Série terminada: Feita de Fumaça e Osso

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Olá pessoal,

Estou aqui para compartilhar a minha experiência lendo a Série Feita de Fumaça e Osso da Laini Taylor. Eu já havia feito a resenha do primeiro e do segundo livro aqui no blog (link para a resenha) e prometido uma mini-resenha quando eu terminasse a série.

Eu demorei alguns meses para pegar o livro de conclusão da série Sonhos com Deuses e Monstros porque eu fiquei um pouco desanimada depois de acabar o segundo. Não que o livro seja chato, mas achei meio pesado. A escrita da Laini Taylor, como eu já mencionei na resenha, é um pouco mais rebuscada do que estamos acostumados e ela não tem pressa em escrever suas histórias. Portanto, depois de ler o primeiro e em seguida o segundo, eu tive quase certeza que se eu pegasse o terceiro não iria gostar muito, sabe? Ás vezes, você precisa deixar a história descansar um pouco, sentir saudade dos personagens e foi isso que eu fiz.

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Então, em abril decidi voltar à história. Já havia visto muitas pessoas descrevendo o seu desfecho como satisfatório. E não entendia como, mas agora entendo. Foi exatamente o que eu achei. O livro tem passagens de tirar o fôlego, partes surpreendentes e incríveis sim! Foi um final bem legal e interessante. A escrita linda da autora me fez chorar em várias partes. Mas, não foi surpreendente. Foi satisfatório.

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Uma coisinha que me incomodou um pouquinho foi o romance. Geralmente, reclamamos pelo excesso, eu reclamo aqui pela falta. Ficamos o livro inteiro esperando e torcendo pela aproximação do casal, mas isso acontece lentamente. Gosto que o livro não é focado no romance, embora este seja o estopim de toda a história, mas o pay-off (quando realmente o casal fica junto) demora MUITO. Literalmente, a autora nos deixa sofrendo (e os deixa sofrendo) até a última página! Achei sem necessidade.

Fora uma parte no finalzinho. Depois que os conflitos que conhecemos da  história principal acaba, e um segundo antes do pay-off do romance, a autora colocou um plot-twist e um outro conflito que eu achei desnecessário. Talvez ela pensasse em escrever um próximo livro pra desenvolver aquela parte ali no finalzinho, mas sendo a conclusão da história achei extremamente desnecessário e só serviu para prolongar o sofrimento dos personagens e dos leitores. Não sei se consegui me expressar corretamente, mas quem leu sabe do que eu estou falando. Por mim essa foi uma falha grave da autora ali. Ela poderia ou ter desenvolvido mais aquele conflito no decorrer do livro, ou simplesmente tirado, e resolvido aquele núcleo da história (Stelians) de uma maneira mais simples.

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Mesmo assim, eu gostei bastante do livro. E dei 4,5 estrelas, 5 no Goodreads. Ainda sim, o meu preferido é o primeiro. E eu RECOMENDO demais a série.

Nem preciso dizer que eu gostaria muito que a autora continuasse a história, já que ela colocou todo esse conflito gigante nas últimas páginas do livro era teria espaço para desenvolver outra história, e quem sabe um spin-off. Gostaria muito de ter mais contato com a Karou e o Akiva, eles são personagens incríveis!

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Quem já leu, deixe sua opinião para podermos discutir essa série e quem ainda não leu, leia! Eu tenho certeza que você nunca leu nada como essa história.

Beijos e até o próximo.

 

5 livros que você não leu, mas deveria ter lido.

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Olá pessoal,

Sabe aqueles livros que não são muito conhecidos, mas um dia você lê e adora? Não são muito falados no booktube, ou no insta, pouca gente conhece; e você não entende como? E aí você pensa: como posso ser a única que conhece esse livro!? Será que só eu li e amei?

Então, hoje eu trago pra vocês as minhas cinco dicas de leitura de livros não tão conhecidos, mas que, na minha opinião, são maravilhosos. Vamos lá?

1.Feita de Fumaça e Osso – Laini Taylor.

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Se você já leu meu blog, ou me conhece um pouquinho na vida real, já deve estar cansado de me ouvir falar desse livro. Eu não canso mesmo (hehe) de espalhar por ai o quanto esse livro é maravilhoso! Ele realmente é pouco falado por aí, mas quem leu: amou.

Apesar de ser um livro YA (faixa etária de 14 a 21), a linguagem da Laini Taylor é uma das mais lindas e trabalhadas que eu já li. Parece que você está lendo um clássico. Talvez por isso não tenha agradado as grandes massas, mas se você gosta dessa literatura um pouco mais “pensada”, eu recomendo.

