Resenha: E não sobrou nenhum – Agatha Christie

Oi gente, tudo bom?

Vocês já devem ter percebido que eu amo livros de mistérios, né? Bom então não podia passar o meu especial sem uma resenha da rainha do crime Agatha Christie.

Porque eu li: Esse é um livro da autora que todos sempre recomendam e que eu estava muito curiosa para ler, pois a premissa é bem intrigante.

Como eu li: Eu li pela cópia física e em inglês da editora inglesa Harper Collins. Como eu comprei o livro em Florença (sim, sou chique assim), eu não sei se a edição pode ser encontrada aqui. Mas, os livros da autora são bem fáceis de achar.

O espaço: A história se passa em uma pequena ilha de propriedade privada chamada Ilha do Soldado. Existe uma grande repercussão sobre essa ilha por já ter sido comprada por uma atriz famosa e a quem ela pertence é atualmente um mistério.

A história: A história começa quando 10 pessoas diferentes são convidadas de maneiras distintas para passar um tempo na Ilha do Soldado. As circunstâncias dos convites são um pouco misteriosas, alguns são convidados a trabalho outros a lazer, mas nenhum deles parece conhecer ou se lembrar do anfitrião. Chegando à ilha, eles se deparam com a ausência de quaisquer pessoas que não eles próprios. Em todos os quartos há um poema sobre dez soldadinhos e na mesa de jantar 10 soldadinhos de porcelana. Conforme mortes misteriosas começam a ocorrer, os visitantes da ilha percebem que as mortes acontecem como no poema e que a cada morte um soldadinho de porcelana desaparece da mesa.

Personagens: Os dez personagens são bem distintos. Um médico, um juiz, uma professora, um ex-detetive, etc todos ali em uma situação de tensão e medo. Acho isso sempre muuuuuito interessante.

Desenvolvimento: Eu gostei muito do desenvolvimento da história. A autora faz você desconfiar até da própria sombra. A cada capítulo eu desconfiava de uma coisa, de uma situação, de uma pessoa, só para mudar totalmente de opinião no próximo. Chegou até o ponto que a história estava a 10 páginas do final e eu ainda não tinha ideia do que tinha acontecido! Maravilhoso.

O que eu achei: Achei o começo em que ela apresenta os personagens e eles chegam a ilha um pouco lento, mas nada diferente da maioria dos livros e não dura muito.  Em geral, esse livro passa bem rápido (a minha edição de bolso tem 317 páginas), principalmente depois que o mistério começa a se desenvolver, aí você não quer largar. Me senti em uma partida do jogo Detetive, mas que ao invés de haver um só crime, a cada rodada um dos suspeitos morre ao mesmo tempo em que os outros estão tentando achar o culpado.

Considerações finais: Achei genial. Eu adorei como chegou no final do livro e eu ainda não tinha desvendado o mistério! Se não fosse por uma espécie de epílogo, eu acho que nunca saberia 100%. Depois que você fica sabendo é meio óbvio, mas é surpreendente que todas as pistas estavam ali e eu não imaginei. Esse é exatamente o tipo de livro policial que eu amo, aquele que te surpreende e faz você prender a respiração antes de virar a página. Tirando o comecinho que eu demorei uns dias, a partir a página 100 eu li direto sem conseguir largar pra dormir.

Agatha Christie te mantém vidrado no livro até a última página, até a última palavra e por isso eu dei 5 estrelas para esse livro maravilhoso que fecha o nosso mês do horror.

O que vocês acharam? Já leram alguma coisa da Agatha Christie ou pretendem ler? O que acharam do mês do horror aqui do blog? Me contem.

Beijos e Feliz Halloween jack-icon

TAG: Halloween

Olá pessoas, tudo bom?

Outra TAG pra vocês. Essa eu achei no blog Anna vs. Life e eu traduzi pra poder fazer e adaptei algumas perguntas.

constantine-poster1) Qual o seu filme de terror favorito?

Não sei se é considerado um filme de terror, mas meu favorito é Constantine. Pra mim é terror porque eu não assisto muito porque tenho medinho dele. rsrsrsrs. Mas é um filme muito bom.

Scream-4-International-Poster-12) Se você estivesse em um filme de terror, quem você seria? O sobrevivente do final, o primeiro a morrer, o engraçadinho, o cético, o inteligente ou o aquele de quem todos desconfiam?

Eu acho que seria a primeira a morrer. Só acho. rsrsrsrs

202774193) O que mais te assusta?

Coisas sobrenaturais me assustam mais do que assassinos e tals. Minha avó sempre falava que a gente deve temer os vivos mas não tem jeito.

4) Qual sua história assustadora favorita?

