil Gaiman. Toda vez que alguém fala dele ou que eu vejo um história interessante, ele está de alguma forma envolvido. Meu primeiro contato com o autor foi por meio do filme Coraline, embora eu já o conhecesse antes. Eu li Coraline (já teve resenha aqui no blog) o ano passado, mas como eu já conhecia a história e já gostava não considerava como “ter lido Neil Gaiman pela primeira vez”.

Até que o projeto da May do All About That Book e uma promoção ótima na Amazon me deram o empurrãozinho que faltava.

Porque eu li: Eu li porque Neil Gaiman e Stephen King são escritores que tem tudo a ver comigo e que eu sempre enrolei pra pegar (SHAME ON ME). Mas, o projeto All About Gaiman e este livro foram o empurrãozinho final pro meu carrinho da Amazon estar atualmente com 150,00 reais de Neil Gaiman.

Como eu li: Eu li a versão física e em português publicada pela Intrínseca em 2013. E já estou “relendo” por meio do audiobook que é narrado pelo próprio Neil Gaiman (apaixonada <3).

O espaço: A história se passa em Sussex na Inglaterra.

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A história: O nosso personagem principal, o qual não sabemos o nome, já um homem de meia idade,  retorna a sua cidade natal para um funeral, de alguém que também não sabemos quem. Ao cumprir suas obrigações na cerimônia, ele decide sair um pouco daquele ambiente e ir dirigir pelas ruas da cidade. Seu caminho sem rumo acaba o levando a um estradinha que acaba em uma fazenda com um lago. Ao se deparar com o lago, ele começa a se lembrar de aventuras que ele viveu com sua amiga Lettie que morava ali quando ele tinha 7 anos. Lettie a quem desde aquela época ele não volta a ver e que chamava aquele lago de oceano.

Personagens:

Narrador – o personagem principal é um garoto muito solitário e tímido, que prefere a companhia de livros à de pessoas. Ele mora junto com a mãe, o pai e a irmã, com os quais ele não se dá muito bem. Ele é uma criança bem observadora e perspicaz.

As mulheres Hempstock – Lettie Hempstock, sua mãe e sua avó moram na fazenda do fim da estrada. Elas são bem excêntricas, e logo quando as conhece, o narrador já percebe que algo de estranho e espetacular ronda essas mulheres, que parecem saber e entender tudo que acontece a sua volta. Elas tem um jeito completamente singular de ver o mundo e os acontecimentos, e apesar de tudo isso, o narrador se afeiçoa profundamente a essas mulheres, sempre recorrendo a sua ajuda.

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Desenvolvimento: O personagem narra alguns acontecimentos que marcaram a sua infância, como a morte de seu gato, a sua festa de aniversário de 7 anos que ninguém compareceu, o fato de, por problemas financeiros de sua família, ele ter de abrir mão de seu quarto para que este possa ser alugado, etc. Mas principalmente como todas essas situações o levam a uma aventura impressionante com Lettie Hempstock e uma criatura cruel.

O que eu achei: A história é de um realismo mágico muito bem construído. Com uma simbologia maravilhosa, que deixa o leitor livre para interpretação e subjetividade; e acho que esse é o motivo porquê várias pessoas amam e várias pessoas odeiam este livro. Não que ele seja difícil de ler, muito pelo contrário, é um livro fácil e leve que pode ser lido em um dia. No entanto, quando chegamos ao final, temos a impressão que não entendemos o que o autor quis dizer, e ao contrário da maioria dos autores contemporâneos, o Neil Gaiman não mastiga e dá a interpretação para o leitor. Pelo contrário, ele deixa a simbologia bem aberta e cabe a cada leitor dar um significado a sua obra. Isso acaba exigindo do leitor uma reflexão mais profunda e uma habilidade de interpretação um pouco mais madura.

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Isso pra mim é o que fez o livro magnifico e acredito ser o mesmo motivo pelo qual muitas pessoas odiaram. Mas não me entendam mal, não quero dizer que se você não gostou é porque você não entendeu e é burro ou preguiçoso. Nada disso! Apenas que é um livro singular e que, um pouco semelhante a literatura clássica, exige uma participação maior do leitor do que os livros de ficção mais populares que estamos acostumados.