É um livro de fantasia, e se você curte o gênero te digo: você nunca leu uma fantasia tão única quanto essa! Se você quiser saber mais sobre ele, tenho uma resenha completinha e sem spoilers aqui no blog.

2. O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

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Este livro se tornou o meu livro preferido da vida. Um romance bem curtinho daqueles que faz você pensar em questões que você nem sabia existirem na sua cabeça, sabe? Ele é um realismo mágico bem estilo Gaiman mesmo, mas ao mesmo tempo diferente de tudo que eu já li, inclusive das obras do autor.

Pelo o que eu vi por aí, esse livro é um caso de amor e ódio. Quem leu ou odiou, ou adorou. Mas também não vejo por aí muito gente declarando amor eterno não, rsrsrs. Também acho que por ser de um gênero complexo, como o realismo fantástico, não é um livro para todo mundo. Apesar de ser um livro tecnicamente infantil, você precisa de uma certa maturidade literária para lê-lo e mesmo assim pode não gostar.

A trama criada por Neil Gaiman é tão simples e tão complexa ao mesmo tempo, tão infantil e tão adulta, que me fez cair apaixonada por essa história. Também recomendo (se você sabe inglês) ouvir o audiolivro narrado pelo próprio Gaiman. Se você quiser saber mais, também tem resenha sem spoilers aqui.

3. Os Três – Sarah Lotz

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Este livro me surpreendeu bastante. Eu comprei porque achei a história intrigante e a edição toda preta super linda. Confesso que esperava um mistério interessante, mas nada tão impressionante quanto encontrei.

É um livro meio de mistério meio de terror. Dentro encontramos outro livro que conta a história de uma tragédia misteriosa e vai mostrando suas consequências. Eu fiquei bem impressionada por esse ser um livro de estréia dessa escritora. Imediatamente, eu quis procurar outras coisas dela para ler, mas não tinha na época.

Além da ideia super original, do mistério bem construído e da narração diferente, o que me surpreendeu é que o livro não gira só em torno do que aconteceu, mas nos faz pensar na amplitude que uma tragédia mal explicada pode ter nas pessoas. O romance trata de misticismo, religiosidade, fanatismo e o medo do desconhecido. A resenha que eu fiz dele está aqui no blog, para quem quiser saber mais da história.

4. O Símbolo Perdido – Dan Brown

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Não escondo de ninguém que eu gosto muito de Dan Brown. Falem o que falem os haters fanáticos que odeiam o escritor e chamam seus leitores de burros, eu tenho formação e estudos literários o suficiente para saber que não são obras genias, mas também são livros bem escritos e interessantes. Eu particularmente adoro como ele mistura história e simbolismo com as tramas modernas em suas histórias e o defendo como bom escritor.

Apesar de ser um escritor bem famoso, acho que sua obra menos comentada O Símbolo Perdido, é também a sua obra de melhor qualidade! Interessante, não é mesmo? Entre todos os seus livros -sim já li todos- este é o meu preferido. O mais complexo, mais surpreendente das tramas do professor Robert Langdon. Este livro foi um pouco encoberto pelo sucesso de Inferno, que vai ter adaptação cinematográfica e tudo, mas na minha opinião é muito melhor que ele. O vilão é maravilhoso e complexo. A trama super bem amarrada e com partes muito surpreendentes.

5. O Colecionador – John Fowles

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Infelizmente, este livro não tem publicação recente aqui no Brasil. Por algum motivo, as editoras pararam de publicá-lo. O que é uma pena, pois é um livro incrível! Por outro lado, você pode encontrá-lo facilmente em sebos e na estante virtual.

Esse romance tem um caráter mais realista e psicológico. É daqueles livros que o autor realmente te coloca dentro da cabeça dos personagens, inclusive do “vilão”, e te mostra que a mente humana é muito mais complexa do que você imagina. Sem perceber, você está simpatizando com o vilão e odiando a mocinha, mesmo sabendo que deveria ser o contrário. Acho muito interessante esse tipo de narrativa que tira a gente daquele pensamento “preto no branco”, e nos faz perceber todas as áreas cinzas ao redor.

Existe um filme famoso da década de 60 com o mesmo nome, o qual foi baseado neste livro. Recomendo muito assistir esse filme e a leitura do livro, pois o livro mostra mais do psicológico dos personagens.

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Que livros “desconhecidos” vocês amam e recomendam? Me deixem suas sugestões de leitura.