Eu gosto muito da história de Coraline.

Print5) Diga uma coisa incomum que você tem medo (Que geralmente outras pessoas não tem).

Eu tenho muito medo de palhaços desde que eu nasci. Eu sei que são pessoas vestidas de palhaço, mas se eu encontrar um palhaço na rua ou no circo ou numa festa infantil vou ter medo. Bonecos de palhaço, então! Valha-me Deus!

6) Se você fosse se vestir com uma fantasia assustadora de Halloween o que você escolheria?

Eu adoro bruxas e vampiros.

7) O que mais te faz tremer em filmes ou livros de terror? Vampiros, fantasmas, demônios, etc.

theravenEu gosto do gênero e por mais que espíritos e entidades me assustem, o que eu tenho pavor mesmo são pessoas possuídas e por consequência demônios. Se tiver alguém possuído no filme, pode ter certeza que eu não vou dormir por um mês.

8)Uma música que te assuste ou te lembre algo assustador.

Eu sempre fui meio roqueira e meu tipo preferiso é rock gótico e melódico (Evanescence, Nightwish, Within Temptation, etc). Mas cara essa é a música que se começa a tocar enquanto eu estou sozinha no escuro automaticamente eu penso que algo vai vir me assombrar. Apesar, eu gosto muito dela.

9) Você já brincou de uma brincadeira assustadora, como do compasso ou do copo? Ou já viveu uma “história assustadora”? Conte para nós.

os-outrosEu brincava muito da brincadeira do compasso e da loira do banheiro quando era bem mais nova. Era coisa de criança e meio modinha naquela época. Loira do banheiro era de boa, mas do compasso eu ficava com bastante medo embora não levasse muito a sèrio. Hoje eu acho que teria mais medo porque meio que sei que pode ser sério, na época eu achava super ok. Fico bege de saber que nos Estados Unidos vende aquela tábua Ouija como se fosse jogo da vida. =S Eu nunca jogaria aquilo.

Quando eu era pequena, eu brincava muito no segundo andar da casa da minha avó, e sempre achei ali meio assombrado. Uma vez fiz a brincadeira do compasso com as minhas amigas lá e depois que elas foram embora eu sentia uma coisa tão ruim, uma sensação de não estar sozinha. Eu brincava sempre lá de várias outras coisas, mas às vezes estava lá sozinha e sentia muito medo, descia as escadas correndo. rsrsrsrsrs. Sempre tentava me convencer que era besteira minha, mas até hoje não consigo ficar lá sozinha por muito tempo.

O QUE DÁ MAIS MEDO:

images10) Lobisomens ou Vampiros?

Não tenho medo mesmo de nenhum dos dois. Mas acho vampiros mais legais.

2053244411) Fantasmas ou Zumbis?

Fantasmas. Zumbis você pode fugir, lutar. A não ser que eles corram, ai ferrou.

200px-Dead_silence12) Bonecas ou Palhaços?

Nossa, vou dizer palhaços, mas bonecas também me dão arrepios. Uma boneca palhaço seria o game over da minha vida.

fre13) Freddy Krueger ou Jason Voorhees?

Freddy, com certeza, sempre achei bizarra essa ideia de ele vir e te matar dentro do seu pesadelo.

E aí gostaram? Eu me diverti muito respondendo essas TAGs e agora vou ali tomar banho de água benta só pra garantir rsrsrs. Se vocês responderem, me avisem para eu ver.

Beijos e Feliz Halloween.jack-icon

Resenha: Garota exemplar – Gillian Flynn

Oi Gente, tudo bem?

Ai vamos falar logo desse livro deuso que está tirando o meu sono. Valha-me senhor! Essa resenha vai ficar enorme.

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Porque eu li: Eu e toda via láctea já ouvimos falar de como a Gillian Flynn é maravilhosa. Esse livro em particular ficou bem famoso por causa do filme, e eu nunca tinha tido vontade de ler/assistir. No entanto, eu acabei comprando o “Objetos Cortantes” por indicação, e pensei: por que não ler garota exemplar se todos falam tão bem? Aí minha curiosidade falou mais alto e eu peguei o filme pra assistir com meu namorado. Aí antes de a gente assistir, eu decidi que tinha que ler o livro primeiro senão não iria querer mais ler depois de ver o filme. Aí depois de acalmar a libriana dentro de mim (e convencer o meu namorado, que já estava pronto e convencido de assistir o filme, a me esperar ler o livro), eu comprei o livro e li. =)

Como eu li: Eu li na versão física publicada pela Intrínseca. O livro é bem grandinho e tem 443 páginas. Só tenho uma reclamação dessa edição. Eu queria a edição que combinava com a capa de objetos cortantes e esta não exite mais. A editora mudou a capa para a capa do filme e eu odeio isso! Se não quisesse tanto ler não iria ter comprado.