Considerações finais: Eu amei esse livro porque é aquele livro que em cada detalhe se esconde uma interpretação e uma analogia. Ao mesmo tempo é um livro de camadas, o que quer dizer que você pode lê-lo superficialmente ou ir explorando cada camada de significados que ele pode trazer. Essa história traz uma nostalgia gostosa da nossa infância e mostra como cada experiência pela qual passamos tem um peso na nossa vida. O autor trabalha a visão fantástica que uma criança tem dos acontecimentos ao seu redor que ela não entende, ou que são muito fortes para serem entendidos. O caráter fantástico e perturbador da história pode não agradar a todos, e por isso mais de um vez a May disse que não recomenda este livro para quem está entrando em contato pela primeira vez com o autor, ou que não gosta muito de realismo fantástico e excentricidade. No entanto, eu “conheci” Neil Gaiman por essa história e não podia ter dado mais certo. Eu dei 5 estrelas e favoritei, mal posso esperar para ler mais de Neil Gaiman.

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E vocês leitores? Já leram esse livro? Têm vontade de ler? Ou alguma outra história do Neil Gaiman. Me deixem seus comentários e sugestões.

Beijos e até o próximo.

Discussão: Classificação indicativa para livros

Olá gente,

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Nesse mês começa no blog um projeto de Blogagem Coletiva que eu estou participando junto com essas meninas queridas:

Ana e Bia do blog Na Sua Estante

Luma do blog Antes das Cinco

Beta do blog Livro com Pão de Queijo

Thayenne do blog Entre óculos e livros

Maria Fernanda do blog Photo and books

A gente apelidou o projeto de Divã Literário, e cada mês a gente vai escolher um tema para sentar no nosso Divã e discutir. Então eu sempre vou deixar o link das meninas para vocês passarem lá pra ver a opinião delas também, né? E depois comentar a sua opinião.

O tema escolhido para esse mês foi: Classificação indicativa para livros.

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Eu pensei e pensei e pensei sobre esse assunto e para mim foi difícil formar uma opinião. Acho que existem argumentos válidos de ambos os lados, e aqui vão os meus.

Ao mesmo tempo que eu acho que nem todo o livro deve ser lido por todo o tipo de pessoa de qualquer idade, eu também sou o produto da minha formação que diz que a literatura tem que ser universal, ou seja, para todos. Sei que isso é meio complicado. Mas, no final das contas, eu sou contra que haja uma classificação indicativa em livros, como há em filmes, por exemplo. Não sei nem se sou a favor de classificações como: infanto-juvenil, YA, New Adult, “Old Adult” e sei lá mais o quê. E vou explicar o porquê.

Pra mim essas classificações são puro marketing, e um marketing falho. Afinal, Harry Potter é infanto-juvenil, certo? Foi feito para esse público, crianças e jovens, certo? Será que essa classificação não restringe um pouco a obra? Meu pai adora Harry Potter por causa da fama que a série tem, mas duvido que ele leria um livro classificado de infanto-juvenil. Talvez, eu também não leria A Seleção se viesse escrito “recomendado para 12 anos”, ou algo do tipo.

Muita gente acha que deveria vir na contra-capa a indicação, mas sei lá, eu acho que isso restringe o livro e acho que os livros são um meio que deveria ser mais liberal que o cinema. Até porque no cinema, se tem uma cena de morte É uma cena de morte. Aquilo tem de ser mostrado de alguma forma e na maioria das vezes VER uma cena causa muito mais impacto do que LER uma descrição de cena (na maioria das vezes, tá? Porque existem muitas descrições tensas também, vide Suicidas).

 A Thay do Entre óculos e livros lançou uma questão no grupo que eu achei interessante: “Qual seria a idade “certa” para se ler determinados livros? Existe uma idade certa ou vai da maturidade da pessoa?” Eu gosto de pensar no universo da literatura como un universo livre, que dá liberdade de escolha para a pessoa ler o que quisr e, ás vezes, até se deparar com algo dentro de um livro que ela não leria se soubesse que estivesse ali, isso  abre a nossa mente. Quem sabe essa pessoa até não acabe gostando, não é mesmo? Ou descobrindo algo novo. 

Não acho que existem temas impróprios, mas diferente maneiras se abordarem certos temas. Os livros de YA contemporâneo mostram isso. Por exemplo, “As Vantagens de Ser Invisível” trata de abuso sexual de menores e talvez até estupro, mas é de uma maneira tão sutil que nem parece que tem. Mas se fossem colocar uma classificação, ela teria de ser para maiores de 18 anos, não é? E isso não acabaria com o propósito do livro, já que ele é YA? E ai, quando o tema “estupro” é para maiores de 18 anos e quando não é? Complicado, né? Porque a indicação não presta atenção no livro, mas no que tem no livro. Quantas vezes você assistiu um filme de indicação 16 anos e pensou: “nossa, mas não tem nada demais nesse filme”? Acho que essa classificação em uma leitura, que é muito mais subjetiva, seria um pouquinho complicada.