Beijos e até o próximo.

5 coisas que eu aprendi com “Yes, Please”

Olá pessoal,

Hoje, eu quero falar sobre as 5 coisas que eu aprendi lendo o livro: Yes, Please da Amy Poehler. Um livro sensacional e muito engraçado que eu acho que todos deveriam ler.

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1. “Good for her! Not for me.

Acho que a principal coisa que eu aprendi é o que a Amy chama do motto que todas as mulheres devem repetir para si mesmas: “Bom pra ela! Não pra mim.” No mundo competitivo que vivemos hoje, é muito difícil não cair na armadilha de querer ser igual a todo mundo e, principalmente, se provar melhor que os outros. Bom, eu odeio competitividade e competição exagerada, e odeio ainda mais quando alguém vem casualmente querer ser melhor que você: “Eu corri só 10 km hoje, estava cansada.”, “Eu só li 10 livros esse mês, tive muita coisa pra fazer.”, “Eu comi um tomate inteiro hoje, acabei com a dieta.”, “Estou usando 38! Estou muito gorda.”, etc. Essas coisas geralmente me fazem sentir muito mal comigo mesma. Me sinto um fracasso porque eu só consigo correr por 2 minutos, ler 3 livros no mês pra mim já é muito (e exige algum esforço da minha parte), como arroz, feijão e bife e uso 46, mas não deveria ser assim. A gente esquece de que… e daí? Talvez a pessoa nem faça isso mesmo e esteja mentindo para chamar atenção, ou talvez ela faça mesmo e ai você repete: “Bom pra ela! Não pra mim.”. Não é porque os outros fazem ou são algo, que obrigatoriamente isso faz sentido pra sua vida. Ai ai, quando você aprende isso, é como um peso que sai das suas costas.

2. “Learn how to live with your demon.”

Segundo a Amy (e eu concordo 100%), todos temos um demônio na cabeça que fica repetindo coisas como: “Você é feia.”, “Você não merece.”, “Você não vai conseguir.”, “Fulano é muito melhor que você.”. Então, o que acontece é que nós ficamos ouvindo esse demônio e acabamos acreditando no que ele fala. Quanto mais você o alimenta, mais ele cresce e fica forte e começa a ocupar um maior espaço na sua cabeça. Ou então, você pode simplesmente deixar ele pra lá. Ele nunca vai sumir, mas mesmo assim quando ele disser: “Você está gorda.”, você pode concordar e ficar triste ou responder: “Estou mesmo, mas eu vou por essa minissaia e vou me divertir mesmo assim”. Ou “Tá bem, tá bem, eu sei que eu sou feia, mas agora estou ocupada aqui com esse gato, então mais tarde a gente se fala”.

3. “What your currency is going to be?”

“If you are lucky, there is a moment in your life when you have some say as to what your currency is going to be. I decided early on it was not going to be my looks. Decide what your currency is early. Let go of what you will never have. People who do this are happier and sexier.” (Amy Poehler)

“Se você tiver sorte, haverá um momento em sua vida que você vai entender qual é o seu ponto forte. Eu decidi bem cedo que o meu não seria a minha aparência. Decida qual o seu ponto forte cedo. Deixe pra lá o que você nunca vai ter. Pessoas que fazem isso são mais felizes e mais sexy. (Tradução livre)

A Amy me fez ver que realmente é importante você decidir qual é seu ponto forte e o que você nunca vai ser. Ninguém é bonito, inteligente, engraçado, corajoso, persistente e tudo de bom ao mesmo tempo. Mas, todos temos algo que nos define, o nosso ponto forte, algo em que nós somos muito bons. Então, ao invés de tentar depender seu sucesso em algo que você não é, ou não tem, aceite que isso é normal e invista nas qualidades que você já fazem parte de você.

4. “An apology is a glorious release.”

Pedir desculpas nem sempre é tão fácil. Existem vários cenários. Ás vezes, você sabe que está errado, mas seu orgulho não deixa você se redimir. Ás vezes, você pode simplesmente não perceber que está errado. Às vezes, você quer que a pessoa admita que está errada antes. Ou ás vezes, você simplesmente tem vergonha de admitir que está errado. Mas, nada pior do que viver com aquela nuvem preta de angústia sobre sua cabeça, sabendo que algo não está certo. Isso é um exercício para a vida, mas a Amy me ensinou que nunca é tarde para admitir que você errou e pedir desculpas.

5. “God punished us with the gift of being able to fake it.”