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O espaço: O espaço é muito importante nesse romance em particular. A história se passa em uma cidadezinha do interior de Missouri, North Carthage, onde o personagem de Nick Dunne nasceu.

A história: Nick Dunne está um pouco cansado do seu casamento, mas nada demais. Ele continua convivendo com Amy em uma casa no interior do Missouri pra onde ele e a esposa novaiorquina se mudaram quando sua mãe ficou doente. No dia de seu quinto aniversário de casamento Nick sai de casa de manhã e recebe uma ligação rotineira do vizinho fofoqueiro de que a porta de sua casa está aberta. Nick não leva muito a sério, mas ao chegar em casa Amy não está e a sala se encontra completamente revirada. Nick chama a polícia e começa então a lidar com o caso de sua esposa perfeita e exemplar que sumiu, mas ele parece ser o único que não sente a mínima falta dela, e isso gera suspeitas.

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Personagens:

Nick Dunne é um garoto do interior que se muda para Nova York para seguir a carreira de jornalista. Ele conhece Amy Elliott em uma festa e os dois acabam se casando. No começo, o casamento é um sonho, mas após alguns anos e uma crise da qual os dois saem desempregados, as coisas começam a mudar um pouquinho. Eles são então obrigados a se mudarem para o Missouri para cuidar da mãe de Nick que tem câncer e do pai que está internado em um asilo. O casamento então chega a um ponto em que Nick está insatisfeito e ausente. No entanto, somente ele parece conhecer sua esposa a ponto de saber que ela não é tão exemplar quanto os outros a enxergam.

É uma época difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoa real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos de uma interminável máquina automática de personagens.

[…] Chegara ao ponto em que parecia que nada importava, pois não sou uma pessoa de verdade, ninguém mais é. Eu teria feito qualquer coisa para me sentir normal novamente.”

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Amy Elliott Dunne é uma garota perfeita de Nova York. Ela é rica, bonita e um modelo de como as outras garotas deveriam ser. Tanto que seus pais psicólogos fizeram carreira com uma série de livros chamada “Amy Exemplar” nos quais apresentam situações banais no dia a dia e uma protagonista impecável que sempre as resolve de maneira ideal, baseada em sua filha. No entanto, Amy é uma garota comum e se sente na sombra daquela personagem tentando ser sempre perfeita e agradar a todos a sua volta repreendendo a sua própria personalidade.

“[…]Gostaria que meus pais não estivessem recebendo um tratamento tão especial.[…] Sei que deveria ter pena deles, mas não tenho. Nunca fui para eles mais que um símbolo, o ideal vivo. Amy Exemplar de carne e osso. Não faça besteira, você é a Amy Exemplar. Nossa única. Há uma responsabilidade injusta que vem com o fato de ser filha única – você cresce sabendo que não tem o direito de desapontar, não tem nem o direito de morrer. Não há um substituto por perto; é você. Isso a torna desesperada para ser impecável, e também a deixa embriagada de poder. É assim que déspotas são feitos.”

Desenvolvimento: No decorrer da história, vemos Nick Dunne tentando lidar com a polícia e a mídia por causa do desaparecimento de Amy. Nick por ser o único que via a sua esposa do jeito que ela realmente era (não perfeita), acaba não sofrendo como os expectadores do caso esperariam de um marido que perdeu a esposa. Várias mentiras e comportamentos inapropriados acabam o transformando em principal suspeito. Paralelamente, acompanhamos entradas de Amy em seu diário achado pela polícia, no qual ela narra acontecimentos desde quando o casal se conheceu, até as crises mais recentes do seu casamento. Aos poucos, vamos descobrindo que um casamento aparentemente normal com alguns problemas é na verdade bem mais conturbado interiormente.

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O que eu achei: Achei o livro sensacional. Os personagens são muito bem construídos e de uma complexidade incrível, tanto que foi muito difícil escrever o tópico de personagens desta resenha porque eu simplesmente não consigo colocar nem o Nick nem a Amy dentro de uma caixinha e falar: ah eles são isso e isso, assim e assim. Eles são personagens completamente “outside the box“, e seus comportamentos não são nada previsíveis. Eu não achei a história tão surpreendente assim, mas acho que é porque eu já sabia o que estava por trás do desaparecimento. No entanto, acho que quem está lendo sem nenhum “spoiler” irá se surpreender com a segunda parte do livro. Mesmo quem já sabe que tem alguma coisa errada, se surpreenderá com o calculismo da situação e a construção desse mistério.