Pra mim a forma como você quer ler ou não sobre esses temas é escolha sua. Não acho que ler sobre algo “impróprio” vai matar alguém e quem se preocupa tanto com isso, ou os pais que se preocupam com isso podem com certeza prestar atenção antes de ler ou comprar um livro. Existem mil resenhas por ai, inclusive no meu blog e no blog das minhas amigas que eu citei lá em cima e muitas vezes a própria capa do livro já dirige o público. Pra mim a adequação depende da maturidade, mas não gosto da ideia de um livro ser restrito ou direcionado a uma certa idade ou a um certo público.

Enfim, eu sei que muita gente vai discordar de mim, mas eu quero ouvir as diferentes opiniões. E não deixem de passar nos outros blogs para ver a opinião das meninas também.

Beijos e até o próximo.

TAG: Halloween Literário

Olá Pessoas,

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Hoje eu vim fazer uma TAG que vi lá no canal Cabine Literária. Vamos, lá?

1. Qual seu livro favorito de terror ou suspense?

DSC00648Primeiro preciso dizer que qualquer coisa que o Edgar Allan Poe escreveu é o meu preferido, mas ele não escrevia romances então não vale (roubadinha básica). Se você quiser saber meus contos preferidos dele tem aqui. Mas, enfim meu livro preferido é Os Três da Sarah Lotz, que eu amei é maravilhoso, incrível, gostoso. Tem resenha aqui no blog e não é só pra fazer propaganda que eu escolhi não. Leiam esse livro pelo amor de Deus, não é somente o meu livro de terror preferido, mas um dos meus livros favoritos de todo o sempre.

2. Pra festa de Halloween, você precisa se fantasiar de um personagem de um livro. Qual será?

Acho que pode ser qualquer um, né? Então seria a Cealena de Trono de Vidro, se eu fosse magra e linda e loira. Mas como eu não sou, pode ser de Hermione mesmo, mais fácil.

3. Um personagem que não é de livro de terror, mas que você acha assustador.

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A feiticeira branca das Crônicas de Nárnia do C.S.Lewis. Não gosto dela não. rsrsrs

 
 

4. Vampiros ou lobisomens?

Vampiros, com certeza.

5. Se forem vampiros, qual o seu vampiro preferido da literatura? Se forem lobisomens, qual seu lobisomem preferido da literatura?

catbonesComo escolher só um? Não dá porque eu amo muito vampiros. Então tem o Drácula de Bram Stoker, o Bones de Night Huntress (Caçadora da Noite) da Jeaniene Frost, o Vishious de The Black Dagger Brotherhood (Irmandade da Adaga Negra) da J. R. Ward e o Eric de The Southern Vampire Mysteries (As Crônicas de Sookie Stackhouse) da Charlaine Harris.

6. Qual um livro de terror que você tem vontade de ler?

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O Iluminado do Stephen King. É uma vergonha alguém que gosta tanto do gênero quanto eu não ter lido nada dele ainda. Desonra pra mim, desonra pra minha família e desonra pra minha vaca.

 
 

7. Gostosuras ou travessuras? Diga um livro gostosura e um livro travessura.

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Um livro gostosura é o novo amor da minha vida Feita de Fumaça e Ossos da Laini Taylor. E travessura são os livros da Irmandade da Adaga Negra da J.R. Ward, meu “guilty-pleasure”.

 
 

E pra me vingar da Tag10 livros para 10 músicas eu vou marcar a Bia e a Ana do Na Sua Estante, a Bel do Daily Sweetness e a Fê do InLoveForWords. E todas vocês que queiram responder.

Quem fizer a TAG linka aqui nos comentários as repostas que eu quero ver.

Beijos e Feliz Halloween jack-icon

Na estante: A Estrada da Noite

Oi Gente, tudo bom? Hoje eu trago pra vocês mais uma resenha do nosso especial de Halloween. Já há algum tempo que estou lendo livros com essa temática, porque eu adoro e para preparar esse especial para vocês.

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Porque eu li: Eu li A Estrada da Noite simplesmente por me interessar pelo livro. Eu o via sempre nas livrarias e lojas online e ele sempre me chamou atenção. Pelo título e pela capa parece com o tipo de livro que eu gostaria de ler.

Como eu li: Eu li a versão física publicada pela Editora Arqueiro que tem 254 páginas.