O capítulo “My World-Famous Sex Advice” (Meu mundialmente famoso conselho sobre sexo – trad. livre) foi provavelmente o que eu mais ri no livro inteiro. A autora realmente soube sintetizar e tratar de uma maneira bem relax e normal os seus concelhos tanto pros homens quanto pras mulheres. Mas, uma coisa que eu aprendi é que a gente não deve ficar se cobrando e pensando muito sobre o que deve ou não acontecer nesses momentos íntimos. Muitas vezes, nós mulheres botamos essas cobranças gigantes na nossa cabeça, baseadas em romances e revistas totalmente idiotas que nos fazem acreditar que vamos ter um orgasmo fantástico na primeira vez e orgasmos múltiplos a partir da segunda vez. Mas, não é bem assim. E quando admitimos isso para nós mesmas, que nem sempre vai acontecer, podemos aproveitar muito mais a viagem sem ficar nos focando em “chegar lá”.

9780062350886_p0_v4_s260x420Esse livro é recomendadíssimo! Eu ouvi ele em audiobook, o qual é narrado pela própria Amy! Várias vezes me peguei rindo alto com ela, mas ao mesmo tempo ela não tem um humor forçado ou sarcástico. Gostei muito do formato porque eu tenho certeza que é mais proveitoso que o livro físico. Esse livro é meio que uma biografia, uma auto-ajuda, uma comédia e uma lição de vida em um livro só. Eu dei 4 estrelas e já estou órfã de ter a Amy (virou íntima) como companhia de academia ;(.

Beijos e até o próximo

Resenha/Discussão: O Sol é Para Todos

Olá pessoal, tudo bem?

Pensar que essa resenha já estava programada para essa semana e na sexta-feira a autora Harper Lee faleceu. Então, fica aqui minha singela homenagem e resenha para essa autora fantástica.

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Contexto: Harper Lee nasceu em 1926, em uma cidadezinha do Alabama, nos  Estados Unidos. Segundo ela, foi essa própria cidadezinha Monroeville, seus habitantes e um caso ocorrido em uma cidade próxima que serviram de inspiração para o seu romance. O livro O Sol é Para Todos foi lançado em 1960 se tornando um sucesso imediato, ganhando o Prêmio Pulitzer de Literatura apenas um ano após sua publicação. É considerado um dos melhores romances do século XX, o que lhe rendeu a posição de clássico muito mais rápido do que qualquer outro romance na história. Hoje, O Sol é para Todos é um pilar da literatura americana e leitura obrigatória para todos.

O Espaço: A história acontece em um pequeno município no sul dos Estados Unidos, Maycomb, no Alabama. E se passa em 1930.

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A história: A família Finch é uma família tradicional de Maycomb, onde ser tradicional importa mais que qualquer coisa. A história é narrada por Scout, a filha de 9 anos de Atticus Finch, um “famoso”advogado da cidade. Scout narra os acontecimentos que precederam e sucederem um importante caso que aconteceu na cidade: um homem negro foi acusado de estuprar uma mulher branca e Atticus ficou responsável por defendê-lo, o que foi visto de maneira muito negativa pela sociedade conservadora e preconceituosa da região.

Personagens:

Scout é uma menina muito arteira e nada feminina. Por isso, ela ás vezes é vista com maus olhos pela sociedade. Ela tem um irmão mais velho, o Jem, quem ela admira e passa a maior parte do tempo junto. Por ser filha de um advogado, ela é bem madura e astuta para a sua idade. Ela começa a contar a história com 9/10 anos, narrando os acontecimentos a partir dos seus 5 anos de idade e no decorrer da história entendemos a importância que esses acontecimentos têm.

Atticus é talvez o personagem mais significativo do livro. Como pai viúvo e advogado, ele cria seus filhos de uma maneira bem direta, explicando e ensinando tudo que os meninos têm curiosidade em saber. Atticus é um personagem muito a frente de seu tempo e da mentalidade da maioria dos cidadãos de Maycomb. Ao contrário de todos os outros personagens, ele não julga as pessoas pela reputação delas, mas sim pelo o que elas são, o que tenta passar para os filhos constantemente.

Boo Radley é um homem que vive recluso em uma casa perto dos Finch. Ele é um grande mistério no livro. Scout e Jem desenvolvem certa obsessão em saber sobre e ver Boo, e suas tentativas frustradas só aumentam sua curiosidade. Com o tempo, mesmo sem vê-lo, as crianças desenvolvem um relacionamento amistoso com o homem, que vai fazer toda a diferença no decorrer da história.