Considerações finais: O livro tem personagens maravilhosamente bem construídos e pra mim isso fez o livro. A história e o final surpreendem não por serem incrivelmente originais, mas pelo comportamento inesperado dos personagens. Também gosto como a Gillian Flynn vai revelando aos poucos os segredos e defeitos do casamento dos dois e de suas personalidades. Esse livro é muito intrigante e nos faz pensar em o quanto realmente podemos conhecer as pessoas e como diferentes pessoas podem ter uma ideia tão diferente da personalidade de alguém. Além de o quão complexas e ímpares as pessoas são. Os personagens que lemos, geralmente, são esteriótipos ou estereotipados, “o invejoso”, “o herói”, “o diferente”, mas ninguém é assim na vida real, somos plural. Pra mim a Gillian Flynn conseguiu mostrar o quanto personagens bem construídos são essenciais em um romance. E não se assustem, mas apesar dos pesares, me identifiquei muito com a Amy.

Eu amei o livro e dei 5 estrelas. Não tenho palavras mais para exaltá-lo rsrsrs. Então simplesmente leiam.

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O Filme: Eu não gosto muito de comparar filmes com livros, porque pra mim eles são outra coisa. Eles tem outro objetivo, outro público, outro suporte, outro meio, completamente diferente.

Só vou comparar aqui porque na mesma noite que eu terminei o livro corri para assistir ao filme. Eu gostei sim do filme e da adaptação, mas preferi o livro. Achei o filme um pouquinho tendencioso para o lado do Nick. Dá muitas explicações para coisas “erradas” que ele fez que não tem no livro. Mas vale a pena assistir, Rosamund Pike está ótima como Amy. Me disseram antes que o final do filme é diferente, mas não é. Algumas coisinhas no decorrer do filme foram mudadas sim e o clímax do final foi um pouco mais chocante por ser outro meio como eu já disse, mas não acho que esse final prejudicou a adaptação mais do que o aspecto tendencioso do filme que me desagradou um pouco.

Vocês já assistiram/leram Garota Exemplar? Deixem sua opiniões para discutirmos nos comentários.

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Mestres do Horror: Edgar Allan Poe

Olá pessoal, tudo bom?

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Eu não podia deixar de mencionar aqui alguns autores mestres do horror, né? E, com certeza, não podia deixar de citar o Poe, meu autor favorito. E a minha alma gêmea literária. E o amor da minha vida.

edgar_allan_poe_by_crisvector-d3jswe4Poe não foi só um escritor maravilhoso, mas também um teórico e estrategista (em suas obras literárias). Apesar do caráter soturno e sentimental de suas obras, suas histórias e poemas eram extremamente planejados, cada palavra, cada sílaba e cada som. Poe foi o criador do gênero “conto” e principalmente do conto policial. Ele acreditava que todos os elementos, nomes, descrições e palavras da obra deveriam ter algum propósito, ou então não deveriam ser utilizados na história. Portanto muitas de suas histórias não trazem o nome dos personagens ou descrições extensas. Ele chegou a escrever um artigo na qual explicava verso por verso como ele compôs sua obra mais famosa: o poema “O corvo” (The Raven).

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Apesar desse seu lado genial e visionário, Poe teve uma vida muito difícil e conturbada o que reflete bem em sua obra. Sempre com elementos de tristeza, morte, alucinações e loucura.

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Mesmo que você não goste, dê uma chance para esse escritor maravilhoso. Dá pra encontrar a obra inteira dele em inglês e em português na internet. Algumas das minhas histórias preferidas e que eu recomendo muito são:

  • O gato preto (meu preferido);
  • O coração delator;
  • A queda da casa de Usher;
  • Berenice;
  • O barril de Amontillado;
  • Assassinato na Rua Morgue;
  • A Máscara da Morte Escarlate;
  • O Retrato Oval.

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Existe um filme “The Raven”/”O Corvo” em português, que “conta a vida dele” de uma maneira bem fantasiosa, mas embora a maioria do enredo seja fictício acho que o ator John Cusack interpretou bem minha alma gêmea o autor.

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Na estante: Não conte a ninguém

Olá pessoas. Como vocês estão aproveitando o mês do horror até agora? Eu estou super empolgada e trago aqui outra resenha pra vocês.

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Porque eu li: Bom, todo mundo que gosta de mistério já deve ter ouvido falar do Harlan Coben. Ele ganhou nada menos que os três prêmios mais famosos de livros policiais dos Estados Unidos. Ele explodiu a pouco tempo com seus livros de capas azuis e títulos intrigantes. O título foi o principal motivo de eu ter pego esse em particular pra ler, além de querer ler algo desse autor pra ver se gostava, já que ele é famosa por escrever um dos meus gêneros favoritos.