O espaço: A história se passa nos Estados Unidos, começa em uma cidade no interior do Estado de Nova York e depois passa a ser em uma viagem de carro pelo Sul do país.

A históDSC00656ria: Jude Coyne é uma lenda do rock pesado dos anos 80/90. Hoje já com 50 anos, ele é divorciado e vive em uma casa perfeita com sua namorada/groupie Geórgia. Por uma simples questão de propaganda e marketing, ele coleciona artigos macabros e estranhos para manter sua pose de roqueiro. No entanto, ele não liga para essas coisas e só faz como “máscara” para a fama. Um dia, o seu assistente o avisa de um fantasma que está sendo leiloado em um site e pergunta se o interessa. Imediatamente, Jude compra o “artigo” e algum tempo depois ele recebe uma caixa em formato de coração com um paletó que pertencia a um morto e seu suposto fantasma. Logo coisas estranhas começam a acontecer.

Personagens:

Jude Coyne – Seu nome na verdade é Justin Cowzynski, o qual ele abandonou junto com sua família e sua casa no interior de Louisiana há uns 30 anos. Jude nasceu em um lar abusivo, com um pai cruel que o batia e uma mãe negligente que tinha medo do marido. Então, Jude fugiu e mudou de identidade, mais tarde se tornando o líder de uma banda de rock mundialmente conhecida. Ele é um cara negligente como a mãe, é alienado sobre as coisas e pessoas ao seu redor, ignorante e insensível. Mesmo assim, ele realiza um esforço consciente para ser diferente do pai. Parece que o seu jeitão durão e grosso de tratar as pessoas nada mais é do que uma proteção que ele desenvolveu ao ser criado nesse lar violento.

Geórgia (Marybeth) – É a namorada da vez de Jude. O comportamento alheio do roqueiro fez com que a mulher se divorciasse dele, e então, ele começou a “colecionar” fãs de seus shows que ele namorava por algum tempo até cansar e depois as trocar. Ele chama cada menina pelo nome do estado de onde elas vêm, assim Marybeth é Georgia e Anna McDermott é Florida. Ela começa o livro como Geórgia, apenas outra “groupie” interesseira do interior que quer uma aventura com o astro do rock que é fã. Ela tem um comportamento alheio e violento como o de Jude, mas a partir do momento em que os desafios começam a aparecer ela começa a demonstrar ser mais cuidadosa e leal. Passa (ou volta) a ser Marybeth.

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Desenvolvimento: O desenvolvimento da história não é nada convencional e clichê. O leitor começa o livro tendo uma expectativa e essa é completamente desconfigurada pelo autor. Embora sombria, a história não dá muito medo. No começo pensamos ser uma história comum de fantasma, mas ela se desenvolve para ser mais uma crítica a lares e relacionamentos abusivos.

O que eu achei: O começo do livro é um pouco arrastado e eu achei que demorou para chegar a parte em que eles caem na estrada e que é quando realmente “começa” o livro, já que essa viagem é citada na sinopse atrás do livro. A partir daí o livro começa a ficar interessante e fluir melhor, mas já é quase que a metade do livro.

Eu gostei muito do desenvolvimento da história e dos personagens, mas entendo porque muitas pessoas não gostaram desse livro. Realmente há uma quebra na expectativa do leitor quando ele percebe que a história não é uma história de fantasma convencional. No entanto, acho que a quebra de expectativa foi proposital e não foi decepcionante para mim, só diferente do que eu imaginava. O fantasma que é grande parte da história, descobrimos, não causa medo por ser um fantasma, mas por ser irrefreável. Achei uma história bem comum com um desenvolvimento bem incomum. Se você quer uma história de terror pra ter medo, esse não é o livro pra você.

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Considerações finais: Eu gostei muito do desenvolvimento da história, por ser bem incomum. Realmente não é o que esperamos ao começar a ler o livro. Algo que eu achei muito interessante é o título em inglês ser “Heart-shaped box” (caixa em formato de coração), achei o título em português mais cabível, mas entendi o sentido do em inglês também.

Eu dei 4 estrelas para o livro e em geral gostei. Apesar do começo muito arrastado, tudo que eu esperava da história e várias explicações vem nos primeiros capítulos, então você fica meio que sem saber o que esperar do livro. Gostei desse “sobrenatural” de natureza mais crítica. Achei bem diferente.

O que acharam? Já leram ou querem ler algum livro dessa temática? Estou esperando a opinião de vocês, me deixem aqui nos comentários.

Beijos e Feliz Halloween. jack-icon