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O julgamento: O ponto principal e maior divisor de águas da história é o julgamento de Tom Robinson. Tom é um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca Mayella Ewell, filha de Bob Ewell, e pertencente a uma das famílias mais problemáticas e carentes da região. No início, Scout e Jem se incomodam profundamente por o pai estar defendendo um homem negro, o que não é nada bem visto nos anos 30. Eles passam por vários problemas e ridicularizações por causa da atitude de seu pai, tanto na escola como de conhecidos. No entanto, após conversar com as crianças elas acabam aceitando de alguma forma e até indo clandestinamente assistir o julgamento e torcer pelo pai. Logo, eles percebem que apesar de os fatos mostrarem claramente que Tom é inocente, o fato de ele ser negro não permite que as pessoas enxerguem ou aceitem isto.

Desfecho: No decorrer da história, principalmente após o julgamento e seus desdobramentos, as crianças vão amadurecendo e compreendendo mais sobre tolerância, preconceito e justiça. Scout, particularmente, começa a enxergar como o racismo, o preconceito e o julgamento naquela sociedade fazem com que as pessoas fiquem cegas ou simplesmente não queiram ver, pois é muito mais fácil concordar com algo errado do que lutar pelo certo. No final do livro, percebemos um crescimento e uma maturidade na personagem que não estava ali no começo do livro, apesar de ela já ser um personagem mais maduro com pouca idade. Acompanhar esse crescimento e essa perda de inocência da personagem é uma das coisas mais fantásticas desse livro.

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Discussão: É muito interessante como a autora trabalhou a voz da personagem narradora que é uma criança. Apesar de enxergarmos o caráter infantil de sua fala, este não é exagerado e infantiloide. A sagacidade de Scout (saber ler antes de ir pra escola, por exemplo) e seu convívio com Atticus, ambos se fazem presentes em seu discurso. Esse discurso também vai se modificando de acordo com os acontecimentos do romance e foi uma das questões mais interessantes para mim; o discurso muito verossímil dessa personagem: inteligente, astuto, curioso, mas sem deixar de ser infantil.

O livro trata claramente da questão do preconceito, não só do preconceito racial, mas claramente todos na cidade tem certa reputação e são conhecidos por algo, seja pela família, por algo que faz, pelo jeito que vive, e são julgados constante e injustamente por isso.

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Outra questão interessante é o personagem de Atticus, que parece ser o único que não se encaixa nesse modo “preconceituoso” daquela sociedade e tenta influenciar os filhos a serem do mesmo modo. Ele sempre procura saber coisas das pessoas que ninguém sabe e assim quebra esse estigma. Com o tempo, seus próprios filhos vão aprendendo isso, e perdendo o preconceito que têm com os vizinhos, com os colegas de escola e até com o próprio pai.

O título original desse livro é um dos títulos mais interessantes e bonitos que eu já vi. “To kill a mockinbird”, ou matar um rouxinol, é a uma metáfora linda para remeter a perda da inocência e o senso de julgamento das pessoas do livro. Acho lindo.

Quem já leu esse livro ou quer ler deixa a sua opinião aqui nos comentários.

Beijos.

TAG: The Liebster Awards

Olá, minhas pessoinhas lindas.

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Primeiramente, eu gostaria de pedir desculpas por postar tantas TAGs juntas. Além de ser carnaval, eu tive umas semanas bem difíceis e não consegui postar no blog. Sinto muito. Mas resenhas estão vindo.

Então, eu fui marcada pelo blog Mini Mundo e pelo Minha Locadora de Ideias para responder essa TAG que tem como objetivo conhecermos melhor blogs pequenos, achei esse iniciativa muito legal.

Regras:
– Inserir no post a imagem com o selo Liebster Award.
– Escrever 11 fatos sobre você.
– Responder as perguntas de quem indicou a TAG.
– Indicar de 11 a 20 blogs com menos de 200 seguidores para responder.
– Fazer 11 perguntas pra os blogs que você indicar.
– Linkar de volta quem te indicou!

Então vamos lá:

11 fatos sobre mim:

  1. Eu não gosto de nenhum tipo de esporte e atividades físicas.
  2. Já fui bailarina e usei ponta.
  3. Tenho 4 pinos de titânio no meu tornozelo esquerdo, graças a uma fratura séria.
  4. Eu falo muito sozinha.
  5. Eu tenho vários romances começados, mas nenhum terminado.
  6. Sou libriana: indecisa e chorona.
  7. Eu e meu namorado nos conhecemos pela internet quando eu tinha 14 anos, mas só começamos a namorar quando eu tinha 22.
  8. Não sei andar de bicicleta e nem faço questão.
  9. Eu não tenho uma amiga estilo bff, já tive várias, mas nunca deu certo.
  10. Eu tenho muito medo (fobia mesmo) de palhaços.
  11. Eu não uso produtos cosméticos que são testados em animais.