Como eu li: Eu li a cópia física de “Não conte a ninguém”, publicada pela editora arqueiro.

O espaço: A história se passa em Nova York, assim como metade dos livros do mundo. Mas acho que o espaço não muda muito nessa história.

A história: Oito anos após ter perdido sua esposa David Beck ainda não superou a tragédia. Todos os anos ele e sua esposa iam até o lugar onde aconteceu seu primeiro beijo aos 12 anos e faziam uma marca em uma árvore onde suas iniciais estavam gravadas dentro de um coração. Recém-casados eles voltam pela 13ª vez para completar seu ritual. No entanto, eles são atacados misteriosamente. Beck é abandonado inconsciente e Elizabeth é sequestrada, apenas para ser encontrada morta depois de uma semana. O caso foi muito misterioso e fechado como se eles tivessem sido vítimas de um serial killer. Então, no vigésimo primeiro aniversário do primeiro beijo, oito anos depois, David recebe um e-mail misterioso. No assunto, suas iniciais e de sua esposa e 21 barras. No corpo tem um endereço de site, uma mensagem “hora do beijo” e uma frase “Não conte a ninguém”. Então, ele acessa o site na hora certa que somente ele e Elizabeth conheciam e tem uma grande surpresa ao vê-la na tela de seu computador.

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Personagens:

David Beck – Beck é um médico bonito e bem sucedido que nunca conseguiu superara o assassinato de sua esposa Elizabeth. Apesar das circustâncias estranhas do seu assassinato, ele sempre aceitou a resolução que a policia deu, embora sua culpa de não poder defender Elizabeth não o deixasse em paz.  Quando ele recebe esse e-mail misterioso, ele começa a duvidar de tudo que ele tinha acreditado sobre a tragédia e começa a rever os fatos para descobrir se sua esposa está morta ou não e o que realmente aconteceu aquela noite que ela foi sequestrada. No entanto, a sua motivação o torna um pouco desleixado e até suspeito.

Elizabeth Beck – Elizabeth sempre foi uma filha exemplar, uma mulher exemplar e aparentemente alguém que era querida por todos. Ela trabalhava em uma obra de caridade e por seu perfil acreditava-se que somente um serial killer poderia ter algum motivo para matá-la.

Desenvolvimento: A  premissa do livro é muito envolvente e interessante, até genial, mas acaba por aí. O desenvolvimento é bem decepcionante. A história é contada por David Back em primeira pessoa e pelo ponto de vista em terceira pessoa de dois “detetives/assassinos” que trabalham para um milionário famoso. No começo pode parecer estranho mas não demora muito para o leitor entender a ligação entre as duas histórias.

O que eu achei: O livro foi uma decepção para mim. Achei o desenvolvimento da história extremamente clichê e sem surpresas. Logo no começo o leitor já cria suposições do que pode ter acontecido com Elizabeth e no final a suposição mais óbvia é a verdadeira. Eu não empatizei com os personagens e odiei o fato do livro ter dois focos narrativos em pessoas diferentes. Uma hora você estava lendo as partes de David em primeira pessoa (que eram ok) e de repente pulava para a terceira pessoa, isso quebrava um pouco o ritmo de leitura. Parecia que quando você estava entrando na história e suspendendo a descrença o autor te arrancava pra fora de novo. Por que isso? Não entendi o objetivo do autor em fazer isso.

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Considerações finais: Achei o livro muito óbvio e sem surpresas. O mistério só parece mesmo mistério para o personagem principal que era meio bobão mesmo. O final ficou muito evidente desde muito cedo no livro, e eu fiquei esperando o clímax ou uma reviravolta e nunca veio. Além disso, os dois focos narrativos me deram a impressão de amadorismo e um livro muito mal escrito. Não é a toa que a professora na escola dizia para sempre escrevermos em 1ª ou em 3ª pessoa e NUNCA misturar as duas. Acho que Harlan Coben não assistiu essa aula.

Eu dei duas estrelas para o livro porque para mim nada salvou, não gostei da escrita, não gostei dos personagens e não gostei da história, apesar da premissa ser bem interessante.

Eu fiquei curiosa no entanto, sobre livros que misturam focos narrativos em primeira e terceira pessoa. Será que feito de uma forma melhor esse artifício pode dar certo, ou é sempre ruim? Eu não me lembro de ter lido outros livros que fazem isso. Então queria o feedback de vocês. Vocês já leram um livro assim? O que acham sobre isso? Misturar focos narrativos dá certo ou não?

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