Perguntas para responder:

(como eu fui “tagueada” por duas pessoas vou responder das duas porque não queria deixar nenhuma das meninas na mão, mas você só tem que responder de quem te “tagueou”.)

Perguntas da Izumi Y do Mini Mundo:

1. O que mais você gosta de fazer nas horas vagas?

Eu gosto de ler, ouvir música, escrever e assistir filmes e séries.

2. Um blog que te inspira.

O Just Lia pelo conteúdo sempre novo.

3. Filme Preferido.

O Estranho mundo de Jack.

4. Um ponto positivo e uma negativo de ser blogueira.

Positivo: você poder se expressar e compartilhar a sua opinião. Negativo: dá muito trabalho manter o blog atualizado e ao mesmo tempo o retorno é mínimo.

5. Como você administra seu tempo para continuar com o blog?

Eu tento atualizar o blog pelo menos duas vezes por semana e quando eu paro para escrever posts já escrevo vários de uma vez, não pode ter preguiça.

6. Quais são seus objetivos no momento?

Meu principal objetivo no momento é focar e fazer crescer minha vida profissional.

7. Para quais lugares tem vontade de viajar?

Muitos! Quero muito voltar para todos os países que já conheci (Inglaterra, França, Espanha e Itália) e também conhecer Nova Iorque e Orlando, e o leste europeu.

8. Qual o seu livro preferido?

O Oceano no Fim do Caminho do Neil Gaiman.

9. O que você faz quando está triste?

Tento ler ou ver séries, algo para tirar minha mente da tristeza.

10. Qual é o signo?

Eu sou de libra com lua em gêmeos, ascendente em gêmeos e Vênus em leão.

11-Qual música pode servir de trilha sonora para sua vida nesse momento?

Out of the Woods da Taylor Swift.

Perguntas da Liz do Minha Locadora de Ideias.

1) Qual seu gênero literário favorito?

Ai que difícil, acho que é fantasia. Mas também amo thrillers e suspense.

2) Com quantos anos começou a se interessar por leitura?!

Não lembro direito, mas acho que foi com 12 anos. Até ai, eu odiava ler.

3) Qual era o intuito inicial do seu blog?

Me expressar e postar sobre tudo que me interessasse.

4) Está lendo algum livro atualmente? Se sim, qual?

Sim, American Gods do Neil Gaiman.

5) Qual seu filme favorito? Por quê?

O Estranho Mundo de Jack. Porque eu adoro toda a atmosfera do filme, as cores, as músicas, a história, me identifico kkk.

6) Qual o seu maior sonho?!

Ser financeiramente independente com um emprego que eu ame e possa viajar bastante.

7) Quando inicia um livro, o que espera dele?!

Que me surpreenda de alguma forma.

8) Qual o seu autor/autora favorito?

Edgar Allan Poe.

9) Qual adaptação para o cinema foi sua maior decepção?

A 5ª onda =(

10) Qual seu passatempo favorito?!

Ler, escrever, e ver séries e filmes.

11) Se pudesse escolher um lugar para morar, onde seria?!

Londres, com certeza absoluta.

***Perguntas para os blogs indicados:***

  1. Se você pudesse fazer qualquer coisa hoje, independente do dinheiro, tempo ou etc, o que você faria?
  2. Qual o último livro 5 estrelas que você leu?
  3. Se pudesse levar só um livro para uma ilha deserta, qual seria?
  4. Cite um livro que você sente que você teria escrito ou terminado de uma forma melhor. E Por quê?
  5. Se pudesse ter um poder mágico, qual seria?
  6. O que faz o seu coração bater mais forte?
  7. Qual o último filme realmente fantástico que você assistiu?
  8. Relacione uma música que você acha que combina perfeitamente com um personagem ou história.
  9. Realismo ou Fantasia?
  10. Qual seu autor/autora preferido?
  11. Cite um livro que parece que todo mundo ama menos você e outro que parece que só você ama.

*Blogs Indicados para Responder:*

Uffa. Espero que todos os blogs possam responder e vamos nos ajudar a crescer.
Beijos.